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Friday, February 27, 2009

Carnaval

Essa semana todos estavam comemorando o carnaval no Brasil. Sinceramente eu só me lembrei porque a minha mãe falou. Aqui em Nova York não tem carnaval. Só umas festinhas que os brasileiros organizam aqui e acolá, mas nada que se compare aos nossos trios elétricos em Salvador ou às ruas de Olinda. E quando você não tem, você nem lembra e nem sente falta.
Também né, convenhamos, imagine pular carnaval com a temperatura marcando 10 graus abaixo de zero? Dá preguiça só de pensar! Sem falar na quantidade de roupas e acessórios que temos que vestir como casaco, blusa de lã, cachecol, luva e por aí vai. Dá uma saudade das minhas havaianas...
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This week everyone was celebrating the carnival in Brazil. Honestly I just remembered me because my mother told me. Here in New York has no carnival. Only little Brazilian’s parties but nothing to compare it to brazilian’s electric trios in Salvador or the streets of Olinda. And when you do not have, you do not remember and not miss. Can you imagine jumping carnival with the temperature 20 degrees? Give just lazy to think! Also we have to wear many clothes and accessories like as coat, wool shirt, scarf, glove and so on. Take a nostalgia of my flip flop...

Thursday, February 12, 2009

Vai chover? Vai nevar? Em que estação nós estamos?

Nunca pensei que um dia eu fosse me preocupar com a previsão do tempo. Em Maceió, cidade onde nasci praticamente só existem duas estações. O verão, que dura quase o ano todo. E o inverno, onde o máximo que acontece são umas chuvas chatas que não chegam a trazer o frio. Então não precisamos nos preocupar com isso.

Quando me mudei para São Paulo, cidade do sudeste do Brasil a minha rotina mudou. Minhas amigas costumavam chamar de “moda cebola”. Eu saía toda agasalhada pela manhã, ao meio dia já tinha tirado a metade das roupas, e a noite colocava tudo de novo. Uma verdadeira loucura! Por causa disso eu vivia doente. Claro que a poluição tem sua parcela de culpa. Talvez maior parcela, mas enfim, deixemos isso para lá!
Bom o fato é que mesmo ainda morando no Brasil, o clima era totalmente diferente da minha cidade natal. Eu precisava checar a previsão do tempo antes de sair de casa para não ser pega de surpresa.

Aqui em Nova York, como as pessoas andam muito à pé e de metrô, verificar a temperatura é primordial. Quase que lei. O engraçado é quando esquecemos de olhar como será o dia, nos damos conta de que vai chover pelas roupas das pessoas. Uns usando capas de chuva e outros até galochas, mesmo antes da chuva dar sinal.

É importante saber com que casaco sair para não passar frio ou calor. Hoje mesmo, apesar de ainda estarmos no inverno fez 10 graus celsius. Estava super agradável. Parecia até que a primavera já tinha dado o ar da graça. Acho que coloquei roupa demais porque morri de calor. Voltando para casa um dos casacos já estava amarrado na bolsa e o cachecol também. E graças ao velho hábito de verificar on line a previsão do tempo, estava prevenida com um guarda-chuva na bolsa e me livrei de chegar em casa parecendo um pinto molhado.

Hoje ainda é quarta, mas já sei que pode nevar no fim de semana. Então geralmente as pessoas fazem os planos de acordo com a situação climática. É chato andar na rua quando se está nevando, mas talvez seja um “Valentines Day” super romântico. Falarei mais sobre o dia dos namorados no próximo post.
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I never thought that one day I would worry about the weather. In Maceió, where I was born practically, there are only two seasons. The summer, which lasts almost all year. And the winter, where the most that happens is some annoying rain did not bring the cold. So anybody need to worry about that. When I moved to Sao Paulo, a city in southeastern Brazil to my routine has changed. My friends used to call "fashion onion." I went all muffled in the morning, at midday had taken off half the clothes and put all again at night. A real madness! Because of that I was always sick. I’m sure that pollution has its share of blame. Perhaps more plot, but finally, let it out!
Well the fact is that even living in Brazil, the climate was totally different from my hometown. I needed to check the weather forecast before leaving home not to catch by surprise.

Here in New York, much as people go on walk or on subway, check the temperature is necessary. Almost law. The funny thing is when we forget to look as will be the day, we realize that it will rain just looking for the clothes of people. Using rain’s coat and even galoshes, even before the rain to sign. It is important to know which jacket to not pass out cold or warm.
Today, despite the winter, being made in 57 degrees. It was very nice out. Was like the spring already had come. I think I put too much clothes because I was so warm in those. Coming back to my home, one of the jackets was tied in the bag and the scarf too. And thanks to the old habit of checking online to weather, was prevented with an umbrella in my bag and get rid of at home like a wet paint.
Today it is still wednesday, but I know it can snow at the weekend. So often people make the plans according to climate. It is annoying when you walk in the street is snowing, but perhaps should be a Valentine’s Day super romantic. I’ll talk about the valentine's day in the next post.

Saturday, September 20, 2008

O dia mais brasileiro em NY



Sei que está muito atrasado para falar sobre o Brazilian Day, mas as pessoas estão me cobrando e então lá vai:
31 de agosto de 2008 – Saí de casa só porque tinha que cobrir evento. Várias pessoas falaram mal do Brazilian Day. Dizendo coisas do tipo: você só vai ver gente bêbada, mulheres quase nuas, brigas e baixaria. Bom, depois disso vocês imaginam a minha ansiedade em estar lá né? Hahaha. E depois da experiêcia de ir ao show do Chiclete em Newark, eu realmente fiquei com medo.
Mas a minha opinião mudou completamente. Não sei se foi porque fiquei na parte reservada a imprensa, mas não vi nada do que haviam me falado. E olhe que dei boas andadas pelo meio do povão para achar entrevistados interessantes para minha reportagem. O que vi foi gente alegre, saudosa e bebendo um pouco, é claro! O Brazilian Day é um dos poucos dias em que é permitido beber nas ruas de Manhattan.
A medida que as pessoas foram chegando, a polícia foi fechando os quarteirões. Quem entrou, entrou. Quem não chegou cedo, não conseguia mais passar para ficar perto do palco. E se saísse não voltava mais, portanto as pessoas não tinham como comprar mais bebidas. Talvez por isso não vi tanta gente embriagada. Ou vai ver os brazucas só estavam ali para curtir as bandas mesmo e deixaram de lado o álcool!
E sobre as mulheres nuas, tinham umas com o shorts bem curto, mas nada que chocasse. Alguns amigos dizem que eu participei de outro Brazilian Day porque onde eles ficaram tinha gente se pegando de um jeito que dava vontade de fazer a “clássica” pergunta: vai comer aqui ou quer que embrulhe?
O palco foi instalado na sexta avenida, entre as ruas 42 e 43. E o espaço reservado para a “bagunça” verde e amarela ia até a rua 59, onde começa o Central Park. Uma multidão com mais de um milhão de brasileiros vindos de toda parte do mundo compareceu a festa na Big Apple.
Jorge Ben Jor abriu a festa. Em seguida milhares de vozes acompanharam as músicas do ícone da música pop Lulu Santos. Mas quem fez a cidade tremer foi a atração mais esperada do dia, Saulo Fernandes da banda Eva. O baiano relembrou canções como pequena eva e levou a galera ao delírio. Fernanda Lima e André Marques fizeram a apresentação da 24ª edição do evento. Outros globais marcaram presença vip como Alinne Moraes, Flávia Alessandra, Lazáro Ramos, Serginho Groisman e Nívea Stelman.
Gente, eu preciso fazer um parênteses aqui e rasgar a seda para o Saulo Fernandes. Conheci o baiano um dia antes do evento, em um almoço promovido pela organização do Brazilian Day. Ele é um fooooofo! Além de educado, gentil, lindo e humilde. Contei a ele que tenho uma amiga americana que é fã dele e ele ficou todo feliz e falou: cadê ela? Leve ela amanhã. E depois dessa simpatia toda ainda tirou fotinha comigo!
Bom, voltando ao Brazilian Day... eu estava tão ocupada que só me lembrei das comidas típicas que são vendidas no local depois que já tinha acabado tudo! L Dizem que havia opções para todos os gostos, porque euzinha não consegui ver nada. Acarajé, vatapá, feijoada, pastel e outras delícias do nosso país tropical estavam bem pertinho de mim e eu não senti nem o cheirinho. Que absurdo!
E quem pensa que o dia foi só de brasileiros, se engana. A americana Devon Strotel, de 27 anos é fã do Brasil e foi conferir de perto a folia. Ela morou no país por um ano, fala português e ainda diz que pretende voltar em breve. “Eu tenho muitas saudades do Brasil e um evento como este dá muito mais saudades. Morei lá em 1999. Depois disso nunca mais voltei. Hoje estou feliz porque estou me sentindo perto do Brasil. Estou adorando e pretendo voltar ano que vem. Além ter vindo para comer a comida boa, vim ver a banda Eva porque sou fã. Tenho até o cd deles”, explica Devon. E nada melhor do que uma argentina para comprovar que o evento é mesmo um verdadeiro sucesso. Marina Alperro, de 26 anos, nasceu na argentina, mas a mãe é baiana. “Eu adoro o Brasil. Visito todos os anos. Apesar de não ter nascido no Brasil, eu me sinto um pouco baiana. Tenho orgulho de ter o coração metade verde e amarelo”. E não é que a Marina mostrou que tem a bahia no sangue ao dançar e cantar as músicas da banda Eva?
A festa era tão esperada que veio até caravana do Canadá. A paulista Luana platzer, de 29 anos organizou uma excursão e trouxe mais de 50 brasileiros que vivem em Montreal. Ela mora no canadá há 7 anos e pela primeira vez participou da festa. “Organizei a caravana em cima da hora, mas mesmo assim consegui trazer bastante gente. Com certeza ano que vem estarei aqui de novo e pretendo começar a reunir o pessoal uns três meses antes. Assim, quem sabe não trago mais gente.
Já Jonas Júnior, mineiro de Governador Valadares, que mora em Boston, prestigia o evento há cinco anos. E dessa vez ele caprichou no figurino com uma peruca verde chamando a atenção das câmeras e atrapalhando as minhas fotos! Brincadeira Jonas! “O Brazilian Day é a melhor coisa do mundo. Aqui não tem confusão. É um dia de festa e muita curtição. Pelo menos por um dia no ano, me sinto no Brasil”, diz ele.
Eu não podia deixar de citar o Amauri Soares, diretor de projetos especiais da Rede Globo e organizador do evento. Ele me disse que este foi o melhor Brazilian Day de todos os anos. “Esse ano foi sensacional, foi o melhor que a gente já fez. Mas esse resultado deixa uma tremenda responsabilidade para o ano que vem. Já estamos pensando em 2009 e vamos trazer muitas surpresas para a festa ser melhor ou igual a esta. Mas o importante é que Brazilian Day cresce a cada ano. Fica maior, mais complexo, mais forte. E além disso ele não tem perdido a alma brasileira. Isso aqui é a maior festa de brasileiro fora do Brasil. Uma festa de brasileiro para o mundo”, comemora Amauri. Ainda tentei arrancar dele algo, mas ele disse enfático e sorrindo: a festa do que vem é surpresa!
Ah, e no fim da festa, consegui levar a minha amiga americana ao camarim do Saulo e ele se lembrou de mim!!!! E pasmem: ele estava chorando. Segundo a prima dele, ele estava emocionado por causa do show, da receptividade, primeira vez em NY e etc. Mesmo com os olhos vermelhos ele levantou todo sorridente e veio conhecer a Kaitlen. Foi muito legal. Vocês precisavam ver a cara dos dois. Ele, acho que pensava: não é possível que tenho uma fã americana! E ela arriscou até uma frase em português quando a perguntamos o que ela estava sentindo em estar perto dele: É um sonho para mim! ;)
E eu, folgada de carteirinha, ainda aproveitei para tirar outra foto com ele. E disse: se eu já era sua fã, agora sou muito mais por causa da sua humildade. E sabem o que ele fez??? Beijou a minha mão!!!! É um fofo mesmo né gente?

Saturday, June 28, 2008

Prévia do Brazilian Day anima os Novaiorquinos na Little Brazil


Photos by Ricardo Pimentel
Ao som de tibaus, agogôs e afoxé, a famosa rua 46 de Manhattan, mais conhecida como Little Brazil, recebeu algumas baianas essa semana em New York City. Foi uma prévia do que será mostrado no dia 30 de agosto na celebração mais esperada do ano pelos brasileiros, o Brazilian Day.
A organização do evento promoveu "A Lavagem da Rua 46". Várias baianas vestidas de branco dançaram com vasos cheios de flores na cabeça, cantando, derramando a água de cheiro na calçada e animando que passava pelo local.
Inspirado na tradição, misticismo, encanto, e religião, a limpeza da rua 46, repetiu o caráter religioso da Bahia com performances que se destinam a purificar e energizar com elementos naturais usados no movimento de apoio à paz e à unificação de todas as pessoas. Desde o século 18, a tradição da lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim é realizada todos os anos em Salvador. As filhas de santo jogam água benta e lavam as escadarias da igreja.
Em agosto, a organização pretende esticar o evento promovendo dois dias de festa. Além dos estandes de comida típica da cozinha nordestina como moquecas, acarajés, abarás e vatapá, haverá artesanato, pinturas e tudo o que a nordeste e o Brasil tem de bom.
A idéia da lavagem da rua 46 foi da artista baiana, Silvana Magda, que tem a intenção de manter viva a tradição brasileira em Nova York. “O Brazilian Day é realizado há 24 anos. E nos últimos 3 eu estou participando da organização. Eu sempre quis trazer um pouco da cultura do povo brasileiro que vive em NY e agora consegui. Vai ser muito bonito. As pessoas vão amar em ver um pouco da minha tão queria Bahia”, disse Silvana.
O final da abertura oficial do Brazilian Day será marcada com o corte da fita por João de Matos, responsável pelo evento, e pela madrinha da limpeza, que será uma convidada de honra cuja identidade será uma grande surpresa para o público.