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Saturday, March 21, 2009

As lendas que contam sobre os EUA

Uma vez recebi um e-mail dizendo que aqui nos EUA os professores ensinavam nas escolas que a amazônia é americana. Enviaram até a foto de um livro com o mapa do Brasil sem a floresta. Procurei na internet esse livro, em livrarias e nada. E o mais interessante é que aqui as crianças não aprendem geografia na escola.
Quando resolvi vir morar em Nova York, o que mais as pessoas falavam era: cuidado para não se tornar uma pessoa fria. Bem, acho que tive muita sorte porque até agora só conheci pessoas alegres, educadas e atenciosas. Tudo bem que eles jamais vão te dar aquele abraço típico dos brasileiros, mas vão te cumprimentar com o maior sorriso. Não existe a qualificação “colega” para eles. Ou o americano é seu amigo ou não é. Não tem meio termo. E quando são, fazem de tudo para te ajudar. São tão fiéis ao ponto de oferecer a casa deles para você morar.
Mudei minha opinião depois que cheguei aqui. E parei de comparar o povo americano com os políticos americanos. Essa é a imagem que muitos de nós temos. Que eles se acham os melhores do mundo e que não estão nem aí para o resto do planeta. Até deve existir pessoas assim, mas pode ter certeza não é a maioria.
Quando falo que sou do Brasil, eles abrem um sorriso. E sempre me perguntam o que o povo brasileiro acha dos EUA. A última pessoa quis saber o que os brasileiros achavam do Obama. Se torceram por ele, esse tipo de coisa. Disse que sim. Que ele tinha uma boa imagem lá e que as pessoas que conheço torciam por ele. E aí ela me perguntou se o Brasil estava orgulhoso por eles terem colocado um negro na casa branca. Falei que isso foi bom para mudar a imagem que os brasileiros têm dos Estados Unidos e que todos estavam esperançosos e confiantes. A americana que me olhava atentamente chorou. “Espero que ele nos tire dessa crise e consiga mudar essa situação logo. Espero que um dia todos tenham orgulho de nós. O povo americano tem bom coração”, disse ela.
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One time I received an email saying that here in the U.S.A teachers teach in schools that amazon is American. Sent to the photo of a book with the map of Brazil without the forest. Searching the Internet this book in bookstores and didn’t find anything. And the most interesting is that children do not learn geography in school here. When I decided to come live in New York, what people were saying: be careful not to become a cold person. Well, I think I was very lucky because so far only met people happy, polite and courteous. All though they will never give you that hug typical of Brazilians, but will greet you with a smile. There is no qualification "almost friend" for them. Or the american is your friend or not. Has no middle ground. And when, do everything to help you. They are so loyal to the point of offering them house for you live. I changed my mind after I got here. And stop comparing the American people with American politicians. This is the image that many of us have. They find the best in the world which are not there for the rest of the planet. So there must be people well, but you can be sure is not the majority. When I say I am from Brazil, they offer a smile. And always ask me what the population thinks about the U.S.. The last person wanted to know what the Brazilians thought of Obama. If rooting for him, that kind of thing. Said yes. He had a good image out there and I know that people rooting for him. And then she asked if Brazil was proud that they put a black in the white house. Said that it was good to change the image that Brazilians have of the United States and that all were hopeful and confident. The American girl looked to me and cried. "I hope he get out this crisis and this situation will change soon. I hope that one day all of us have pride. The American people have a good heart", she said.


Thursday, February 12, 2009

Vai chover? Vai nevar? Em que estação nós estamos?

Nunca pensei que um dia eu fosse me preocupar com a previsão do tempo. Em Maceió, cidade onde nasci praticamente só existem duas estações. O verão, que dura quase o ano todo. E o inverno, onde o máximo que acontece são umas chuvas chatas que não chegam a trazer o frio. Então não precisamos nos preocupar com isso.

Quando me mudei para São Paulo, cidade do sudeste do Brasil a minha rotina mudou. Minhas amigas costumavam chamar de “moda cebola”. Eu saía toda agasalhada pela manhã, ao meio dia já tinha tirado a metade das roupas, e a noite colocava tudo de novo. Uma verdadeira loucura! Por causa disso eu vivia doente. Claro que a poluição tem sua parcela de culpa. Talvez maior parcela, mas enfim, deixemos isso para lá!
Bom o fato é que mesmo ainda morando no Brasil, o clima era totalmente diferente da minha cidade natal. Eu precisava checar a previsão do tempo antes de sair de casa para não ser pega de surpresa.

Aqui em Nova York, como as pessoas andam muito à pé e de metrô, verificar a temperatura é primordial. Quase que lei. O engraçado é quando esquecemos de olhar como será o dia, nos damos conta de que vai chover pelas roupas das pessoas. Uns usando capas de chuva e outros até galochas, mesmo antes da chuva dar sinal.

É importante saber com que casaco sair para não passar frio ou calor. Hoje mesmo, apesar de ainda estarmos no inverno fez 10 graus celsius. Estava super agradável. Parecia até que a primavera já tinha dado o ar da graça. Acho que coloquei roupa demais porque morri de calor. Voltando para casa um dos casacos já estava amarrado na bolsa e o cachecol também. E graças ao velho hábito de verificar on line a previsão do tempo, estava prevenida com um guarda-chuva na bolsa e me livrei de chegar em casa parecendo um pinto molhado.

Hoje ainda é quarta, mas já sei que pode nevar no fim de semana. Então geralmente as pessoas fazem os planos de acordo com a situação climática. É chato andar na rua quando se está nevando, mas talvez seja um “Valentines Day” super romântico. Falarei mais sobre o dia dos namorados no próximo post.
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I never thought that one day I would worry about the weather. In Maceió, where I was born practically, there are only two seasons. The summer, which lasts almost all year. And the winter, where the most that happens is some annoying rain did not bring the cold. So anybody need to worry about that. When I moved to Sao Paulo, a city in southeastern Brazil to my routine has changed. My friends used to call "fashion onion." I went all muffled in the morning, at midday had taken off half the clothes and put all again at night. A real madness! Because of that I was always sick. I’m sure that pollution has its share of blame. Perhaps more plot, but finally, let it out!
Well the fact is that even living in Brazil, the climate was totally different from my hometown. I needed to check the weather forecast before leaving home not to catch by surprise.

Here in New York, much as people go on walk or on subway, check the temperature is necessary. Almost law. The funny thing is when we forget to look as will be the day, we realize that it will rain just looking for the clothes of people. Using rain’s coat and even galoshes, even before the rain to sign. It is important to know which jacket to not pass out cold or warm.
Today, despite the winter, being made in 57 degrees. It was very nice out. Was like the spring already had come. I think I put too much clothes because I was so warm in those. Coming back to my home, one of the jackets was tied in the bag and the scarf too. And thanks to the old habit of checking online to weather, was prevented with an umbrella in my bag and get rid of at home like a wet paint.
Today it is still wednesday, but I know it can snow at the weekend. So often people make the plans according to climate. It is annoying when you walk in the street is snowing, but perhaps should be a Valentine’s Day super romantic. I’ll talk about the valentine's day in the next post.

Wednesday, January 28, 2009

Tem brasileiro para dar e vender!


Brasileiro tá que nem praga aqui em Nova York, tem em todo lugar. Chega a ser engraçado às vezes... entro em três lugares diferentes no mesmo dia e lá estão eles: os brazucas!
Seja na loja de produtos para cama, mesa e banho; no restaurante argentino; em uma das maiores lojas de cd’s do mundo; no metrô; na pizzaria italiana; fotografando pelas ruas; ou num diner famoso qualquer. E todos sempre com várias e várias sacolas de compras.
Alguns deles costumam achar que não tem brasileiro por perto. Ou que ninguém fala português. Um dia estava no vagão do metrô, quando uns amigos começaram a falar sobre a noite anterior em um banheiro de uma boate. Imaginem a minha cara tentando ficar séria. Foi hilário!
A economia deve está muito boa no Brasil. Ou quem sabe foi a roupa verde e amarela da primera dama Michelle Obama no dia da posse que levou bons ares para o país.
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Brazilian people is like prague here in New York, have one everywhere. It’s funny sometimes ... I came in three different places on the same day and there they are: “the brazucas”! Be at the shop of products for bed, in the Argentine restaurant, in one of the largest stores of cd's of the world, in the subway, in the Italian pizzeria, photographing the streets, or in any famous diner. And all and always with several different bags of purchases.
Some of them often don’t realized have Brazilian people around. Or thinking that nobody speaks Portuguese here. One day was in the subway when some Brazilian people began talking about the previous night in a bathroom of a nightclub. Imagine my face trying to be serious. It was hilarious!
The economy is very good to Brazil. Or maybe it was the green and yellow clothes of the first lady Michelle Obama on the inauguration that led the country for good air.

Wednesday, December 31, 2008

2008 passou voando!


Nem acredito que hoje é o último dia do ano.
Está nevando aqui em Nova York. Cenário perfeito para quem veio passar o reveillon aqui. Na verdade fiquei devendo um texto sobre o Natal... então vamos lá!
Dia 24 dezembro fui para a casa de brasileiros, com direito a peru e tudo. E no dia 25, comemorei na casa de americanos. Aqui eles dão mais importância ao dia 25. Mas não comi peru lá. A tradição de comer a ave só no thanksgiving. E a troca de presentes aconteceu normalmente nos dois dias.
Os pinheiros de Natal começaram a ser vendidos no início do mês de dezembro. Os preços variavam entre 20 e 150 dólares. Dificilmente encontramos uma árvore artificial por aqui. E muitos esperam para adquirir a árvore na véspera, apesar de ser mais cara. A parte triste da história é que as pessoas já começaram a desfazer do símbolo mais famoso da comemoração natalina. Hoje vi uns três pinheiros na calçada. Um deles estava até com as luzes pisca-pisca. É que como aqui os apartamentos são muito pequenos, não vale a pena guardar esse tipo de coisa. Até porque esse tipo de enfeite é muito barato.
Voltando ao dia 31 de dezembro de 2008... ontem fui comprar o meu vestido de reveillon. Entrei em umas cinco lojas diferentes. E fiquei surpresa porque não encontrei uma roupa branca. Nem uma!!! No Brasil, depois do Natal, tem branco em todos os lados. Conversando com uma amiga, ela disse que aqui as pessoas não se ligam para a cor da roupa que vão vestir. Apenas usam uns adereços coloridos, como chapéu por exemplo.
No Brasil é comum usar branco pedindo paz para o ano que se inicia. Azul mais saúde, vermelho é amor, dourado ou amarelo significa dinheiro. E ainda há quem diga que preto dá azar. Na terra natal, todos os anos eu começava a me preparar para a virada umas 10 horas da noite. 23:59 a contagem regressiva, a ceia e depois a farra até amanhacer o dia.
Aqui as pessoas se reunem as 19h, jantam, passam a virada em alguma festa e no máximo as 2h da madrugada todos já estão indo para casa. Talvez seja uma boa idéia porque evita que as pessoas bebam demais e saiam fazendo besteira por aí. Inclusive, hoje o metrô é de graça para incentivar as pessoas a deixar os carros em casa.
Desejo um 2009 sensacional para todos vocês e que a gente possa se divertir muito ainda por meio dos meus textos. “Vejo” vocês ano que vem! ;)
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2008 finished too fast. I can’t believe that today is the last day of the year. It's snowing here in New York. Perfect for all tourists who came here for to spend the holidays. Actually I should to write a story about Christmas ... so let’s go! Day 24 December went to the house of Brazilians, I ate some delicious turkey there. And on 25, celebrated at the American’s home. Here they give more importance to the 25th. But not eaten turkey there. The tradition of eating the bird in only on thanksgiving. And the exchange of gifts usually happened in two days. The pines of Christmas began to be sold in early December. The prices ranged between 20 and 150 dollars. Difficult to find an artificial tree here. And many expect to buy the tree the day before, despite being more expensive. The sad part of story is that people have started to undo the most famous symbol of the Christmas celebration. Today I saw about three pine trees on the sidewalk. One of them was even with the lights flashing. It is here that as the apartments are very small, it is not worth saving that kind of thing. Because this type of ornament is very cheap. Going back to December 31, 2008 ... yesterday I bought my dress of new year’s eve. I went into five different stores. And I was surprised because I have not found a white outfit. Not one! In Brazil, after Christmas, has white on all stores. Talking with a friend, she said that here people do not connect to the color of the clothes you will wear. Only use a few colorful props, such as hat. In Brazil it is common to use white requesting peace for the year that begins. Blue more health, love is red, gold or yellow means money. And still some say that black is bad luck. At home, all the years I began to prepare me the celebration at 10pm. 11:59pm the countdown, the supper and then the fun until start the day. Here people hang out at 7pm for a dinner, will turn into a party and no more than 2am are all going home. Perhaps a good idea because it prevents people drink too much and doing stupid out. Even today the subway is free to encourage people to leave cars at home. I wish you’ll have a great 2009 and that we can have fun even through much of my stories. "I see" you next year! ;)



Friday, September 26, 2008

Achados e perdidos


Se alguém perdeu um anel de diamantes, por favor ligar para o número tal. Esse foi um panfleto que uma amiga encontrou em das ruas de Manhattan um dia desses. Acredite se quiser, mas aconteceu mesmo! E em seguida, na mesma semana o chefe deixou o pagamento dela, um cheque de quase mil dólares, pendurado do lado de fora da porta do apartamento. Era tão inacreditável que ela quase tirou uma foto.
É fácil achar bilhetinhos colados nos postes, ou grades de escolas avisando que alguém achou um briquedo ou qualquer outra coisa. Legal isso né?
Recentemente recebi uma amiga do Brasil. Por duas vezes ela deixou o dinheiro cair no chão. Não preciso nem dizer o quanto ela ficou chocada com a preocupação das pessoas que devolveram o dinheiro para ela né?

Saturday, August 30, 2008

Brasileiros em NY, paixão a primeira visita

Morar fora do Brasil é um dos desejos mais freqüentes entre a maioria dos jovens brasileiros. Conhecer uma nova cultura, aprender ou aperfeiçoar uma segunda língua é fundamental para garantir o sucesso na carreira.
A alagoana Rosa Carolina, de 30 anos decidiu trocar o carro que ganharia quando passou no vestibular, por uma viagem à Nova York. Morando nos EUA há 10 anos, ela conta que o objetivo era passar apenas um mês por aqui, mas que a paixão pelo país foi inevitável. “Eu queria ficar muito tempo morando em Nova York para aparfeiçoar o meu inglês, mas só consegui convencer os meus pais a me deixar ficar por um mês”. Mas os 30 dias acabaram se alogando mais do que o esperado e já são dez anos morando na terra do tio Sam.
Segundo a brasileira, aqui a sua personalidade caiu como uma luva. “Lá as pessoas me achavam impaciente, apressadinha. Aqui, eu me encaixei muito bem com o ritmo da cidade. Gosto da organização e admiro o sistema que funciona para todo mundo da mesma maneira. Nesse país todos têm a chance de vencer na vida, só é preciso não ter medo de trabalhar”, afirma Rosa Carolina. Ela relembra com orgulho como conseguiu a independência financeira na América. “É gratificante pagar tudo com o suor do meu trabalho. A faculdade que cursei em Nova York fui eu quem paguei. Realizei muitos sonhos como conhecer a França, Itália, Califórnia e Las Vegas. A sensação de paz é indescritível quando chega o fim do mês e facilmente consigo pagar o aluguel do apartamento, conta de celular, cartão de crédito, ir a shows e ainda colocar dinheiro na poupança. Aqui eu sou feliz, realizada. Encontrei o meu lugar no mundo”, revela Rosa.
Ao falar sobre o Brasil, o coração aperta de saudades da família, mas ela fala com convicção que apesar de morar longe das pessoas que ama, não pretende voltar a morar no lugar onde nasceu. “Tenho certeza que não conseguiria viver no Brasil novamente. Depois do meu primeiro ano aqui, passei seis meses lá. A falta de perspectiva massacrava o meu coração. Eu olhava pela janela do apartamento em Maceió, via aquele mar lindo, sentia a brisa no rosto, os abraços da minha mãe, era uma combinação perfeita, mas eu sentia que estava faltando algo. Era difícil para mim. Eu não sabia mais o que fazer para amenizar a angústia que sentia. Eu sabia que o meu destino não era ali. Hoje a tecnologia ajuda a acalmar meu coração. Ligo a webcam e vejo os meus sobrinhos cantando uma música nova que aprenderam na escola por exemplo. Escuto a risada gostosa da minha avó e ainda peço opinião da minha mãe sobre qual roupa devo usar. Dessa forma, apesar de longe, eles estão sempre muito perto de mim ”, desabafa.
Lilian Moreira, de 28 anos, também não conseguiu fugir do destino. A idéia era passar apenas um ano em Nova York para aperfeiçoar o inglês, e em seguida passar um tempo na Inglaterra. Mas não foi bem isso que aconteceu. A brasileira nascida em Minas Gerais se apaixonou pela cidade e não quis mais ir embora. Já são quatro anos vivendo longe do Brasil. “Quando vim para os Estados Unidos eu não tinha a mesma visão que tenho hoje. Tudo era muito novo, a língua ainda era uma barreira porque o meu inglês era intermediário. Agora, vejo os EUA como um país de oportunidades, onde geralmente você cresce na mesma proporção do seu trabalho e dedicação aos seus sonhos e projetos. A praticidade também me fascinou. Aqui, eu só não consigo lavar roupa pela internet! O resto, consigo tudo. Além disso, as pessoas fazem um esforço enorme para que tudo dê certo. Procuram soluções para os problemas que existem”, afirma Lilian.
A mineira destaca as vantagens de morar numa cidade tão eclética e segura. Segundo ela, é incrível o ambiente multicultural que Nova York oferece. Existem restaurantes das mais diversas nacionalidades e é possível ouvir no metrô num único dia, idiomas de várias partes do mundo. “É gratificante morar numa cidade segura. Sem falar nas oportunidades que o mercado de trabalho oferece”, destaca a brasileira. Quando o assunto é o consumismo, ela é bastante realista. “Não sou consumista, mas tenho consciência de que se morasse no Brasil seria muito difícil de ter as coisas materiais que tenho aqui, como laptop, ipod e outros eletrônicos. Aqui você pode comprar coisas legais por um preço bastante acessível”, conta Lilian.
Ela diz que se acostumou muito rápido com a cultura dos novaiorquinos e que aprecia a educação e organização deles. “Vejo os americanos como pessoas de fácil relacionamento. Quando você ganha a confiança deles, eles se tornam amigos para a vida inteira. Se voltasse para o Brasil hoje sentiria falta disso tudo. Da segurança, da pluralidade cultural, do poder aquisitivo, dos museus, parques, teatros e cafés que fazem Nova York uma cidade sensacional. Mas acho que voltar, só se for a passeio. Gosto muito daqui. Vejo meus esforços profissionais serem reconhecidos e recompensados rapidamente. Isso não tem preço”, finaliza a brasileira.


Tuesday, August 19, 2008

O dor de não ter o Green Card

Para os brasileiros que vivem nos EUA, o que dói mais quando um parente morre é não conseguir voltar para o Brasil. A angústia de ter que decidir entre dar o último adeus correndo o risco de não poder mais voltar, ou ficar por aqui e sofrer ainda mais por causa da distância.
Elias Pereira Júnior, de 41 anos, mora há 3 anos em Nova York e, durante esse período passou por uma situação muito difícil. O brasileiro soube do falecimento da mãe por meio de um site de relacionamento. O sobrinho deixou um recado pedindo para que ele ligasse urgente. Quando ligou, Elias descobriu que a sua mãe havia falecido. “Foi como se eu tivesse vivendo um pesadelo. Eu não conseguia acreditar. Não desejo isso para o meu pior inimigo. Foi o pior dia da minha vida”, revelou o brasileiro.
Ele explica que não viajou para o Brasil porque não daria tempo de chegar para assistir o velório, muito menos o sepultamento. “Dificilmente eu conseguiria uma passagem para data. E os meus irmãos me incentivaram a ficar aqui porque a minha ida não iria trazer a minha mãe de volta. Sinto muito por não ter chorado ao lado da minha família, mas acredito que todos entenderam, pelo menos o meu pai e os meus irmãos que são as pessoas que mais importam”, disse.
Os parentes de Elias preocupados em confortá-lo da melhor maneira possível, colocaram um telão no local do velório onde ele podia ver tudo em tempo real. “Apesar de ser uma cerimônia triste, eu me senti tranquilo por causa das mensagens dos pastores e dos amigos presentes. Eu conseguia ver e ouvir tudo que se passava. As pessoas podiam me ver e saber que eu estava presente de alguma forma”, relembrou Elias. O enterro foi acompanhado por meio do celular do irmão. “Fiquei ao telefone com ele o tempo todo. E quando tudo chegou ao fim, sinceramente me senti mais calmo e com mais tranquilidade”.
Graças à tecnologia, Elias pôde se sentir mais próximo dos parentes. Ele ameniza a saudade da irmã que mora na Itália e dos outros 5 irmãos que ficaram no Brasil pela internet. “Com webcam e áudio ligados, nós ficamos mais unidos. Matamos um pouco as saudades um do outro. Por causa dessa facilidade, conseguimos colocar as notícias em dia em minutos”, conta Elias.
Ele conta que se pudesse voltar no tempo e soubesse que a mãe dele iria embora tão cedo, ele teria ficado no Brasil. “Gostaria de ter passado os últimos anos ao lado da minha mãe. Fazendo ela ainda mais feliz do que era. Para as pessoas que ainda tem os pais vivos, quero dizer que valorizem e amem os seus pais e mães cada dia mais. Um dia eles se vão e pode ser que você não tenha tempo de se despedir como eu. Mas graças a Deus tive o pivilégio de dizer a ela que a amava muito. Como digo ao meu pai até hoje”, afirma o brasileiro. Ele relembra que teve tempo de homenagear a mãe com uma música que compôs para ela. Em recentemente, Elias foi pai e não podia escolher nome melhor para a sua primeira filha. O brasileiro colocou o mesmo nome da mãe: Diva.

Monday, August 11, 2008

Balada ambulante



Essa idéia deveria ser copiada no Brasil. Ainda mais agora que só se fala em Lei Seca.
Aqui em Nova York existe um famoso transporte chamado ônibus da balada. É uma verdadeira boate ambulante. Com som alto, jogo de luzes e muita gente animada a bordo. Ele leva e pega as pessoas dos bares e boates que beberam um pouco além da conta.
Dessa forma, além de não correr risco digirindo, o “bebum” ainda se diverte mais um pouco antes de chegar em casa!

Thursday, July 3, 2008

Amazônia no meio da selva de pedra



O coração do Brasil está sendo reproduzido numa das cidades mais consumistas do mundo. Nova York é o cenário da exposição Amazônia Brasil, considerado um dos eventos mais importantes sobre a região. O ambiente, os sons, o verde, as cores e a simplicidade do povo está exposta num dos pontos mais bonitos da cidade, à beira do rio Hudson no pier 17. A magia da Amazônia está transportando os visitantes para o interior da floresta. Andar pelo cenário que foi recriado pela própria comunidade é extraordinário. As maquetes foram reproduzidas exatamente como os moradores do local se enxergam. Desta forma é fácil imaginar a grandeza do lugar.
Em sua oitava edição, a mostra é organizada pelo Projeto “Saúde e Alegria” e dirigida pelo brasileiro Eugênio Scannavino Netto. “Sou médico e estou há vinte anos na Amazônia. Apesar de ser infectologista, lá a gente acaba fazendo um pouco de tudo”, diz o ele. O médico conta que queria ser útil, ajudar as pessoas. Queria trabalhar com saúde e não com doença. “Quando cheguei lá vi uma população totalmente excluída, não tinha nenhuma assistência, tinha gente que nunca tinha visto médico na vida. O povo estava morrendo a míngua por causa de diarréia, por causa de coisas simples. Aí eu resolvi ficar e comecei a montar um negócio que reunia educação, prevenção, saúde, alimentação, geração de renda, aí a coisa foi crescendo e eu fui ficando cada vez mais apaixonado pelo lugar”, explica Scannavino.
A exposição quer sensibilizar a população mundial sobre a urgência da conservação da floresta para o futuro do planeta. "Queremos expressar a voz dos brasileiros que vivem na Amazônia, apresentando a região, sua diversidade, potenciais, contradições e a vida nas comunidades locais. Nosso objetivo é mostrar essa visão realista e atual do local e conscientizar os visitantes para as questões da floresta”, afirma o médico.
Logo na entrada os visitantes encontram um mapa gigantesco que eles podem ver exatamente onde a floresta Amazônia está localizada. Em seguida eles assistem aos vídeos que mostram que o rio é o principal meio de vida dos ribeirinhos. É onde as crianças brincam, é também onde a população toma banho, lava roupa e consegue alimentos. Em média 400 crianças visitam a exposicão todos os dias e apesar de muitas delas chegarem procurando a floresta Amazônia no continente africano, elas mostram total interesse em conhecer esse pedaço tão importante do Brasil.
A brasileira Ana Oliveira, que mora em Nova York há 19 anos levou o filho de 4 anos para conhecer a exposição. “Ele nasceu aqui nos EUA e agora que ele está entendendo um pouco mais as coisas eu quero que ele conheça cada dia mais o Brasil. Ele está amando conhecer a Amazônia”, conta Ana. E quando se fala em saudades da terra natal, ela diz que o coração aperta por estar longe e que jamais vai esquecer seu país de origem. “É fantástico ver na maquete o encontro do rio negro com o solimões. As águas não se misturam por causa da densidade. É exatamente assim ao vivo. Mesmo tendo conhecido a floresta Amazônia, eu fiquei impressionada com a riqueza da exposição”, conclui a brasileira.
A mostra é uma excelente oportunidade para os novaiorquinos diminuirem o ritmo de trabalho agitado para dar um passeio pela floresta. Painéis, fotos, sons e diversas instalações recriaram o ambiente único da amazônica, incluindo a sua biodiversidade, povo, vilas e cidades. O visitante mais empolgado ainda pode conferir as exposições no Financial Center, sobre Amazônia Design de Moda e economia sustentável; no Smithsonian's National Museum of American Indian, com a mostra "Guardiões da Floresta", e as oficinas de arte no Central Park. Além disso, o evento está levando para escolas o “New York City Board of Education”. São lições sobre a Amazônia desenvolvidas e incluídas no currículo de terceiro e sexto grau.
As pessoas chegam no local achando que vão ver apenas o que a Amazônia tem de bom, mas quando saem levam o pensamento: “Opa, eu também sou responsável. Eu estou consumindo muito”. Essa é a principal mensagem da exposição, conscientizar o americano sobre o que ele pode fazer para ajudar a salvar o mundo. “Vejo que o americano vem aqui pra ver o quanto o Brasil está destruindo a Amazônia, mas quando eles percebem que o problema da Amazônia é a pressão do consumo global e aqui é o Deus do consumo, cai a ficha e eles ficam muito impressionados. Eles se sentem mal por serem tão consumistas, de gerarem tanto lixo e de desperdiçarem tanta coisa. Então esse reconhecimento pra mim é muito importante. É um aprendizado enorme para eles”, afirma Scannavino. Segundo ele, a humanidade está agindo como criança ao descer de um tobogã. “As pessoas estão sentindo muito prazer, é divertido viver e não se preocupar com o que tem na frente. Mas e lá embaixo? Não vai ter uma piscina esperando por nós. O negócio vai ser bem feio!”, finaliza o médico.
Amazônia Brasil em Nova York é a maior versão internacional da mostra, e já passou pela França (Paris), Suiça (Lausanne) e Alemanha (Bavária), Rio de Janeiro e São Paulo. Após a sua apresentação da cidade americana, a exposição segue para Tóquio, Mônaco e Holanda.

Monday, May 26, 2008

A FÉ QUE ULTRAPASSA FRONTEIRAS

Viver longe do Brasil não é fácil, mas alguns imigrantes que moram nos EUA arrumaram uma maneira de amenizar a saudade. Foi por meio da fé que eles encontraram equilíbrio.
A brasileira Maristela Munhoz, de 47 anos, conta que quando chegou na América o objetivo era melhorar a situação financeira. “Aqui cada imigrante vem de um lugar diferente. Apesar de terem costumes e culturas diversas, todos vêm com o mesmo objetivo: ganhar o tão sonhado dólar. Mas rapidamente percebemos que a vida não é só ganhar dinheiro. Logo que cheguei entrei em depressão. Sentia muita falta dos parentes e amigos. Nunca havia me separado deles. Foi uma sensação muito ruim. Me agarrei na fé para não enlouquecer. Quando perdi meu irmão, em nenhum momento me senti só. Além da presença do meu marido, as pessoas da igreja me deram todo apoio que eu precisei. Quando ficamos tristes, tem sempre alguém para nos levantar. Se não fosse o meu envolvimento com a igreja católica e as amizades que conquistei, com certeza já teria voltado para o Brasil. A religião foi fundamental para que eu pudesse suportar esse vazio”, revelou Maristela.
Ela diz que foi muito bem acolhida pela Paróquia St. James, que fica em Newark, Estado de Nova Jersey. Por semana, são realizadas 4 missas em português. “É maravilhoso estar em outro país e participar das missas ouvindo o padre rezar no nosso idioma. Na igreja eu fiz vários amigos. Somos uma grande família. Passamos datas comemorativas juntos, como aniversários, Natal e Páscoa. Adoro o que faço, gosto de estar envolvida nas atividades da igreja. Aqui nos EUA nós participamos mais. Temos mais abertura. As coisas não são tão rígidas. O padre é como um amigo. Ele nos visita, participa da nossa vida, das nossas festas. Está sempre presente”, afirma a brasileira.
Maristela conta ainda que o que a faz se sentir especial é saber que todos procuram a igreja como um porto seguro. E é por causa da fé que todos se ajudam. “Todos nós somos iguais. Aqui não tem mais rico ou mais pobre. Não importa se tem green card ou não. Pode ser preto, branco, carioca, paulista ou mineiro. Somos todos filhos de Deus. Todos buscando a mesma paz”, finaliza.
A fé também se fortalece entre os imigrantes evangélicos. Em Nova York, o Pastor Luiz Roberto Paes, de 40 anos, explica que a realidade que se afronta à fé cristã evangélica na cidade, é a diversidade étnica religiosa. No Brasil, ele fazia parte da vida religiosa, mas apenas como líder de pequenos grupos dentro da igreja. Há 4 anos ele é pastor titular da igreja do Evangelho Quadrangular de Astoria, Temple of the Natios, em Nova York.
Segundo ele são vários motivos que levam os brasileiros a procurarem a igreja. E um deles é a saudade que sentem do Brasil. Mas ele explica que para que essa carência seja suprida é necessário que a igreja tenha estrutura espiritual e social para fazer trabalhos onde os participantes se sentirão mais amados. “Dessa forma o indivíduo expressará mais amor ao próximo e compartilhará de seus princípios e valores, diminuindo assim a dor pela distância de seus entes queridos.
André Saroba é evangélico, tem 41 anos e está há 16 em Nova York. Ele conta que passou a frenquentar mais a igreja depois que saiu do Brasil. Diz que raramente perde um culto e que vai à igreja todas quintas e domingos. “Sinto a presença de Deus quando congrego. É um sentimento muito especial”, diz André. Ele acha que os imigrantes que moram na América não têm tempo para ir à igreja. Segundo ele, estão todos em busca de dinheiro. Apesar disso ele concorda que a religião ameniza a falta da família. “Acho que o fato de frequentar a igreja diminui a saudade que eu sinto dos parentes, mas deixo todas as minhas ansiedades à disposição do senhor”, finaliza André.
A evangélica Rynara Ferreira, 38 anos, é baby sitter e mora há 19 na América. Atualmente reside em Lyndhurst, em New Jersey. A brasileira também ficou mais assídua na igreja depois que se mudou para os EUA. Ela conta que os cultos realizados são especiais porque o pastores se dedicam mais. E acha que os fiéis imigrantes são diferentes dos fiéis que estão no Brasil. “Talvez por serem mais solitários, eles são mais presentes nos cultos e até participam mais das atividades que a igreja promove. Segundo ela, é uma forma se sentirem mais protegidos. Rynara revela que foi em busca da religião para sentir mais a presença de Deus, apesar de achar que nada diminui a saudade que ela sente do Brasil.

Monday, May 5, 2008

Como fazer uma faxina na América?

Nos EUA não é comum ter empregada doméstica. As poucas que existem ganham uma fortuna e trabalham para milionários. Como não existe mão de obra fácil, o serviço é muito caro e nem todo mundo pode pagar. Conheço algumas pessoas que se deram bem por aqui com este serviço. E adoram porque a faxina daqui não é pesada como a do Brasil.
O americano é muito prático. Existem produtos e eletrodomésticos para tudo. Sabe aqueles lencinhos umedecidos de limpar o bumbum do nenêm? Aqui existem lencinhos similares para limpar o fogão, a banheira, os móveis, o piso, enfim, para cada cantinho da casa. Aspirador e máquina de lavar louça são produtos essenciais num lar americano.

Os produtos são mega, super, ultra eficientes. É só borrifar um pouco e passar um dos lencinhos que a sujeira já era. Tem uns tão fortes que você precisa abrir a janela para não ficar sufocada. Mas o bom de tudo isso é que você com certeza não vai ficar com calos nas mãos de tanto esfregar um determinado local.

Rôdo não existe. Sofri para achar um substituto. Acabei percebendo que o tal do escovão acaba fazendo o mesmo serviço, apesar de não ser melhor. Não sei se vou conseguir explicar, mas ele tem vários fios entrelaçados que substituem o rodo e o pano de chão. Que também é algo raro de se encontrar. Eu até hoje não encontrei!

E uma dica ainda relacionada com a higiene: se você encontrar aí no Brasil uma secadora de roupas, compre! É a melhor invenção do mundo. Você lava a roupa em meia hora, em seguida com mais 40 minutos mais ou menos você tem a roupa seca, quentinha, limpa e cheirosa em mãos. Isso salva muitas mulheres que não perceberam que a roupa que elas pretendiam usar a noite estava suja.

Friday, April 4, 2008

É mais barato ligar de NY para Maceió do que de SP

Logo que cheguei em NY comprei um cartão telefônico de 10 dólares para ligar para o Brasil. É bem fácil de usar. É só ligar para o número indicado, raspar a tarjeta e digitar o código. Tudo bem que são “300” números que você precisa digitar, mas ligação pode ser feita de telefone fixo, celular ou orelhão.

O inacreditável é que o cartão durou quase um mês, mesmo ligando quase todos os dias para o matar as saudades da família.O meu celular é praticamente um mini computador e custou apenas 79 dólares. Tem windows, msn, camêra de foto e vídeo, acesso a internet ilimitada e etc. O plano é 49 dólares por mês e tenho direito a mil minutos, ligo de graça depois das 7 da noite e durante os fins de semana. E pasmem: posso ligar para qualquer lugar do EUA. E isso só vai me custar o preço de uma ligação local.

Comparei com a cidade de São Paulo porque eu morava lá e gastava uma fortuna todos os meses apenas para dar um breve alô diário.

Não entendo porque os impostos no Brasil são tão caros. E nem porque o valor dos minutos são tão altos. Se aqui nos EUA, por esse preço tão acessível as empresas lucram, imaginem como estão as contas bancárias dos donos das empresas telefônicas do Brasil.

Monday, February 11, 2008

Viver nos EUA... sonho ou pesadelo?

Algumas pessoas se mudam para os EUA achando vão ganhar muito dinheiro ou que vão ficar bem de vida rápido. Mas nem sempre é isso que acontece.
O casal de brasileiros João e Karina chegou nos EUA há 2 anos. Eles largaram tudo para tentar a vida aqui. Uma amiga os convenceu de que Nova York seria a melhor opção, oferecendo hospedagem e trabalho na empresa da família.
Ao desembarcarem, a tal amiga não estava esperando no aeroporto, como combinado. E até hoje eles não a encontraram.
Depois do susto, eles se hospedaram num hotel. Nova York no verão é muito quente. Como fazia uns 40 graus, eles tiveram uma idéia para multiplicar o dinheiro que restava, pois ainda estavam sem trabalho e o desespero começava a bater. Com 70 dólares, decidiram comprar garrafas de água mineral para vender. Mas a grande idéia foi por água abaixo na primeira esquina quando eles foram abordados por policiais. Eles não podiam vender por não terem a licença permitindo o trabalho. Ainda bem que eles arrumaram emprego no dia seguinte, porque o estoque de água durou o mês inteiro!
Começaram a trabalhar como garçons, onde eram explorados diariamente. João chegou a ganhar míseros 25 cents de gorjeta. Em seguida foram contratados por uma empresa de um brasileiro que os tratava como lixo. Era grosseiro e costumava enrolar na hora do pagamento. Se eles não conferissem o salário na hora, sempre vinha errado. E aí, já era! Eles eram passados pra trás.
Hoje a vida deles mudou. Eles abriram o próprio negócio, fazem o horário de trabalho que querem e ganham o suficiente para ter o conforto de que precisam. São felizes e nem pensam em voltar para o Brasil.
Um outro casal de brasileiros recém chegados, o Wellington e a Daniele, vieram para cá com a intenção de ficar apenas um ano para aperfeiçoar a língua inglesa. Mas desde que chegaram enfrentam dificuldades.
O apartamento que eles alugaram quando ainda estavam no Brasil, só descobriram que não estava mais reservado quando chegaram em Nova York. A proprietária do imóvel decidiu alugar pra outro casal que pagou mais pelo local.
A solução foi se sujeitar a morar por uns dias no quarto do filho da proprietária, até arrumar algo decente para morar. Depois de muito procurar, eles acharam um apartamento em Nova Jersey, a poucos minutos de Nova York.
Ele já está trabalhando, mas ela apesar dos anúncios que colocou em vários sites de emprego, ainda não arrumou nada. Passa o dia ouvindo rádio ou andando no frio pela redondeza a procura de trabalho.
O apartamento deles não tem móveis e o colchão inflável que ganharam, furou. Eles tiveram de colocar uma fita adesiva para poder voltar a dormir. Até agora tudo tem dado errado para o casal, mas eles estão otimistas e têm a esperança de que as coisas vão melhorar. E que voltarão para o Brasil cheios de histórias pra contar.

Chegando em NY.

A famosa e temível imigração era o que me preocupava, mas correu tudo bem. Foram apenas três perguntas, os indicadores esquerdo e direito escaneados e finalmente o tão esperado carimbo no passaporte.
Já na esteira, percebo que os carrinhos que servem para carregar as malas são pagos. Aliás, aqui tudo é pago! Custam três dólares cada um. Você pode pagar em notas de um dólar ou no cartão de crédito.
No meu caso precisei trocar uma nota de cem. Ainda bem que existem funcionários para trocar o dinheiro dos que chegam despreparados.
O transporte é muito eficiente. O Airtrain sai do aeroporto JFK e chega numa das estações centrais de metrô em menos de 20 minutos.
Aqui, o nosso maior inimigo é o frio. Luta-se o tempo inteiro contra ele. Mas os restaurantes, apartamentos, lojas e metrôs são equipados para enfrentar a baixa temperatura. Só se passa frio se quiser.
Nas lojas, o valor das coisas chama atenção. Os eletrônicos são baratíssimos, a comida e a roupa nem se fala. Com menos de 10 dólares você consegue comprar um casaco acolchoado com pena por dentro. Esse é o único que aquece de verdade!
Nova York é uma ótima cidade para se andar à pé, as calçadas são largas e planas. Você com certeza vai andar quinze quarteirões brincando, sem perceber.
O que mais me impressionou foi a segurança. As pessoas andam nas ruas na maior tranquilidade. Muitas delas com celulares,câmeras e laptops. A cidade é bem policiada. Mas isso não quer dizer que você não deva tomar as precauções devidas. Afinal. numa cidade de grande porte, prevenir sempre é bom.
É difícil deixar o velho vício do Brasil onde desconfiamos de tudo e de todos. Ainda checo se a bolsa está fechada, não saio com jóias ou qualquer coisa que chame atenção. Apesar de todo mundo me falar que não há problema algum.
Apesar da fama, as pessoas não são gordas. Aqui, os novaiorquinos andam bastante. Não vale a pena andar de carro, táxi ou ônibus por causa do congestionamento.
E a comida é boa. Os famosos e deliciosos Dunkin Donuts dão água na boca.
Viver na América, como eles dizem, é fácil. Difícil é só administrar as saudades das praias, do povo hospitaleiro, da tapioca e do acarajé do Brasil!