Friday, August 26, 2011

2 em 1

Depois do terremoto (que eu não senti) que tivemos essa semana, agora todos estão se preparando para o furacão Irene. O Fenômeno já está na costa americana e deve chegar a Nova York na madrugada de domingo. Algumas regiões perto do mar ou dos rios foram evacuadas por ordem do governo. Há perigo de alagação.
O clima na lojas é como se fossemos entrar em guerra. Supermercados lotados. Pessoas comprando água e alimentos não perecíveis. Lojas de material de construção vendendo todo o estoque de pilhas, lanternas e geradores. Teve até gente que comprou placas de compensados para colocar do lado de fora das janelas. O sentimento entre os meus amigos e vizinhos está dividido. Tem gente querendo viajar. Ir para o lado Oeste do país. Estacionar o carro longe de grandes árvores que possam cair. E outras super tranquilas dizendo que vai ser apenas uma forte tempestade e que vai dar tudo certo.
Eu já fiz a minha parte. Comprei tudo que precisava e irei carregar todos os celulares e laptops. Espero não perder o contato com o Brasil porque a minha já está desesperada ligando 10 vezes por dia. Na segunda eu escrevo dizendo como foi presenciar a passagem do furacão Irene. 

Tuesday, August 9, 2011

Saudades de ouvir português

Em janeiro de 2008, quando me mudei para Nova  York, a idéia era aperfeiçoar o meu inglês. Então fiz questao de nao colocar a Globo em casa. Assistia as notícias apenas em inglês para acostumar o ouvido, mesmo sem entender quase nada. É muito diferente ouvir os americanos falando ao invés dos professores brasileiros ensinando a língua inglesa. Mas foi só questão de 
tempo. Quando menos esperei, já estava fluente.  
Hoje confesso que sinto saudades de ouvir a língua portuguesa. Tanto que inclui semana passada a Globo na minha tv a cabo. É uma sensaçao tão boa. Ainda mais porque estou començando a ter dificuldade em lembrar algumas palavras. Às vezes o que quero falar só vem a minha cabeça em inglês. É impressionante com o nosso cerébro se condiciona. Bom, acho que assistindo Globo, ouvindo caetano, Chico Buarque, falando com o meu filho todos os dias em português e ligando para a minha mãe ao telefone, o meu português se manterá firme e forte ;)

Friday, July 29, 2011

O verão em Nova York é de matar!


A umidade é tanta que em certos dias fica difícil respirar. Só para quem nunca visitou a Big Apple nesse período ter uma idéia, seria como se você estivesse em uma sauna ao ar livre de tão abafado. E o que piora a situação é a sensação térmica. O calor acaba sendo muito maior do que o que termômetro está marcando. Semana passada chegou a fazer 109F. E enche o saco ficar ouvindo: “ué, você não nasceu no Brasil? Então porque tá reclamando do calor?”. Fala sério!
Para os desavisados, loucos e destemidos que virão a NYC durante o verão, aconselho usar filtro solar fator mil, tomar muita água, entrar em várias lojas durante os passeios e tentar caminhar pela sombra. E se vier com crianças, tente levá-los a lugares fechados com ar condicionado, como museus e livrarias. Mas se tiver que ficar ao ar livre, que pelo menos seja em algum parque com muitas árvores e água jorrando para os pequenos se refrescarem. O ideal seria mesmo não vir nessa época do ano, mas sempre tem aqueles que acham que vale a pena pegar uma promoçãozinha e sofrer com o clima super quente ;)

Wednesday, July 20, 2011

Torre de Babel


Uma das coisas que mais gosto de Nova York é que tenho amigos vindos de diversas partes do mundo. Só no meu condomínio, tem argentino, chinês, romeno, caribenho, porto-riquenho, indiano, italiano, filipino, alemão e americano é claro! E muitos daqueles que nasceram aqui tem descendência irlandesa, inglesa, jamaicana e outras nacionalidades, mas essas pessoas eu  ainda não conheço.
É tão divertido que eu estou até aprendendo palavras em outros idiomas. Confesso que estou adorando.  Fim de semana passado aproveitando essa torre de babel e fizemos uma festinha. Cada um trouxe o prato típico do país de origem. Nem preciso dizer que quase fui para casa rolando de tanto que eu comi. Quantas delícias, quantas calorias!
E isso é NYC, uma cidade cheia de imigrantes e com muitos encantos.  Cerca de 800 línguas são faladas em Nova York, tornando-a mais diversa linguisticamente cidade do mundo.


Thursday, June 30, 2011

Pelo o correio


Adoro a praticidade dos americanos. Quando recebo uma conta para pagar, junto eles mandam um envelope em branco para que você envie a fatura que será paga e o cheque com o valor correspondente. Algumas pessoas me perguntaram se não era perigoso mandar cheque pelo o correio. Pelo visto não. Tem gente que faz isso há mais de 20 anos e nunca teve problemas. Talvez até mais seguro do que pela internet, penso eu.
A única coisa com que você tem que se preocupar é em ter sempre selos o bastante em casa para os pagamentos do mês. E depois é só colocar na caixa de correio espalhadas pelo bairro. 

Friday, June 24, 2011

E viva o AMOR! NYC legaliza o casamento gay

Nova York é o sexto estado do Estados Unidos a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. As comemorações estão em todo lugar. Desde o site de relacionamento Facebook até um dos pontos turísticos mais visitados da Big apple, O Empire State Building. O projeto de lei que havia sido rejeitado há dois anos, finalmente foi aprovado pelo parlamento.
Parabéns ao terceiro Estado mais populoso da América. Parabéns por essa vitória e por mostrar que os gays não são diferentes de ninguém. eles apenas querem ser felizes e constituir famílias assim como qualquer um na face da terra. E viva a igualdade! 

São João em Nova York


Eu sinto mais falta do Brasil quando o país está festejando algum feriado que eu adorava comemorar. Um deles é o São João. Sempre gostei de dançar quadrilha, me vestir de matuta e comer aquelas comidinhas gostosas lá de casa. Me dá água na boca só em pensar. Mas felizmente esse ano, descobri que em Nova York também tem arraial! Agora no papel de mãe, estou mais ligada à comunidade brasileira que vive por aqui e por dentro de todas as comemorações.
Há duas semanas fui a um arraial beneficente da Fundação Brazil Child Health. Tinha comidas típicas, o pessoal vestido à caráter, jogos, rifas e quadrilha com direito a sanfoneiro e tudo. Foi super legal. Fim do mês tem mais quadrilha. E desta vez será organizada pelo Consulado do Brasil em Nova York. Eu estarei lá com o meu matutinho marcando presença. É bom poder morar fora do Brasil e saber que o meu filho terá oportunidade de conviver com outros “brasileirinhos” e conhecer melhor a cultura brasileira.

Monday, April 4, 2011

Eu como do jeito que eu quiser

Um das coisas que estranhei quando cheguei aqui foi o fato das pessoas comerem pizza com a mão. E às vezes até andando pelas ruas e comendo caindo óleo por todos os lados. Aquela bagunça! Enfim, costume é costume. Eu sempre comi pizza de garfo e faca e as pessoas também estranharam por aqui. Uma vez fizeram um comentário em um restaurante e eu disse que não era homem das cavernas para comer com as mãos e os americanos cairam na gargalhada. Mas foi fácil notar a cara de espanto das pessoas das mesas ao lado. Depois de três anos por aqui, acho que vai ser estranho chegar ao Brasil e voltar a comer pizza com os talheres outra vez hahahaha.

Swine flu

Não se fala mais em gripe suína por aqui. Será que conseguiram controlar a doença? Espero que a minha mãe nunca leia esse post, mas a primeira contaminação foi em uma escola de Nova York a 10 minutos da minha casa. Em meados de março de 2009 uma dos alunos foi passar férias no México e voltou com o vírus que foi espalhado rapidamente pelo o mundo graças as viagens áreas. Existem dados que afirmam que mais de oito mil pessoas morreram por causa da gripe suína.

Sunday, April 3, 2011

Lei de NYC

Aqui em Nova York quem tem cachorro de estimação precisa se equipar com sacolinha plástica antes levar o melhor amigo para passear. A questão é que a lei é bem rígida. Cachorro fez côco, o dono ou quem quer que esteja com ele tem que catar. Ou caso contrário corre-se o risco de pagar uma multazinha básica que vária entre  50 a 450 dólares.

Outra coisa que muitos turistas não sabem é que por aqui é proibido tomar bebida alcóolica na rua. Não faço ideia de quanto seja a multa ou se você pode acabar preso. Mas é bom saber que a idade legal para se beber aqui é 21 anos. E os bares e restaurantes exigem comprovação da idade. 

Saturday, January 29, 2011

Comida Kosher

Todo mundo sabe que em Nova york existe gente vinda de todos os lugares do planeta, mas quando cheguei aqui fiquei encucada com a tal da comida "kosher". Sempre via em algumas lanchonetes, restaurantes e até supermercados o aviso de que eles eram "kosher". Enfim, como sou curiosa até a alma fui pesquisar e descobri que são comidas preparadas com as regras do judaísmo. 
Kosher é uma palavra hebraica que significa "próprio", nesse caso próprio para o consumo dos judeus. Outra curiosidade é que eles não misturam carne com nada que seja derivado do leite. Nem mesmo as panelas onde foram cozinhadas. Tudo tem de ser separado. Além disso, segundo a religião os animais que eles comem são mortos de uma maneira menos dolorosa. 
Esses são alguns dos alimentos que não fazem parte da lei judaica: carne de porco, camarão, lagosta, todos os frutos do mar, peixes que não possuem escamas, carne com sangue, e qualquer alimento que misture carne e outros produtos de origem animal como ovos e leite ou derivados. Um judeu ortodoxo não consome queijo até 6 horas depois de comer carne, por exemplo, visto que este é preparado com leite.

Thursday, January 27, 2011

Carnaval em Nova York

Tenho que confessar que o carnaval é uma das coisas que esqueço que existe. Fiz questão de não colocar Globo internacional em casa para aperfeiçoar o meu inglês ao máximo. Então não vejo aquelas vinhetas falando do feriado o tempo todo. Não tenho amigos que estão programando o que irão fazer nos dias da folia. E não comprei fantasia para o meu filho ainda.
Quando morava no Brasil eu costumava sair em blocos, viajar, planejava mil coisas com a família e os amigos, mas aqui você acaba se adaptando a cultura e esquecendo um pouco esse lado bom de ser brasileiro. Mesmo estando fora de todo esse ambiente, acabei de ficar sabendo que o Consulado Brasileiro em Nova York está organizando uma festinha de carnaval para os brasileirinhos que moram aqui. Acho que vou aderir a ideia e levar o meu americaninho e também brasileirinho ao evento.
Apesar de não ter trio elétricos nas ruas ou desfiles de escolas de samba, existem festas por toda cidade. Sei que não é a mesma coisa, mas para que está longe do Brasil qualquer coisa vale a pena, Eu vou tentar comemorar todos os anos (aqui em NYC ou no meu país) para que o meu filho conheça a alegria e o calor do povo brasileiro.

Wednesday, January 26, 2011

Nevando de novo?


Acordei e estava tudo branco lá fora. Meu filho ficou todo animado vendo a neve caindo pela janela. A alegria é só quando ele estar dentro de casa porque fim de semana passado coloquei ele na neve para tirar fotos e ele detestou. Ficava se levantando e com a carinha mais assustada do mundo. 
A noite, assistindo o noticiário pela televisão, o assunto era só um: neve! Quantos centímetros irá atingir, os trens que irão parar, as pessoas se apressando para chegar em casa enquanto ainda conseguem dirigir os seus carros e as equipes de reportagem espalhadas por toda a cidade. A parte fofa de uma das matérias foi ver um menino de uns 7 anos dizendo que tem teste na escola amanhã e espera que neve bastante para a escola não abrir. Além de ter tempo para estudar mais, ele ainda poderá brincar na neve com os amiguinhos.  
Costumo dizer que neve só é legal nos livros, filmes, para as crianças e para os turistas que só estão aqui para se divertir e tudo que é diferente vira uma verdadeira festa.

Festas de fim de ano

Muitas pessoas por aqui não celebram na véspera do Natal, como eu costumo fazer. Eles geralmente comemoram no dia 25. Outros não dão muito valor para a data. Em algumas famílias o dia de ação de graça é a data do ano mais importante a ser celebrada.
Sobre o reveillon, só os turistas vão para a Times Square ver a gigante bola de cristal descer. A maioria dos americanos odeia muvuca e tumulto. Outra coisa que eu estranhei muito quando cheguei aqui for não ver no dia dia 31 de dezembro as pessoas vestidas de branco. Eles não tem essa tradição. Não associam as cores ao amor, sorte, paz ou saúde. É fácil ver pessoas de preto pelas ruas. Difícil mesmo é achar um vestido branco nas lojas para comprar.

Friday, October 29, 2010

Halloween

Próximo domingo será comemorado uns dos feriados mais esperados pelos americanos, o Halloween. Eu particularmente adoro! Esse será o terceiro ano que eu participo e não vejo a hora de colocar a minha fantasia.
O Halloween, surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam nas casas objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados e abóboras enfeitadas. Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. E aqueles que comemoravam a data eram perseguidos e condenados à fogueira pela inquisição.
Ainda bem que por aqui nada em relação ao feriado é proibido e todos comemoram. Existe o famoso desfile na sexta avenida em Nova York onde as pessoas fantasiadas se divertem durante o percurso. É até estranho quando você encontra alguém sem fantasia. Para quem nunca viu, o evento todo é bem interessante. A polícia fecha as ruas e coloca grades nas calçadas. O único problema é o frio. Os que geralmente esquecem disso tem de incluir de última hora um casaco à fantasia.
É comum encontrar pais, filhos e até cachorros sentados nas portas dos prédios e casas distribuindo doces. As crianças saem em comitiva fazendo a famosa pergunta: Trick or treat? (traquinagem ou doce?). Também têm umas tiazinhas que montam os seus arcenais na porta de casa, se fantasiam e, além de deixarem os doces disponíveis para que quiser levar, ficam disponíveis para tirar fotos com todo mundo.
Ao contrário do que muita gente pensa, a festa não exige apenas fantasias macabras. Com o passar dos anos, as pessoas foram deixando de lado o visual assustador e agora se vestem dos mais variados temas. Bruxas, vampiros, animais, personagens de histórias infantis ou de filmes como Indiana Jones, frutas, celebridades e as mais diversas  profissões. Tenho certeza que encontrarei muitos monstros bizarros pelas ruas, quanto personagens doces e amáveis.   
Tem muita gente que acha que a festa deveria durar uma semana de tão legal que é. Mas olhe que se você pesquisar dá para achar umas festinhas e se divertir fantasiado mais do que apenas sete dias.
Na minha família já está tudo pronto. Doces comprados para as crianças que baterem na nossa porta, baldinho para pegar os doces pela vizinhança e as fantasias. Eu e o meu marido seremos um casal de vampiros. E o meu filhinho, participando pela primeira vez da festa, será um leão banguelo e assustador!

Monday, October 4, 2010

Medieval Festival in New York




Ontem fui ao Festival Medieval no Tryon Park, aqui em Nova York. Esse evento acontece apenas uma vez por ano e tem direito a reis, rainhas, plebeus, dragões, cavaleiros, homem com perna de pau e bobo da corte.
Um dia inteiro dedicado a era medieval. A comida é sensacional. Vai desde a coxa de peru gigantesca, até uma sobremesa que tem uma massa parecida com bolinho de chuva, e doce de maçã por cima. Além disso, têm barracas vendendo artesanato, teatro para crianças, show de música, apresentação de danças escocesas e várias pessoas à caráter. É uma fofura ver as crianças lutando com armaduras e espadas.
O duelo de espadas é a atração mais esperada. As pessoas se aglomeram em arquibancadas para assistir e dar boas risadas com a luta cômica. Cavaleiros com armaduras de verdade em seus cavalos promovem o espetáculo.
E ainda tem o museu em forma de castelo chamado The Cloisters, com arte da Idade Média. E como eu, já tem gente se programando para comparecer ao evento de 2011. 

Sunday, September 12, 2010

September 11

Ontem foi um dia triste aqui em Nova York. Nove anos se passaram desde o ataque terrorista ao World Trade Center, onde aproximadamente 3 mil inocentes morreram.  
Durante o dia vi vários helicópteros da polícia e diversos carros pelas ruas, mais do que o de costume. Bandeiras dos Estados Unidos em todos os lugares. Os jornais e telejornais fizeram programas especiais sobre o assunto.
Os parentes das vítimas foram até o local com flores e cartazes que traziam a frase se referindo ao familiar “nós nunca iremos te esquecer”.  Perto do local foi realizado um protesto contra a polêmica Mesquita que estão querendo abrir nas redondezas. E à noite era possível ver de qualquer lugar de Nova York as luzes dos dois holofotes que substituíam as torres gêmeas.
Mesmo tendo chegado aqui depois do que aconteceu, é lamentável toda essa tragédia. O meu marido foi voluntário por mais de duas semanas ajudando no local. E apesar de já ter ouvido a mesma história várias vezes, me dá um aperto no peito toda vez que ele me conta algo de que ele tenha presenciado. E por mais que as pessoas tentem esquecer, sempre um amigo falando que conhece alguém que perdeu um parente durante o ataque terrorista. Foi um dia muito triste por aqui...   

Saturday, September 4, 2010

Furacão, Ivete e Brazilian Day

Furacão

Só se falou nisso durante toda a semana. Era a previsão do tempo avisando que um furacão se aproximaria de Nova York. Apesar da minha mãe ficar preocupada e pedir para não sair de casa, o fenômeno não chegaria nem perto de onde eu moro.  O “perigo seria para quem mora perto da praia. Mas enfim, ontem passei o dia em casa só por precaução. Afinal, nunca se sabe o que vai acontecer não é? Todos falavam que eu não tinha com o que me preocupar, mas para mim que nasci em um país abençoado onde não existe nada parecido, é assustador ouvir que um furacão está vindo.
A previsão era de tempestade à tarde e a noite o tão falado furacão. No final das contas nem uma gotinha do céu. Não choveu e o furacão só causou um alagamentozinho em algumas praias do Estado de Nova York. O estrago foi só o dinheiro que o Estado gastou trazendo pessoal para previnir uma possível tragédia.   


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Ivete em Nova York

Que essa mulher é um fenômeno  todo mundo já sabe, mas nunca imaginei que um dia ela iria tocar no Madison Square Garden aqui em Nova York. Hoje, ela abriu o show dizendo “sou uma vencedora” e entre lágrimas e brincadeiras Ivete Sangalo levantou poeira, como sempre. Além de dar um pontapé internacional na carreira, a baiana conseguiu reunir 14 mil pessoas e dizem que ela arrecadou 5 milhões de reais com o show. Alguns famosos foram prestigiar a morena, como Luciano Huck, Angélica, Preta Gil, Ana Maria Braga entre outros. Até uma música do Michael Jackson ela cantou em homenagem ao rei do pop. E ontem após a coletiva de imprensa Ivete deu uma caminhada pelo Central Park e ainda pagou o famoso cachorro quente novaiorquino para alguns fãs.  

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O dia mais verde e amarelo de Nova York

Amanhã acontece o famoso “Brazilian Day”, o dia brasileiro para quem quer matar as saudades do país de origem. Às vezes não precisa nem ser brazuca, como chamam por aqui, para ir curtir o evento. Existem muitos americanos e pessoas de outras nacionalidades que adoram o Brasil e têm curiosidade de conhecer mais sobre a nossa cultura.
O palco foi instalado na sexta avenida, entre as ruas 42 e 43. E o espaço reservado para a “bagunça” verde e amarela ia até a rua 59, onde começa o Central Park. A previsão é que uma multidão com mais de um milhão de brasileiros vindos de toda parte do mundo compareça a festa na Big Apple. Luciano Hulk irá comandar a festa que tem como um dos convidados a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano. Além da boa música, as barraquinhas de comida sempre faturam bastante com as delícias do nosso país tropical.

Wednesday, August 18, 2010

Mãe impedida de amamentar em público em NYC

Quem me conhece sabe o quanto ignorância me irrita, e muito! Quando falo em ignorância, não quero dizer grosseria, mas sim falta de conhecimento.
Uma das coisas que mais me deixa irritada ultimamente é o fato das pessoas desconhecerem os benefícios da amamentação aqui em Nova York. Como se não bastasse isso, acabo de assistir o noticiário local e uma reportagem me deixou indignada. Uma mãe foi pedida para sair de uma das cafeterias mais famosas e cobiçadas de Nova York por estar amamentando a sua filha de apenas 5 meses. A mãe, como tinha conhecimento dos direitos, disse que não ia sair porque aquilo que o gerente estava pedindo era ilegal. Ele insistiu e pediu para ela não voltar nunca mais ao local. De acordo com a reportagem, a mãe estava sendo o mais discreta possível. A Tv ouviu a versão da Lily O'Brien's chocolate café, onde aconteceu o fato. O Dono desmentiu e disse que pediram para que a mãe apenas fosse discreta. Agora a cafeteria tem um adesivo na porta dizendo “welcome breastfeeding”.
Algumas vezes tive que amamentar o meu filho em público. Mesmo colocando uma manta, ou seja lá o que for em cima, percebi algumas pessoas me olharem com olhar de reprovação. Algumas apenas curiosas e outras chegaram a achar engraçado.
Ouvi muita piada sobre amamentar em público. Chegou ao ponto de me dizerem que leite materno é 90% água e que só é preciso amamentar as duas primeiras semanas. Santa ignorância!!!!

Em Nova York, a maior festa brasileira completa 25 anos

      A paixão pelo o país verde amarelo fez o paulistano João de Matos trazer o calor do Brasil para a terra do Tio Sam. Ele conta que a idéia de criar um dia especialmente para comemorar o Brasil em Nova York surgiu de uma maneira tímida. “No início eram poucos amigos brasileiros que se encontravam para festejar. Era como se fosse uma roda de samba que, 25 anos depois, se transformou numa escola de samba gigante, o Brazilian Day”, exemplifica. E durante todos esses anos, foram muitas conquistas que enchem de alegria o coração do idealizador. “Ao longo desses 25 anos, conseguimos colocar o Brasil com destaque no centro do mundo. Sinto uma força incrivel, um orgulho imenso de ser brasileiro, amar tanto o Brasil e poder demonstrar isto para o resto do mundo de uma forma tão gratificante e grandiosa", diz Matos


O Brazilian Day foi criado em 1984 para celebrar o espírito brasileiro, as conquistas brasileiras, o nome do país e suas possibilidades na maior cidade do mundo, de forma intensa e genial. Segundo João de Matos, o Brazilian Day é a explosão verde amarela num momento único e muito especial.
Hoje o evento consegue reunir tanta gente que a multidão começa desde a rua 43 e vai até a 59, no início do Central Park. O palco fica na sexta avenida com a rua 43, mas a maior concentração é na rua 46, a famosa Little Brazil.

Em 2008 milhares de pessoas prestigiaram o Brazilian Day e este ano a organização do evento espera manter ou até mesmo aumentar o sucesso.“Por ser uma das festas mais populares da cidade, a estimativa de público é sempre motivo de cuidados especiais da nossa produção. Nos anos anteriores, tivemos uma média de um milhão de pessoas.  Isto, de certa forma, é um grande orgulho para nós brasileiros, pois não temos nenhum tipo de incidente registrado, o que impressiona as autoridades americanas. Este ano, esperamos que o público do ano passado compareça novamente”, afirma o brasileiro.

Segundo a organização, as atrações são para todos os gostos. “Este ano, a diversão começa no sábado com o músico Carlinhos Brown que vai cantar e participar da lavagem da rua 46, a Little Brasil. No domingo, a apresentação será da Regina Casé e as atrações são: Elba Ramalho, Alcione, Arlindo Cruz, Marcelo D2 e Victor e Leo, considerado o maior fenômeno da música brasileira na atualidade”, diz Matos. Ele ainda complementa que o segredo para manter uma festa tão bonita e esperada pelos os brasileiros é fazer com o coração.


Os desafios de ser mãe na América


            Ser mãe é sem dúvida ter a chance de sentir o maior amor do mundo. O sentimento surge desde a confirmação da gravidez, e vai crescendo a cada dia. É uma emoção enorme poder ver o bebê pela primeira vez, ouvir o coraçãozinho, vê-lo se mexendo  por meio do exame de ultrassom. É com certeza um momento inesquecível.

Dizem que esse é o tipo do amor você só entende quando se torna mãe. Portanto, nada melhor do que uma jornalista e, agora mãe de primeira viagem, para falar sobre o assunto. Este mês vou comemorar o meu primeiro dia das mães com o meu filho Daniel. Apenas para ficar mais fácil de entender o quanto eu sou louca por ele,  confesso que o amor que sinto por ele é tão grande que parece que o meu coração vai sair pela boca. Descobri que estava grávida no dia 12 de junho de 2009, dia em que se comemora o dia dos namorados no Brasil. E o engraçado é que o dia previsto para o nascimento do meu filho era mais ou menos para quando se comemora o dia dos namorados aqui nos Estados Unidos, 14 de fevereiro. Depois disso os meus amigos passaram a dizer que eu estava esperando o bebê do amor! Bom, se dependesse de quanto eu já o amava, o apelido era bastante apropriado.  A minha experiência como mãe nos Estados Unidos está sendo boa até agora.  Com exceção das idas ao pediatra, que ao contrário do Brasil, insiste em dar as vacinas ao meu filho separadamente. Ou seja, a cada 15 dias ele sofre levando picadas. O argumento é que se o bebê tiver alguma reação, eles saberão de qual vacina foi. Estranhei porque inevitávelmente vou comparar com os procedimentos feitos no Brasil. E lá a vacinação não é dessa forma. Geralmente eles tomam todas em um único dia. Mesmo convivendo com outra cultura, sei que aqui ele terá grandes oportunidades na vida. Como estudar em uma das melhores universidades do mundo, ser fluente em duas ou mais línguas, e ainda poder viver com segurança. Afinal o Brasil, apesar de ser o meu país de origem, rico em belezas naturais e que eu morro de saudades, está cada dia mais violento. E esse foi um dos principais motivos de eu ter escolhido viver aqui. Não tem preço saber que o meu filho vai poder brincar na frente de casa, que eu não preciso por grades na janela e que posso passear com ele pelo bairro numa boa sem ter medo de ser assaltada.
            Aos 29 anos, a curitibana Sabrina Decoo, deu a luz a Anthony. Hoje, 4 meses após o nascimento ela fala da dificuldade de criar um filho longe dos familiares. “Ter a família por perto é muito importante. Sinto demais a falta deles. É triste os avós do meu filho não estarem por perto. Várias vezes senti vontade de voltar a morar no Brasil, mas quem sabe um dia me mudo de volta”, diz.  Além das saudades, a curitibana conta que gostaria de ter uma babá, mas aqui o serviço não é tão acessível como no Brasil. “A minha irmã está cuidando do meu filho, mas não por muito tempo. Infelizmente nos Estados Unidos colocar em uma creche ou contratar uma babá pesa muito no orçamento. É muito mais caro que no Brasil”,  explica Sabrina. Segundo ela, a vantagem de ter tido filho aqui foi que ela pode ter de parto natural como ela sempre quis. E que de acordo com o que ela ouviu falar, no Brasil na maioria das vezes, os médicos empurram uma cesárea sem necessidade. Eu sempre desejei ter filho de parto normal e não gostaria de ser enganada por nenhum médico. Estava mais segura porque aqui eles fazem o possível para que o bebê venha ao mundo de parto normal. Morando na América há 7 anos, ela pretende ir ao Brasil frequentemente para que o filho Anthony tenha contato com a cultura brasileira. “Já tenho vários cd’s e livros em português. Só vou falar com ele em português para que ele seja fluente na língua. E sempre que puder estarei contando a ele sobre a nossa cultura”, finaliza.
Raquel Lopes, nascida em Ribeirão Preto, teve uma gravidez planejada e acabou tendo um menininho como ela sempre sonhou. “Quando ouvi o choro do Lui pela primeira vez, aquele foi o momento mais mágico da minha vida, senti uma alegria pura e indescritível. O meu filho  me ensinou  o que é o verdadeiro amor, aquele amor que não é egoísta e que te dá forças para se superar a cada dia. Ser mãe é um milagre e uma aventura, a melhor coisa que me aconteceu!”, Afirma. Diferentemente de Sabrina, Raquel queria cesárea, decisão que acabou incomodando-a bastante. “Os amigos e familiares americanos faziam mil perguntas. Eles achavam absurda a minha escolha pela cesareana. Ainda bem que tive sorte de encontrar um médico que me apoiou e me ajudou para que o hospital autorizasse o pedido. Ele alegou que no Brasil a maioria das gestantes preferem o parto cesárea e que isto é uma questão cultural para nós brasileiras”, diz ela. O filho da brasileira, pequeno Luiz Anthony, completou dois anos recentemente e Raquel ainda não conseguiu conciliar a carreira com o papel de mãe. “Em certa ocasião, estava trabalhando em casa e eu havia agendado uma video - call com um cliente da China. A avó estava olhando o Lui para mim, mas exatamente na hora da video-call ele começou a chorar por que queria ficar perto de mim. O cliente ouviu o chorinho dele e eu fiquei super sem graça, mas o cliente começou a rir dizendo que também tem filhos e às vezes o mesmo acontece quando ele tenta trabalhar em casa. No fim, acabou sendo engraçado, eu tento não fazer mais video-calls quando o Lui esta em casa”, complementa Raquel. Para ela uma das vantagens de ter tido o filho nos Estados Unidos é que em um mundo globalizado como o nosso, o fato dele ter dupla cidadania facilitará o acesso à excelentes universidades. E ela aponta a principal desvantagem que é em caso de um divórcio. “dificilmente a mãe poderá voltar a morar no Brasil e levar consigo o filho sem violar a Convenção de Haia. Portanto você estará em um país estrangeiro, tendo a responsabilidade de sustentar e criar seu filho e sem poder contar com a ajuda da sua familia brasileira. Eu passei por isso, e ainda bem que pude contar com a ajuda das minhas amigas e da familia americana de meu filho”, relata. Quanto ao atendimento hospitalar, a paulistana diz que foi muito bom, mas estranhou o fato de, mesmo com convênio médico, ter de dividir o quarto com alguém que ela não conhecia.
Aqui nos Estados Unidos cada hospital tem a sua política de atendimento. E a maioria deles coloca mais de uma pessoa por quarto. A não ser que a paciente esteja disposta a pagar por um quarto privado. Pelo menos no hospital que tive o meu filho, um dos mais conceituados de Nova York o Mount Sinai, o custo para ter o luxo de ficar sozinha em um quarto era em média de mil e 700 dólares a diária.



A beleza da flora brasileira encanta Nova York

Orquídeas, palmeiras, bromélias e até cactos estão sendo exibidos no Jardim Botânico de Nova York em homenagem ao artista brasileiro Burle Marx, que completaria um centenário de vida este ano. Denominada de “The Orchid Show Brazilian Modern”, a exposição foi projetada pelo paisagista e amigo Raymond Jungles.
Logo na entrada, os visitantes se deparam com um mosaico original do brasileiro. Uma obra de encher os olhos cercada por orquídea de diversas cores. Durante o percusso, era fácil ouvir os suspiros e elogios dos americanos. “Belo”, “Lindo”, “maravilhoso”, “sensacional”, eram palavras ditas a todo momento a respeito do verdadeiro tesouro verde e amarelo. Com um público bem eclético, a mostra enfeitiçou da criança ao vovô. Sem falar nas fotos que era tiradas desde a máquina profissional mais potente ao celular de última geração.  
Roberto Burle Marx,  nasceu em São Paulo em 1909, mas foi criado no Rio de Janeiro. Artista plástico e paisagista teve seu nome reconhecido internacionalmente. Na capital carioca, ele ajudou a desenhar um dos maiores símbolos da cidade, o calçadão de copacabana. O brasileiro cultivou em casa um dos maiores acervos de plantas do mundo. E em 1985 doou a propriedade, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.



Wednesday, May 12, 2010

O Rei do pop

Semana passada estava conversando com uma amiga mãe de gêmeos. Os filhos acabaram de completar 10 anos de idade e adoram música. O que me surpreendeu foi o fato de que eles estavam ouvindo Michael Jackson. Comentei com a mãe que achava que eles não conheciam o astro e ela respondeu: eles realmente não conheciam, mas depois que ele morreu ficou popular entre os amiguinhos deles. Contou também que eles já sabem até cantar as músicas e vão fazer uma apresentação na escola com a música triller. Todo mundo sabe o quanto Michael Jackson era famoso, mas agora só dá ele nas rádios americanas. No dia em que ele morreu, o museu de cera substituiu a estátua do Nicolas Cage que ficava na entrada pela a do cantor. Outro dia fizeram uma homenagem para ele no Brooklin. Foi um dia inteiro relembrando as músicas e as coreografias que consagraram o astro. Além do médico particular que está em todos os jornais por estar sendo acusando da morte do cantor e da irmã que está tentando voltar a ser “famosa” às custas dele, o Rei do pop ainda é muito lembrando por aqui.


Tuesday, May 4, 2010

O aprendiz de terrorista

Todo o mundo provavelmente acompanhou o atentado frustado que ocorreu no último sábado à noite aqui em Nova York. Em um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, a famosa Times Square, o paquistanês naturalizado americano Faisal Shahzad, abandou uma van com uma bomba dentro. Para tentar driblar a polícia, o inexperiente terrorista ainda trocou de blusa na frente de mais de 80 câmeras e de milhares de turistas que passavam pelo local. Chamando a atenção de um vendedor que alertou a polícia. Além do plano não ter sido bem bolado (graças à Deus), segundo os policiais era fácil perceber que a bomba foi feita por alguém que não tinha muita experiência no assunto. Além disso, depois de ter deixado o carro bomba (que não explodiu) para trás, Shahzad seguiu para o aeroporto para tentar viajar para o Paquistão. Será que não passou pela cabeça dele de que a polícia estaria monitorando as saídas e chegadas dos vôos em Nova York? Ainda mais se o destino escolhido era para um dos países do oriente médio? Será inocência ou ele estava mesmo subestimando uma das polícias mais bem preparadas do mundo?   

Sunday, April 25, 2010

Mudei de opinião! ;)

Escrevi sobre o lançamento do ipad, novo “brinquedinho” da Apple, após ler o que saiu na mídia e depois de ter dado uma breve passadinha na loja para conferir o produto.

Bom, ontem tive a oportunidade de usar e abusar de um. Gente, o negócio é muito legal! Tem um simulador de vôo onde é possível pilotar um avião. Fiquei alucinada amo voar. É muito divertido. Você segura a tela, levanta vôo e vai voando. Pode até dar pirueta! E se quiser, ainda pode clicar para saber a altitude, localização e por aí vai. Amei!

Também toquei piano. Não tem muitas teclas, mas dá para brincar e arriscar umas musiquinhas. Além disso assisti filme, ouvi música, brinquei com os diversos vídeos games. O som é muito bom e a imagem nem se fala. Estou pensando em comprar um só porque sou viciada em tecnologia. Mas apesar de ter ficado empolgada com a novidade, ainda estou achando o tamanho meio grandinho!


Monday, April 19, 2010

Comer comer é o melhor para poder crescer

Os americanos não almoçam. Bom, pelo menos os que eu conheço aqui em Nova York!


O café da manhã é bem reforçado. Ovos, bacon, linguiça, batata, panqueca, wafles, leite com cereal são algumas das comidas preferidas durante o primeiro horário do dia. Depois disso são só “snacks” ou seja petiscos ou lanchinhos, como queiram. E a noite, no jantar nada de sopinhas ou comidas leves. Eles querem uma refeição completa.

Alguns não tem o hábito de comer muito cedo, então à tarde optam pelo “brunch”, mistura de “breakfast” com “lunch”. Outros preferem pular os lanchinhos e jantar às 4 da tarde.

Estranham quando eu digo que comia fruta ou apenas um iorgurte pela manhã. E mais ainda porque eu tinha o costume de comer refeições como arroz, feijão, carne e salada ao meio dia, todos os dias. Para eles isso é o tipo de comida para ser devorada bem mais tarde!

Monday, April 5, 2010

Saúde em alerta

Os Estados Unidos estão tentando diminuir o número de fumantes e obesos no país. Comerciais são veiculados constantemente na tv, assim como panfletos, outdoors e anúncios em jornais impressos.

O governo de Nova York oferece ajuda para que quer parar de fumar. É só ligar para o número que eles disponibilizam e pedir os adesivos que ajudam a parar com o vício. Para manter o mau hábito é preciso enfiar a mão no bolso. Em média uma carteira de cigarro custa 10 dólares. O curioso é que no mesmo lugar em que você consegue o remédio para tentar se curar, você também pode comprar o cigarro: na farmácia. Bom, não me surpreende muito afinal o nome dado ao lugar é drugstore, loja de drogas em português.

Já em relação a obesidade, a primeira dama do país Michele Obama lançou uma campanha nas escolas para que as crianças comecem a ter hábitos mais saudáveis, começando pelo lanche escolar. E o governador de Nova York quer aumentar o valor do imposto nos refrigerantes e similares para reduzir o alto consumo.

Sunday, April 4, 2010

CANSADO DE VER CUECAS!


Um político dos Estados Unidos indignado com a moda que circula entre os jovens da periferia novaiorquina, lançou uma campanha para acabar com a exibição de cuecas pelas ruas. O problema segundo ele é que os jovens estão usando as calças muito abaixo da cintura fazendo com que a peça íntima apareça. De acordo com o outdoor colocado pelo senador, que cita a frase “nós somos melhores do que isso”, a mania é vista no meio de uma espécie de gang que se comunica por meio do vestuário. A esquisitice é tão comum por aqui que é difícil andar pelas ruas da cidade sem ver uma cueca de bombeira. Concordo com o senador, meninos levantem as calcas!!

Ipod? Não! Agora é a vez do ipad!

No país do consumismo, toda hora tem um produto eletrônico sendo lançado. Depois do sucesso do ipod, recentemente a famosa Apple lançou o ipad. O aparelho é uma mistura de um laptop e um smartphone. Várias mídias podem ser acessadas como por exemplo jogos, vídeos e fotos. O novo brinquedinho vem em duas versões. Um modelo Wi-Fi de curto alcance que custa 499 dólares e um outro 3G por 800 dólares.

Como sempre os americanos fizeram fila em todo o país para conseguir os primeiros exemplares do produto. Aqui em Nova York, na Apple da Quinta Avenida, teve até gente dormindo na porta da loja para garantir a compra.

Sinceramente acho o ipad desnecessário. Muito grande e sem utilidade para mim que uso meu laptpo em casa com todas essas funções. E quando estou fora, tenho meu smartphone que me atende perfeitamente no que eu preciso. Se criaram com a intenção das pessoas terem algo mais leve que o laptop para carregar acho melhor continuar usando um moderno celular, que tenho certeza que quase todo mundo tem um por aqui.



A PÁSCOA AMERICANA

Segundo a religião católica, é pecado comer carne durante o feriado santo. Eu mesma recebi um convite para comer costela de porco. Só comi peixe na sexta-feira santa, porque minha mãe que mora no Brasil me avisou quando seria a semana santa. Porque ao prestar a atenção em um Mc Donalds vi que estava lotado. As pessoas comendo hambugueres e nuggets numa boa.

Aqui não se ouve muito a respeito da Páscoa. Não existem milhares de ovos gigantes de chocolate à venda nos supermercados e nem um turbilhão de propagandas na tv como se vê facilmente no Brasil. O máximo que se encontra são umas vitrines tímidas com coelhinhos de pelúcia, uns ovinhos sem graça e a frase “Happy Easter”, ou seja feliz páscoa em português. A única coisa divertida que eles fazem é esconder ovinhos pela casa para as crianças procurarem. Geralmente as crianças pintam os ovos de galinha na noite anterior e os pais escondem. No domingo eles tentam achar e ver quem conseguer a maior quantidade para colecionar. Algumas mães ou pais preferem levar os rebentos para umas fazendas que promovem a tal procura de ovos.

O triste é que eles não tem o costume de trocar os ovos de chocolate. Então eu tenho que comprar o meu próprio. Ainda bem que existe um mercado brasileiro em Queens. Lá eu encontrei os mais diversos ovos como o meu favorito serenata de amor e outros deliciosos vindos da terra natal. Os ovos são os mesmos que são vendidos no Brasil, apenas com um detalhezinho: bem mais caros!

Feliz Páscoa para todos!

Friday, January 29, 2010

Se você se chama Manoela...

Eu sempre amei o meu nome. Seja quando a minha mãe brigava comigo quando eu era pequena “Manoelaaaa”, ou até mesmo os diversos apelidos como: Manu, Lela, Manuzinha, Manuca, e quando mudei para São Paulo virei a Má. Os paulistas têm mania de chamar todo mundo apenas pela primeira sílaba. No fundo até acho bonitinho.

Mas quando mudei para Nova York não sabia que ia ter problemas com o meu nome. Ninguém consegue falar. É um transtorno!!! Saí de tudo, menos Manoela. E lá vai a lista dos nomes que já me chamaram por aqui: Mandela, Manola, Manela, Uamela, Umbrela e Manuel (quando tentam com todo o esforço do mundo). Toda vez que vou fazer um cadastro em uma loja ou algo parecido, entrego a minha identidade para o atendente. Detesto ficar soletrando e sei que se eu falar ele não vai entender mesmo.

Acho que todos os pais deveriam pensar nisso ao escolher o nome dos filhos. Um nome que seja fácil de falar na maioria dos países. Afinal, nunca sabemos aonde os nossos herdeiros vão querer morar quando crescerem não é mesmo?

Tenho um amigo que sofre mais do que eu. Ele se chama Guilherme. E também mora em Nova York. Já falei para ele virar William, que é a tradução do nome. Tenho certeza de que a vida dele seria muito mais fácil. Queria muito que o meu nome tivesse uma tradução por aqui. Mas talvez um dia eu resolva virar Maia, que é o meu sobrenome e é usado como primeiro nome aqui.

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I always loved my name. As my mother fought with me when I was little "Manoelaaaa, or even several nicknames such as Manu, Lela, Manuzinha, Manuca, and when I moved to Sao Paulo I turned Ma. People from Sao Paulo, city of Brazil, called everyone for the first syllable. I think it’s cute.
But when I moved to New York did not know it was going to have problems with my name. Nobody can speak. It’s an inconvenience! They say it everything but never Manoela. And there here goes the list of names that have called me here: Mandela, Manola, Manela, Uamela, Umbrella and Manuel (when they try with every effort of the world). Every time that I need to do a register in a store or something, I rather give my identity to the attendant. I hate to be spelled out and I know that if I say anybody won’t understand it.
I think all parents should think about when choosing the name of the children. Like a name that is easy to talk in most of countries. After all, you never know where your daughter or son will want to live when they grow up right?
I have a friend who suffers more than me. His name is Guilherme. He also lives in New York. I already told him to turn William, which is the translation of the name. I'm sure his life would be much easier. I wanted very much that my name had a translation here. But maybe one day I will decide to turn Maia, who is my mother’s last name and used as my first name here.

Friday, June 12, 2009

ICLA DA SILVA FOUNDATION - VIDEO

http://www.youtube.com/watch?v=JNaQSgydauU

E você também pode ser tornar doador via internet. Basta acessar o website www.bethematch.org e usar o código ICLABTM09

VOCÊ PODE SALVAR UMA VIDA



Você sabe o que é medula óssea? Tem idéia do que é preciso para se tornar um doador? Depois de tantos mitos, resolvi virar doadora para solucionar esse mistério. E percebi que muitas pessoas confundem medula óssea com medula espinhal - que são coisas distintas. Ninguém fica paraplégico doando medula óssea, como muitas pessoas pensam. Medula óssea é apenas sangue que pode ser retirado por uma veia ou através do osso da pelvis. Pacientes que tem algum tipo de doença sanguínea, como leucemia e precisam de transplante, se submetem a esse procedimento sem anestesia todos os meses, às vezes chega a ser até uma vez por semana.

Sediada em Nova York, a Fundação Icla da Silva faz um trabalho sensacional ajudando pessoas que sofrem de leucemia no mundo inteiro. A organização foi criada em 1992, após a morte da brasileira Icla da Silva, que faleceu aos treze anos de idade lutando bravamente contra à doença. Durante as tentativas para encontrar um doador, Icla mencionou o desejo em criar uma fundação. E nos últimos 17 anos The Icla da Silva Foundation, como é denominada em inglês, tem crescido recrutando e criando o mais diversificado registro étnico, promovendo esperança para os pacientes e familiares. É uma organização sem fins lucrativos, e atualmente tem o maior grupo de registro de doadores de medula óssea dos Estados Unidos. “Todos os anos cerca de 13 mil novos registros são realizados. Devido ao nosso trabalho e dedicação, já conseguimos 79 mil doadores que até agora salvaram a vida de 80 pacientes”, explica Airam da Silva, irmão de Icla e vice-presidente da Fundação.

De acordo com Airam, quando é encontrado alguém compatível eles entram em contato com o doador para retirar algumas células de sangue da medula óssea. E isso ocorre de forma semelhante a doação de sangue e no mesmo dia a pessoa vai para casa. A outra maneira de se fazer o transplante é através de uma simples cirurgia, o que também ocorre de forma segura através do osso da pelvis , que é um osso esponjoso e não se danifica com a doação. E o doador também vai para a casa no mesmo dia. Esse tipo de doação pode doer um pouco, mas passa com um simples analgésico. A pessoa que se submeter, só precisa doar uma única vez e pode estar salvando uma vida. O procedimento é bem simples. É necesário ter idade entre 18 e 60 anos, estar saudável, preencher um formulário e coletar algumas células do próprio DNA. A coleta é feita com apenas quatro cotonetes que serão passados na parte interna da bochecha e armazenados em um banco de dados. O doador permanece no registro até completar 61 anos e se algum dia esta pessoa for compatível com algum paciente, ai sim efetivamente a doação irá ocorrer.


A brasileira Rosa Carolina decidiu ser doadora há nove anos. Além de fazer parte do banco de dados, ela também é voluntária nas campanhas que acontecem em várias cidades americanas. “Eu me registrei como possível doadora de medula óssea porque achei incrível a possibilidade de salvar uma vida doando tão pouco de mim. Sair compatível é mais difícil do que ganhar na loteria, mas tenho certeza que quando encontrar alguém que eu possa ajudar, a recompensa será muito mais alta”, desabafa Carolina.
Por estar bastante envolvida com a causa, Carolina conta que sofre quando alguém não consegue o transplante. “Já me apeguei a vários pacientes que vi falecer, e talvez por isso não consiga entender como alguém pode não querer se registrar. Umas das que mais me afetaram foi a Nancy. Ela tinha 22 anos, estava na universidade, tinha um filhinho lindo, um marido dedicado e pais que eram apaixonados por ela. Eu nunca vou esqucer aquela menina tão sorridente. É muito dificil aceitar que ela faleceu por não encontrar um doador. Leucemia não escolhe raça, não escolhe cor, religião, classe social. Pode acontecer na nossa familia, e é nesse momento que acordamos e começamos a implorar para que outros façam pela gente o que poderíamos ter feito por eles”, afirma a brasileira. Ela diz que infelizmente quando Icla encontrou uma pessoa compatível já era tarde demais. “O doador era pai de uma paciente que já morava nos EUA antes da Icla chegar. Só depois que a filha dele faleceu, três anos depois da chegada da Icla, que ele decidiu se registrar. Um mês depois do registro foi descoberto que ele era um doador 100% compatível com ela. Mas ela faleceu antes do transplante ocorrer. Quando me lembro disso vejo que só basta uma pessoa se registrar. E esse alguém pode estar bem perto de você. Por isso aconselho que as pessoas se informem e se registrem o mais rápido possível. Não há mistério. Acho que todo mundo deveria ser doador”, conclui.
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Do you know what is bone marrow? Have any idea what it takes to become a donor? After so many myths, turning donor decided to solve this mystery. And I realized that many people confuse with spinal bone marrow - which are different things. Nobody is paraplegic donating bone marrow, as many people think. Bone marrow and blood that can only be removed by a vein or through the bone of the pelvis. Patients who have any type of blood disease such as leukemia and transplant need, is subject to this procedure without anesthesia every month, sometimes even up to once a week. Headquartered in New York, the Foundation Icla da Silva is a great job helping people suffering from leukemia in the world. The organization was created in 1992 after the death of Brazilian Icla da Silva, who died at thirteen years of age fighting bravely against the disease. During the attempts to find a donor, Icla mentioned the desire to create a foundation. And in the last 17 years The Icla da Silva Foundation, as is called in English, has increased recruiting and creating the most diverse ethnic registry, promoting hope for patients and families. It is a nonprofit organization, and currently has the largest group of record of donor bone marrow in the United States. "Every year about 13 thousand new records are made. Due to our work and dedication, have achieved 79 thousand donors who have so far saved the lives of 80 patients, "says Airam da Silva, brother of Icla and vice president of the Foundation. According Airam when someone is found compatible they are in contact with the donor to withdraw some cells from bone marrow blood. And this is so similar to donating blood and the same day the person goes home. The other way of getting the transplant is through a simple surgery, which also occurs in a secure way through the bone of the pelvis, which is a spongy bone and not damage to the donation. The donor also goes to the house the same day. This type of donation may hurt a little, but going with a simple analgesic. The person must submit, just need to donate once and may be saving a life. The procedure is quite simple. It is necessary to be aged between 18 and 60 years, be healthy, fill out a form and collect the DNA of some cells. The collection is made with only four cotton that will be passed on the inside of the cheek and stored in a database. The donor remains on record until completing 61 years and if some day this person is compatible with any patient, there is the donation will actually occur. The Brazilian Rosa Carolina decided to be a donor for nine years. In addition to the database, it is also voluntary in the campaigns that take place in several U.S. cities. "I registered as potential bone marrow donor because I found the incredible opportunity to save a life by donating so little of me. Exit compatible is more difficult than winning the lottery, but I'm sure that when you find someone that I can help, the reward will be much higher, "bubble Carolina. By being very involved with the cause, the fact that Carolina has someone not the transplant. "I apeguei to several patients that I saw die, and maybe why you can not understand how someone may not want to register. One of the most affected me was Nancy. She was 22 years, was at university, had a beautiful baby, a devoted husband and parents who were passionate about it. I will never esqucer so that girl smiling. It is very difficult to accept that she died for not finding a donor. Leukemia chooses not race, do not choose color, religion, social class. It can happen in our family, and it is then that woke and began to beg to make the other people what we could have done for them, "said the Brazilian. She said that unfortunately when Icla find a compatible person was already too late. "The donor was the father of a patient who has lived in the U.S. before Icla arrive. Only after his daughter died, three years after the arrival of Icla, he decided to register. One month after the record was discovered that he was a donor 100% compatible with it. But she died before the transplant occurs. When I remember that I only just one person to register. And that someone could well be near you. Therefore advise people to inform and to register as soon as possible. There is no mystery. I think everybody should be donors, "concluded.

Tuesday, April 28, 2009

Viver em NYC é uma boa opção?

Quando resolvi criar este blog foi para manter a minha família e os amigos informados da minha vida aqui em Nova York. Eles foram gostando dos textos e me incentivando a escrever cada dia mais. Sugerindo pautas e elogiando o jeito que eu descrevo essa experiência. Esse reconhecimento me deixar extremamente feliz e me faz pensar em escrever um livro, inclusive esta é sugestão de muitos leitores.
Esta semana recebi um e-mail de um paulista chamado Kaique. Ele ainda é estudante, mas pretende vir morar aqui ano que vem. Como muitos que me escrevem, ele queria saber como é a qualidade de vida na terra do Tio Sam, preço de coisas como aluguel, comida, etc. Curiosidades de muitos que nunca estiveram por aqui. Vou reproduzir mais ou menos o email que enviei para o Kaique.
Bom, sempre que me perguntam se Nova York é uma cidade boa para se viver, eu digo que sim. Eu realmente Amo NYC! Mas existem vários fatores por trás disso. Nasci em Maceió, capital de Alagoas. Apesar de ser uma cidade bem desenvolvida, ela é pequena. E chegou um momento na minha carreira de jornalista em que percebi que eu não conseguiria mais crescer se ficasse por lá. Foi aí que decidi mudar para São Paulo, onde morei por quase dois anos. Confesso que eu detestava São Paulo, apesar da facilidade das coisas, dos bons restaurantes, da variedade de cursos que tive oportunidade de fazer e dos grandes amigos que fiz por lá. Como sou nordestina, sofria com o preconceito da pessoas. Às vezes era só brincadeira, mas detestava ver os meus amigos imitando o meu sotaque. Sem falar na poluição, eu vivia doente. Foram várias idas ao hospital sem conseguir respirar. Enfim, quando cheguei aqui no início do ano passado senti um alívio enorme. Primeiro porque sempre quis morar fora do país. E segundo porque estava longe do lugar que não me deixava respirar direito.
Amo NYC pela educação das pessoas, pela facilidade do transporte, pelos parques, variedades de restaurantes, facilidade em ganhar dinheiro. Enfim, apesar do país ainda está em crise, ainda acho que é muito melhor morar aqui do que no Brasil. Pelo menos temos segurança e ainda conseguimos comprar coisas legais como laptop, câmeras digitais, tennis com a maior facilidade.
Eu sinceramente acho que todo mundo deve ter uma experiência fora do país. Estudei durante vários anos a língua inglesa no Brasil e realmente não é a mesma coisa. Não foi difícil me acostumar por aqui. Hoje posso dizer que estou totalmente adaptada e acho que não me acostumo mais a morar no Brasil. É estranho pensar que se voltar terei que colocar grades nas janelas da minha casa ou película no carro por segurança. Gosto daqui e não pretendo ir embora. Agora só imagino ir ao Brasil como turista.
Sobre o aluguel, não é muito barato. Mas vale ressaltar que qualquer um com um pouco de iniciativa consegue fazer dinheiro fácil aqui. Dessa forma o aluguel não fica tão caro assim. Eu pago mil e 500 dólares por um apartamento de 2 quartos. É importante não converter para o real. Se fizer isso, jamais você virá! É fácil também achar quartos em casa de família entre 400 e 800 dólares por mês. De repente até menos, dependendo da localização.
E quanto à qualidade de vida, garanto que é boa. Só se vive mal se quiser. Comida boa e barata tem em todo lugar. O ar é bom, tanto que estou aqui há mais de um ano e nunca peguei nem gripe. E olhe que sou super alérgica. E o transporte é fácil e tem metrô e ônibus para todos os lugares.
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When I decided to create this blog the idea was to keep my family and friends informed of my life here in New York. They were enjoying the texts and encouraging me to write each day more. Suggesting subjects and praising the way I describe my experience. This recognition let me extremely happy and makes me think of writing a book, this is even suggestion of many readers.
This week I received an Kaique’s email from Sao Paulo, Brazil. He is a student, but want to come live here next year. Like as people always write to me, he wanted to know how the quality of life here, price for things like rent, food, etc.. Curiosities of many who never been here. I’m gonna show a little bit about I wrote to Kaique
Well, when people ask me if New York is a good city to live, I always say yes. I really love NYC! But there are many factors behind it. I was born in Maceio, Brazil. Despite being a well developed city, it is small. And there came a time in my career as a journalist in that I realized that I could grow more if I stayed there. So, I decided moving to Sao Paulo, where I lived for almost two years. I confess that I hated Sao Paulo, despite the ease of things, the good restaurants, the variety of courses that had the opportunity to do and the great friends I got there. Not to mention the pollution, I was living patient. Several times to the hospital without being able to breathe. Anyway, when I arrived here early last year felt a huge relief. First, I always wanted to live outside the Brazil. And second because it was far from the place that left me not breathe.
I love NYC for the education of people, the ease way of transport, the parks, many restaurants, easy to make money. Finally, although the country is still in crisis, still think it's much better living here than in Brazil. At least we have security and we buy stuff like laptops, digital cameras, nice things with facility.
I honestly think everyone should have an experience outside the country. I studied for many years the English language in Brazil and not really the same thing. It was not difficult to get used here. Today I can say I am totally adapted and I think I don’t wanna to live in Brazil anymore. It is strange to think that if I return to put the bars on the windows in my house or black film in my car for feel safety. I like to live here and I don’t want to get out of here. Now just imagine going to Brazil as a tourist.
About the rent, it isn’t very cheap. But here anyone with a bit of initiative can make easy money. That way, the rent is not expensive as well. I paid 1.500 dollars a month for an apartment with 2 bedrooms. It is so important not to convert to the real (Brazil’s money). If you do, you never will live here! It is also easy to find rooms in family home of between 400 and 800 dollars per month. Suddenly even less, depending on location. About quality of life, assure it is sound. Have a good and cheap food everywhere. The air is good, so I am here for over a year and never get a cold. And I am super allergic. And the transportation is easy and has subway and bus everywhere.

Monday, March 30, 2009

Solidariedade

Apesar da fama, os americanos não são frios quando o assunto é solidariedade. Por incrível que pareça eles me ensinaram a ser mais solidária. Foi aqui que eu aprendi a dizer “obrigada” para tudo. Não que antes eu fosse uma pessoa mal educada, mas é que aqui eles falam”obrigado”, “desculpe” e “licença” a todo momento. Seja para coisas simples como descer do ônibus ou apenas porque alguém depois de passar pela porta segurou para o próximo passar.
Depois de presenciar vária vezes as pessoas ajudando umas as outras, passei a fazer também mesmo quando estou apressada. Se por acaso alguém derrubar algo na rua, não importa se é horário de rush ou não, várias pessoas vão parar para ajudar. Se mala está pesada, ou alguém está tentando subir as escadas com um carinho de bebê, pode ter certeza que receberão uma mãozinha.
É engraçado quando algum turista começa a olhar para cima tentando achar a direção certa. Rapidamente ouvi-se: está precisando de alguma informação? Quando o meu irmão veio me visitar aqui em Nova York pela primeira vez, eu tinha acabado de chegar, então não conhecia bem a cidade. Estávamos olhando o mapa e discutindo com faríamos para chegar no pier 17. Uma senhora, que estava sentada do outro lado do vagão se aproximou e perguntou para onde nós estávamos querendo ir. Nos deu todas as informações necessárias. Foi tão solícita que nos deixou sem graça. Ficamos até com o sorriso amarelo de tanto dizer obrigado.
Presenciei uma vez uma senhora cair no chão. Três pessoas ligaram para o 911. Duas enfermeiras pararam, sendo que uma delas estava com o filho de uns 6 meses e o marido. Ela tinha tantas bolsas. Começou a abrir e a tirar lenço umedecido, papel toalha, líquido para esterelizar o corte. Um outro correu para pegar gelo. Sem falar no médico que parou, a examinou e só saiu do local quando a ambulância chegou.
Aprendi a dizer “desculpe” por qualquer coisa também. Até quando acontece de esbarrar com uma pessoa dobrando a esquina vindo na direção contrária. Mas como todo lugar do mundo, de vez enquando você irá esbarrar com um sem educação falando alto ao telefone detro do trem, por exemplo.

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Despite the bad fame, the American people are not cold when it comes to solidarity. It seems incredible that they taught me to be more supportive. It was here that I learned to say "thanks" for everything. Doesn’t means I don’t do that before, but here they say "thank you", "sorry" and "excuse-me" for everything. Even for simple things like getting off the bus or just because someone after passing through the door held for the next pass.
After saw many times people helping each other, also I do the same even when I'm busy. If someone drop something on the street, no matter if it is time to rush or not, many people will stop to help. If bag is heavy, or someone is trying to climb the stairs with a baby’s car, can be sure to receive a hand. It is funny when a tourist starts to look up trying to find the right direction. Quickly heard it: do you need some information? When my brother came to visit me here in New York for the first time, I had just arrived, so I did not know the city well. We were looking at the map and talking to do to arrive at the pier 17. A lady who was sitting across the train came and asked us: where do you want to go? She gave to us all necessary information. It was so helpful to us without charge. We were so shy with the too much help and we said thank you many times. Presence once an old lady fall down. Three people called 911. Two nurses stopped, and that one was with her son like 6 months old and with the husband. She had so many bags. Began to open and get paper towel, cut the liquid into sterilized. Another man ran to get some ice. Not to mention that the doctor stopped, examined the lady and only gone when the ambulance arrived. I learned to say "sorry" for anything too. So when it happens to touch with a person turn the corner coming in the opposite direction. But as everywhere in the world, instead of while you met with a without education talking aloud to the phone behind you at the train, for example.