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Monday, March 30, 2009

Solidariedade

Apesar da fama, os americanos não são frios quando o assunto é solidariedade. Por incrível que pareça eles me ensinaram a ser mais solidária. Foi aqui que eu aprendi a dizer “obrigada” para tudo. Não que antes eu fosse uma pessoa mal educada, mas é que aqui eles falam”obrigado”, “desculpe” e “licença” a todo momento. Seja para coisas simples como descer do ônibus ou apenas porque alguém depois de passar pela porta segurou para o próximo passar.
Depois de presenciar vária vezes as pessoas ajudando umas as outras, passei a fazer também mesmo quando estou apressada. Se por acaso alguém derrubar algo na rua, não importa se é horário de rush ou não, várias pessoas vão parar para ajudar. Se mala está pesada, ou alguém está tentando subir as escadas com um carinho de bebê, pode ter certeza que receberão uma mãozinha.
É engraçado quando algum turista começa a olhar para cima tentando achar a direção certa. Rapidamente ouvi-se: está precisando de alguma informação? Quando o meu irmão veio me visitar aqui em Nova York pela primeira vez, eu tinha acabado de chegar, então não conhecia bem a cidade. Estávamos olhando o mapa e discutindo com faríamos para chegar no pier 17. Uma senhora, que estava sentada do outro lado do vagão se aproximou e perguntou para onde nós estávamos querendo ir. Nos deu todas as informações necessárias. Foi tão solícita que nos deixou sem graça. Ficamos até com o sorriso amarelo de tanto dizer obrigado.
Presenciei uma vez uma senhora cair no chão. Três pessoas ligaram para o 911. Duas enfermeiras pararam, sendo que uma delas estava com o filho de uns 6 meses e o marido. Ela tinha tantas bolsas. Começou a abrir e a tirar lenço umedecido, papel toalha, líquido para esterelizar o corte. Um outro correu para pegar gelo. Sem falar no médico que parou, a examinou e só saiu do local quando a ambulância chegou.
Aprendi a dizer “desculpe” por qualquer coisa também. Até quando acontece de esbarrar com uma pessoa dobrando a esquina vindo na direção contrária. Mas como todo lugar do mundo, de vez enquando você irá esbarrar com um sem educação falando alto ao telefone detro do trem, por exemplo.

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Despite the bad fame, the American people are not cold when it comes to solidarity. It seems incredible that they taught me to be more supportive. It was here that I learned to say "thanks" for everything. Doesn’t means I don’t do that before, but here they say "thank you", "sorry" and "excuse-me" for everything. Even for simple things like getting off the bus or just because someone after passing through the door held for the next pass.
After saw many times people helping each other, also I do the same even when I'm busy. If someone drop something on the street, no matter if it is time to rush or not, many people will stop to help. If bag is heavy, or someone is trying to climb the stairs with a baby’s car, can be sure to receive a hand. It is funny when a tourist starts to look up trying to find the right direction. Quickly heard it: do you need some information? When my brother came to visit me here in New York for the first time, I had just arrived, so I did not know the city well. We were looking at the map and talking to do to arrive at the pier 17. A lady who was sitting across the train came and asked us: where do you want to go? She gave to us all necessary information. It was so helpful to us without charge. We were so shy with the too much help and we said thank you many times. Presence once an old lady fall down. Three people called 911. Two nurses stopped, and that one was with her son like 6 months old and with the husband. She had so many bags. Began to open and get paper towel, cut the liquid into sterilized. Another man ran to get some ice. Not to mention that the doctor stopped, examined the lady and only gone when the ambulance arrived. I learned to say "sorry" for anything too. So when it happens to touch with a person turn the corner coming in the opposite direction. But as everywhere in the world, instead of while you met with a without education talking aloud to the phone behind you at the train, for example.

Saturday, March 21, 2009

As lendas que contam sobre os EUA

Uma vez recebi um e-mail dizendo que aqui nos EUA os professores ensinavam nas escolas que a amazônia é americana. Enviaram até a foto de um livro com o mapa do Brasil sem a floresta. Procurei na internet esse livro, em livrarias e nada. E o mais interessante é que aqui as crianças não aprendem geografia na escola.
Quando resolvi vir morar em Nova York, o que mais as pessoas falavam era: cuidado para não se tornar uma pessoa fria. Bem, acho que tive muita sorte porque até agora só conheci pessoas alegres, educadas e atenciosas. Tudo bem que eles jamais vão te dar aquele abraço típico dos brasileiros, mas vão te cumprimentar com o maior sorriso. Não existe a qualificação “colega” para eles. Ou o americano é seu amigo ou não é. Não tem meio termo. E quando são, fazem de tudo para te ajudar. São tão fiéis ao ponto de oferecer a casa deles para você morar.
Mudei minha opinião depois que cheguei aqui. E parei de comparar o povo americano com os políticos americanos. Essa é a imagem que muitos de nós temos. Que eles se acham os melhores do mundo e que não estão nem aí para o resto do planeta. Até deve existir pessoas assim, mas pode ter certeza não é a maioria.
Quando falo que sou do Brasil, eles abrem um sorriso. E sempre me perguntam o que o povo brasileiro acha dos EUA. A última pessoa quis saber o que os brasileiros achavam do Obama. Se torceram por ele, esse tipo de coisa. Disse que sim. Que ele tinha uma boa imagem lá e que as pessoas que conheço torciam por ele. E aí ela me perguntou se o Brasil estava orgulhoso por eles terem colocado um negro na casa branca. Falei que isso foi bom para mudar a imagem que os brasileiros têm dos Estados Unidos e que todos estavam esperançosos e confiantes. A americana que me olhava atentamente chorou. “Espero que ele nos tire dessa crise e consiga mudar essa situação logo. Espero que um dia todos tenham orgulho de nós. O povo americano tem bom coração”, disse ela.
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One time I received an email saying that here in the U.S.A teachers teach in schools that amazon is American. Sent to the photo of a book with the map of Brazil without the forest. Searching the Internet this book in bookstores and didn’t find anything. And the most interesting is that children do not learn geography in school here. When I decided to come live in New York, what people were saying: be careful not to become a cold person. Well, I think I was very lucky because so far only met people happy, polite and courteous. All though they will never give you that hug typical of Brazilians, but will greet you with a smile. There is no qualification "almost friend" for them. Or the american is your friend or not. Has no middle ground. And when, do everything to help you. They are so loyal to the point of offering them house for you live. I changed my mind after I got here. And stop comparing the American people with American politicians. This is the image that many of us have. They find the best in the world which are not there for the rest of the planet. So there must be people well, but you can be sure is not the majority. When I say I am from Brazil, they offer a smile. And always ask me what the population thinks about the U.S.. The last person wanted to know what the Brazilians thought of Obama. If rooting for him, that kind of thing. Said yes. He had a good image out there and I know that people rooting for him. And then she asked if Brazil was proud that they put a black in the white house. Said that it was good to change the image that Brazilians have of the United States and that all were hopeful and confident. The American girl looked to me and cried. "I hope he get out this crisis and this situation will change soon. I hope that one day all of us have pride. The American people have a good heart", she said.


Monday, May 26, 2008

A FÉ QUE ULTRAPASSA FRONTEIRAS

Viver longe do Brasil não é fácil, mas alguns imigrantes que moram nos EUA arrumaram uma maneira de amenizar a saudade. Foi por meio da fé que eles encontraram equilíbrio.
A brasileira Maristela Munhoz, de 47 anos, conta que quando chegou na América o objetivo era melhorar a situação financeira. “Aqui cada imigrante vem de um lugar diferente. Apesar de terem costumes e culturas diversas, todos vêm com o mesmo objetivo: ganhar o tão sonhado dólar. Mas rapidamente percebemos que a vida não é só ganhar dinheiro. Logo que cheguei entrei em depressão. Sentia muita falta dos parentes e amigos. Nunca havia me separado deles. Foi uma sensação muito ruim. Me agarrei na fé para não enlouquecer. Quando perdi meu irmão, em nenhum momento me senti só. Além da presença do meu marido, as pessoas da igreja me deram todo apoio que eu precisei. Quando ficamos tristes, tem sempre alguém para nos levantar. Se não fosse o meu envolvimento com a igreja católica e as amizades que conquistei, com certeza já teria voltado para o Brasil. A religião foi fundamental para que eu pudesse suportar esse vazio”, revelou Maristela.
Ela diz que foi muito bem acolhida pela Paróquia St. James, que fica em Newark, Estado de Nova Jersey. Por semana, são realizadas 4 missas em português. “É maravilhoso estar em outro país e participar das missas ouvindo o padre rezar no nosso idioma. Na igreja eu fiz vários amigos. Somos uma grande família. Passamos datas comemorativas juntos, como aniversários, Natal e Páscoa. Adoro o que faço, gosto de estar envolvida nas atividades da igreja. Aqui nos EUA nós participamos mais. Temos mais abertura. As coisas não são tão rígidas. O padre é como um amigo. Ele nos visita, participa da nossa vida, das nossas festas. Está sempre presente”, afirma a brasileira.
Maristela conta ainda que o que a faz se sentir especial é saber que todos procuram a igreja como um porto seguro. E é por causa da fé que todos se ajudam. “Todos nós somos iguais. Aqui não tem mais rico ou mais pobre. Não importa se tem green card ou não. Pode ser preto, branco, carioca, paulista ou mineiro. Somos todos filhos de Deus. Todos buscando a mesma paz”, finaliza.
A fé também se fortalece entre os imigrantes evangélicos. Em Nova York, o Pastor Luiz Roberto Paes, de 40 anos, explica que a realidade que se afronta à fé cristã evangélica na cidade, é a diversidade étnica religiosa. No Brasil, ele fazia parte da vida religiosa, mas apenas como líder de pequenos grupos dentro da igreja. Há 4 anos ele é pastor titular da igreja do Evangelho Quadrangular de Astoria, Temple of the Natios, em Nova York.
Segundo ele são vários motivos que levam os brasileiros a procurarem a igreja. E um deles é a saudade que sentem do Brasil. Mas ele explica que para que essa carência seja suprida é necessário que a igreja tenha estrutura espiritual e social para fazer trabalhos onde os participantes se sentirão mais amados. “Dessa forma o indivíduo expressará mais amor ao próximo e compartilhará de seus princípios e valores, diminuindo assim a dor pela distância de seus entes queridos.
André Saroba é evangélico, tem 41 anos e está há 16 em Nova York. Ele conta que passou a frenquentar mais a igreja depois que saiu do Brasil. Diz que raramente perde um culto e que vai à igreja todas quintas e domingos. “Sinto a presença de Deus quando congrego. É um sentimento muito especial”, diz André. Ele acha que os imigrantes que moram na América não têm tempo para ir à igreja. Segundo ele, estão todos em busca de dinheiro. Apesar disso ele concorda que a religião ameniza a falta da família. “Acho que o fato de frequentar a igreja diminui a saudade que eu sinto dos parentes, mas deixo todas as minhas ansiedades à disposição do senhor”, finaliza André.
A evangélica Rynara Ferreira, 38 anos, é baby sitter e mora há 19 na América. Atualmente reside em Lyndhurst, em New Jersey. A brasileira também ficou mais assídua na igreja depois que se mudou para os EUA. Ela conta que os cultos realizados são especiais porque o pastores se dedicam mais. E acha que os fiéis imigrantes são diferentes dos fiéis que estão no Brasil. “Talvez por serem mais solitários, eles são mais presentes nos cultos e até participam mais das atividades que a igreja promove. Segundo ela, é uma forma se sentirem mais protegidos. Rynara revela que foi em busca da religião para sentir mais a presença de Deus, apesar de achar que nada diminui a saudade que ela sente do Brasil.

Monday, May 19, 2008

Toda mulher merece um diamante


Depois de tudo que eu presenciei, tenho quase certeza de que as brasileiras após ler este texto vão dizer: porque eu não nasci nos EUA?

Estive em uma festa de noivado este mês em Nova York. A noiva era americana, mas o noivo brasileiro. Apesar da diferença na nacionalidade, tudo ocorreu conforme à tradição americana.

Aqui o casal não coloca aquele anel simples só de ouro na mão direita, como é de costume no Brasil. O noivo compra um anel de diamante, equivalente ao dobro do salário que ganha, e só a noiva usa aliança na mão esquerda. A mesma do casamento. Esse que vi desse ter sido uns oito mil dólares.

Curiosa, perguntei sobre a aliança de casamento e a noiva me disse que cada um compra a do outro e, que geralmente elas não são iguais. Essa parte eu não gostei! É muito mais romântico os dois usarem as alianças idênticas.

Os petiscos estavam uma delícia. E como já falei anteriormente, os americanos são muito práticos. Por isso os pratos e talheres eram de plástico. Apesar da simplicidade, eles eram dourados e cheios de estilo. Adorei pois dessa forma não é preciso ter o trabalho de lavar a louça depois.

Bom, voltando a parte romântica, é chegado o momento. O noivo chama a atenção de todos, pede para se aproximarem e começa o brinde agradecendo a todos presentes. O mais emocionante foi quando ele se ajoelhou, abriu a caixinha de veludo e disse: will you marry me? E ela bastante emocionada e tremendo disse: yes, I do!

Os que me conhecem melhor sabem que choro com facilidade e já devem imaginar o que aconteceu comigo! Rsrs.

Ah, já ia me esquecendo. Preciso comentar sobre a frieza do americano. Enquanto eu chorava de emoção, a mãe da noiva ao meu lado estava parada dando um sorrisinho bem sem graça. Parecia que o genro estava dizendo “bom dia” para a filha dela. Mas não achem que ea sogra não aprovou a união. No fim da festa soube que ela confessou que quase fez xixi nas calças de tanta emoção. Mas eles são assim, tão comedidos que às vezes parecem frios.

Thursday, May 1, 2008

Uma Verdade Inconveniente

Essa semana assisti o documentário “Uma verdade Inconveniente“, do político norte-americano e ex-vice presidente dos Estados Unidos da América Al Gore. O filme mostra como da emissão de poluentes e o mau uso dos recursos naturais têm influenciado para o aquecimento global.
Diz que os livros de ciências do Brasil vão ter que mudar. Pois fenômenos que cientistas afirmavam que nunca iriam ocorrer no país, estão acontecendo. Segundo ele dentro de aproximadamente dez anos muitas cidades não existirão mais. Ficarão alagadas depois do derretimento das geleiras.

Algumas sugestões são mostradas sobre como a população pode ajudar a melhorar o mundo. E ainda aponta alguns culpados pelo problema, como por exemplo o capitalismo e o acúmulo de riquezas. Relata também evidências de que a emissão de dióxido de carbono tem aumentado a tempratura da terra.

Uma Verdade Inconveniente aborda questões importantes sobre a produção de combustíveis fósseis. Relembra que o atual presidente do Estados Unidos da América, George W. Bush, não apoiou o protocolo de Quioto, justificando o alto valor que seria destinado. Dando como exemplo a Índia e a China, que não foram obrigados a aderir ao programa. E que eles são os maiores emissores de poluição depois dos EUA. O protocolo de Quioto é uma tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global.

De acordo com Al Gore, os EUA produzem 25% do total de emissões de gases de efeito estufa, mas dispõem de capacidade tecnológica e institucional que permitiriam ao país encontrar a solução do problema. O político ressalta que a necessidade de combater o aquecimento global não é uma questão política, mas uma questão moral. Depois de 30 anos de pesquisa, Al Gore mostra que é possível reverter essa dramática situação sem causar um dano econômico grave para a sociedade.

Uma Verdade Inconveniente desperta a consciência para a iminência da extinção da raça humana, que até recentemente os cientistas só esperavam para os próximos milhares de anos. Mostra que a qualidade de nossa vida no planeta vai piorar.

Al Gore foi vice-presidente de Bill Clinton de 1993 a 2001, foi o negociador dos Estados Unidos para o protocolo de Kioto. Concluído em dezembro de 1997, entrou em vigor em fevereiro de 2005. Foi candidato à presidência dos EUA nas últimas eleições, mas “perdeu” para George W. Bush. Com o filme, Al Gore e o corpo de especialistas do painel intergovernamental de mudanças climáticas da ONU ganharam o Prêmio Nobel da Paz de 2007.


Depois de assistir ao documentário, dificilmente alguém vai dormir sem se perguntar o que pode fazer para salvar o planeta.

Tuesday, April 29, 2008

A água de NY

A maioria das pessoas sabe que a água aqui nos EUA é tratada e se pode tomar da torneira. Pelo menos aqui em NY.
Acho que muita gente já deve ter visto em filme como no “Separados pelo casamento”, onde o protagonista toma água da torneira da pia da cozinha.
Apesar da facilidade em beber o líquido, é comum encontrar nos supermercados os carrinhos lotados de garrafas de água mineral. Nas prateleiras das delis (delicatessen), farmácias e supermercados existem garrafas de todos os tamanhos e você ainda pode escolher a nacionalidade.
O único problema em beber a água direto da torneira é o cheiro forte de cloro. Em alguns lugares é realmente insuportável. Há uns meses fui “obrigada” a beber na casa de amigos. Não seria nada elegante reclamar ou recusar a água que te oferecem não é?

Friday, April 4, 2008

É mais barato ligar de NY para Maceió do que de SP

Logo que cheguei em NY comprei um cartão telefônico de 10 dólares para ligar para o Brasil. É bem fácil de usar. É só ligar para o número indicado, raspar a tarjeta e digitar o código. Tudo bem que são “300” números que você precisa digitar, mas ligação pode ser feita de telefone fixo, celular ou orelhão.

O inacreditável é que o cartão durou quase um mês, mesmo ligando quase todos os dias para o matar as saudades da família.O meu celular é praticamente um mini computador e custou apenas 79 dólares. Tem windows, msn, camêra de foto e vídeo, acesso a internet ilimitada e etc. O plano é 49 dólares por mês e tenho direito a mil minutos, ligo de graça depois das 7 da noite e durante os fins de semana. E pasmem: posso ligar para qualquer lugar do EUA. E isso só vai me custar o preço de uma ligação local.

Comparei com a cidade de São Paulo porque eu morava lá e gastava uma fortuna todos os meses apenas para dar um breve alô diário.

Não entendo porque os impostos no Brasil são tão caros. E nem porque o valor dos minutos são tão altos. Se aqui nos EUA, por esse preço tão acessível as empresas lucram, imaginem como estão as contas bancárias dos donos das empresas telefônicas do Brasil.

Monday, February 18, 2008

Imigrantes em protesto

Todos jornais brasileiros que li durante esta semana abordaram o mesmo assunto: o medo dos imigrantes na cidade de Danbury. Recentemente cerca de 3 mil e 500 pessoas participaram de uma manifestação em frente à prefeitura de Danbury, no Estado de Connecticut, aqui nos EUA.
Brasileiros e hispanos protestavam contra a parceria da polícia da cidade com o Departamento Federal de Imigração. Muitos americanos apoiaram a manifestação. A parceria autoriza os policiais municipais a serem agentes imigratórios e a pedirem a documentação da população.
Essa decisão causou tumulto e desespero entre os imigrantes da cidade, já que a maioria deles está em situação ilegal. Danbury tem cerca de 90 mil habitantes, onde 34% deste total vieram de outros países. Os comerciantes estão apavorados. O movimento no comércio diminuiu cerca de 50%. Muitos imigrantes estão com medo de sair de casa. Alguns só saem para trabalhar. E outros proibiram até os filhos de irem à escola.
Algumas pessoas estão se mudando para cidade vizinhas e até para o Canadá. Os estabelecimentos americanos estão sendo boicotados. Os imigrantes se negam a entrar neles como forma de protesto. A lei é bastante severa na cidade. Se alguém, por exemplo, andar distraído na rua e não na calçada, corre o risco de ser multado. A população está esperançosa e acredita que a situação vai melhorar com as eleições presidenciais. Eles torcem por uma anistia ou por uma lei de imigração que funcione.

Monday, February 11, 2008

Viver nos EUA... sonho ou pesadelo?

Algumas pessoas se mudam para os EUA achando vão ganhar muito dinheiro ou que vão ficar bem de vida rápido. Mas nem sempre é isso que acontece.
O casal de brasileiros João e Karina chegou nos EUA há 2 anos. Eles largaram tudo para tentar a vida aqui. Uma amiga os convenceu de que Nova York seria a melhor opção, oferecendo hospedagem e trabalho na empresa da família.
Ao desembarcarem, a tal amiga não estava esperando no aeroporto, como combinado. E até hoje eles não a encontraram.
Depois do susto, eles se hospedaram num hotel. Nova York no verão é muito quente. Como fazia uns 40 graus, eles tiveram uma idéia para multiplicar o dinheiro que restava, pois ainda estavam sem trabalho e o desespero começava a bater. Com 70 dólares, decidiram comprar garrafas de água mineral para vender. Mas a grande idéia foi por água abaixo na primeira esquina quando eles foram abordados por policiais. Eles não podiam vender por não terem a licença permitindo o trabalho. Ainda bem que eles arrumaram emprego no dia seguinte, porque o estoque de água durou o mês inteiro!
Começaram a trabalhar como garçons, onde eram explorados diariamente. João chegou a ganhar míseros 25 cents de gorjeta. Em seguida foram contratados por uma empresa de um brasileiro que os tratava como lixo. Era grosseiro e costumava enrolar na hora do pagamento. Se eles não conferissem o salário na hora, sempre vinha errado. E aí, já era! Eles eram passados pra trás.
Hoje a vida deles mudou. Eles abriram o próprio negócio, fazem o horário de trabalho que querem e ganham o suficiente para ter o conforto de que precisam. São felizes e nem pensam em voltar para o Brasil.
Um outro casal de brasileiros recém chegados, o Wellington e a Daniele, vieram para cá com a intenção de ficar apenas um ano para aperfeiçoar a língua inglesa. Mas desde que chegaram enfrentam dificuldades.
O apartamento que eles alugaram quando ainda estavam no Brasil, só descobriram que não estava mais reservado quando chegaram em Nova York. A proprietária do imóvel decidiu alugar pra outro casal que pagou mais pelo local.
A solução foi se sujeitar a morar por uns dias no quarto do filho da proprietária, até arrumar algo decente para morar. Depois de muito procurar, eles acharam um apartamento em Nova Jersey, a poucos minutos de Nova York.
Ele já está trabalhando, mas ela apesar dos anúncios que colocou em vários sites de emprego, ainda não arrumou nada. Passa o dia ouvindo rádio ou andando no frio pela redondeza a procura de trabalho.
O apartamento deles não tem móveis e o colchão inflável que ganharam, furou. Eles tiveram de colocar uma fita adesiva para poder voltar a dormir. Até agora tudo tem dado errado para o casal, mas eles estão otimistas e têm a esperança de que as coisas vão melhorar. E que voltarão para o Brasil cheios de histórias pra contar.