
A alagoana Rosa Carolina, de 30 anos decidiu trocar o carro que ganharia quando passou no vestibular, por uma viagem à Nova York. Morando nos EUA há 10 anos, ela conta que o objetivo era passar apenas um mês por aqui, mas que a paixão pelo país foi inevitável. “Eu queria ficar muito tempo morando em Nova York para aparfeiçoar o meu inglês, mas só consegui convencer os meus pais a me deixar ficar por um mês”. Mas os 30 dias acabaram se alogando mais do que o esperado e já são dez anos morando na terra do tio Sam.
Lilian Moreira, de 28 anos, também não conseguiu fugir do destino. A idéia era passar apenas um ano em Nova York para aperfeiçoar o inglês, e em seguida passar um tempo na Inglaterra. Mas não foi bem isso que aconteceu. A brasileira nascida em Minas Gerais se apaixonou pela cidade e não quis mais ir embora. Já são quatro anos vivendo longe do Brasil. “Quando vim para os Estados Unidos eu não tinha a mesma visão que tenho hoje. Tudo era muito novo, a língua ainda era uma barreira porque o meu inglês era intermediário. Agora, vejo os EUA como um país de oportunidades, onde geralmente você cresce na mesma proporção do seu trabalho e dedicação aos seus sonhos e projetos. A praticidade também me fascinou. Aqui, eu só não consigo lavar roupa pela internet! O resto, consigo tudo. Além disso, as pessoas fazem um esforço enorme para que tudo dê certo. Procuram soluções para os problemas que existem”, afirma Lilian.
A mineira destaca as vantagens de morar numa cidade tão eclética e segura. Segundo ela, é incrível o ambiente multicultural que Nova York oferece. Existem restaurantes das mais diversas nacionalidades e é possível ouvir no metrô num único dia, idiomas de várias partes do mundo. “É gratificante morar numa cidade segura. Sem falar nas oportunidades que o mercado de trabalho oferece”, destaca a brasileira. Quando o assunto é o consumismo, ela é bastante realista. “Não sou consumista, mas tenho consciência de que se morasse no Brasil seria muito difícil de ter as coisas materiais que tenho aqui, como laptop, ipod e outros eletrônicos. Aqui você pode comprar coisas legais por um preço bastante acessível”, conta Lilian.
Ela diz que se acostumou muito rápido com a cultura dos novaiorquinos e que aprecia a educação e organização deles. “Vejo os americanos como pessoas de fácil relacionamento. Quando você ganha a confiança deles, eles se tornam amigos para a vida inteira. Se voltasse para o Brasil hoje sentiria falta disso tudo. Da segurança, da pluralidade cultural, do poder aquisitivo, dos museus, parques, teatros e cafés que fazem Nova York uma cidade sensacional. Mas acho que voltar, só se for a passeio. Gosto muito daqui. Vejo meus esforços profissionais serem reconhecidos e recompensados rapidamente. Isso não tem preço”, finaliza a brasileira.