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Tuesday, October 28, 2008

Parabéns à Estátua da Liberdade

Um dos maiores símbolos dos Estados Unidos, A Estátua da Liberdade, está fazendo aniversário hoje. 122 anos!
Vir à Nova York e não ir à Estátua é o mesmo que ir à Bahia e não comer acarajé!
Na ilha onde ela se encontra não tem muito o que fazer a não ser tirar algumas fotos do monumento. E cuidado para não trombar com uma gaivota. É o que mais tem por lá.
Para quem não conhece a história da estátua, ela foi dada ao povo americano pelo povo francês em reconhecimento à amizade estabelecida durante a Revolução Americana. Com o passar do tempo, além desta amizade passou a simbolizar também liberdade e democracia.
A inauguração aconteceu em 28 de outubro de 1886, com o discurso do então presidente Grover Cleveland "(…) Não esqueceremos que a Liberdade fez daqui sua morada; nem que seu altar não será neglicenciado.(...)"
Há 25 janelas na coroa, simbolizando as pedras preciosas encontradas na terra e os raios celestes brilhando sobre o mundo. Os sete raios da coroa simbolizam os sete mares e continentes. A placa que carrega na mão esquerda tem escrito 4 de julho de 1776 em algarismos romanos. O peso total de cobre da estátua é de 31 toneladas e o peso total de ferro, 125 toneladas. O peso total da fundação de concreto é 27 mil toneladas.Ventos de 50 milhas por hora (aprox. 80 km) provocam na estátua uma oscilação de aproximadamente 7.5 cm e na tocha, aproximadamente 12.70 cm.
Vale à pena visitá-la!
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One of the greatest symbols of the United States, The Statue of Liberty, doing birthday today. 122 years! Come to New York and not go to the Statue is the same to go to Bahia and Acarajé not eat! On the island where she is not has much to do except take some pictures of the monument. Be careful not to snout with a seagull. It is what else is there. For those not familiar with the history of the statue, she was given the American people by the people of France in recognition of the friendship established during the American Revolution. Over time, beyond this friendship came to symbolize freedom and democracy too. The inauguration took place on October 28, 1886, with a speech by then President Grover Cleveland "(...) Do not forget that Liberty has made its home here, or that your altar will not be neglected .(...)" There are 25 windows in the crown, symbolizing the precious stones found on earth and the celestial rays shining over the world. The seven rays of the crown symbolize the seven seas and continents. The card that carries on her left hand has written on July 4 of 1776 in Roman numerals. The total weight of the copper statue is 31 tons and the total weight of iron, 125 tonnes. The total weight of the concrete foundation is 27 thousand toneladas t. Winds of 50 miles per hour lead statue in a swing of about 7.5 cm and the torch, about 12.70 cm. It is worth visiting it!

Saturday, September 20, 2008

O dia mais brasileiro em NY



Sei que está muito atrasado para falar sobre o Brazilian Day, mas as pessoas estão me cobrando e então lá vai:
31 de agosto de 2008 – Saí de casa só porque tinha que cobrir evento. Várias pessoas falaram mal do Brazilian Day. Dizendo coisas do tipo: você só vai ver gente bêbada, mulheres quase nuas, brigas e baixaria. Bom, depois disso vocês imaginam a minha ansiedade em estar lá né? Hahaha. E depois da experiêcia de ir ao show do Chiclete em Newark, eu realmente fiquei com medo.
Mas a minha opinião mudou completamente. Não sei se foi porque fiquei na parte reservada a imprensa, mas não vi nada do que haviam me falado. E olhe que dei boas andadas pelo meio do povão para achar entrevistados interessantes para minha reportagem. O que vi foi gente alegre, saudosa e bebendo um pouco, é claro! O Brazilian Day é um dos poucos dias em que é permitido beber nas ruas de Manhattan.
A medida que as pessoas foram chegando, a polícia foi fechando os quarteirões. Quem entrou, entrou. Quem não chegou cedo, não conseguia mais passar para ficar perto do palco. E se saísse não voltava mais, portanto as pessoas não tinham como comprar mais bebidas. Talvez por isso não vi tanta gente embriagada. Ou vai ver os brazucas só estavam ali para curtir as bandas mesmo e deixaram de lado o álcool!
E sobre as mulheres nuas, tinham umas com o shorts bem curto, mas nada que chocasse. Alguns amigos dizem que eu participei de outro Brazilian Day porque onde eles ficaram tinha gente se pegando de um jeito que dava vontade de fazer a “clássica” pergunta: vai comer aqui ou quer que embrulhe?
O palco foi instalado na sexta avenida, entre as ruas 42 e 43. E o espaço reservado para a “bagunça” verde e amarela ia até a rua 59, onde começa o Central Park. Uma multidão com mais de um milhão de brasileiros vindos de toda parte do mundo compareceu a festa na Big Apple.
Jorge Ben Jor abriu a festa. Em seguida milhares de vozes acompanharam as músicas do ícone da música pop Lulu Santos. Mas quem fez a cidade tremer foi a atração mais esperada do dia, Saulo Fernandes da banda Eva. O baiano relembrou canções como pequena eva e levou a galera ao delírio. Fernanda Lima e André Marques fizeram a apresentação da 24ª edição do evento. Outros globais marcaram presença vip como Alinne Moraes, Flávia Alessandra, Lazáro Ramos, Serginho Groisman e Nívea Stelman.
Gente, eu preciso fazer um parênteses aqui e rasgar a seda para o Saulo Fernandes. Conheci o baiano um dia antes do evento, em um almoço promovido pela organização do Brazilian Day. Ele é um fooooofo! Além de educado, gentil, lindo e humilde. Contei a ele que tenho uma amiga americana que é fã dele e ele ficou todo feliz e falou: cadê ela? Leve ela amanhã. E depois dessa simpatia toda ainda tirou fotinha comigo!
Bom, voltando ao Brazilian Day... eu estava tão ocupada que só me lembrei das comidas típicas que são vendidas no local depois que já tinha acabado tudo! L Dizem que havia opções para todos os gostos, porque euzinha não consegui ver nada. Acarajé, vatapá, feijoada, pastel e outras delícias do nosso país tropical estavam bem pertinho de mim e eu não senti nem o cheirinho. Que absurdo!
E quem pensa que o dia foi só de brasileiros, se engana. A americana Devon Strotel, de 27 anos é fã do Brasil e foi conferir de perto a folia. Ela morou no país por um ano, fala português e ainda diz que pretende voltar em breve. “Eu tenho muitas saudades do Brasil e um evento como este dá muito mais saudades. Morei lá em 1999. Depois disso nunca mais voltei. Hoje estou feliz porque estou me sentindo perto do Brasil. Estou adorando e pretendo voltar ano que vem. Além ter vindo para comer a comida boa, vim ver a banda Eva porque sou fã. Tenho até o cd deles”, explica Devon. E nada melhor do que uma argentina para comprovar que o evento é mesmo um verdadeiro sucesso. Marina Alperro, de 26 anos, nasceu na argentina, mas a mãe é baiana. “Eu adoro o Brasil. Visito todos os anos. Apesar de não ter nascido no Brasil, eu me sinto um pouco baiana. Tenho orgulho de ter o coração metade verde e amarelo”. E não é que a Marina mostrou que tem a bahia no sangue ao dançar e cantar as músicas da banda Eva?
A festa era tão esperada que veio até caravana do Canadá. A paulista Luana platzer, de 29 anos organizou uma excursão e trouxe mais de 50 brasileiros que vivem em Montreal. Ela mora no canadá há 7 anos e pela primeira vez participou da festa. “Organizei a caravana em cima da hora, mas mesmo assim consegui trazer bastante gente. Com certeza ano que vem estarei aqui de novo e pretendo começar a reunir o pessoal uns três meses antes. Assim, quem sabe não trago mais gente.
Já Jonas Júnior, mineiro de Governador Valadares, que mora em Boston, prestigia o evento há cinco anos. E dessa vez ele caprichou no figurino com uma peruca verde chamando a atenção das câmeras e atrapalhando as minhas fotos! Brincadeira Jonas! “O Brazilian Day é a melhor coisa do mundo. Aqui não tem confusão. É um dia de festa e muita curtição. Pelo menos por um dia no ano, me sinto no Brasil”, diz ele.
Eu não podia deixar de citar o Amauri Soares, diretor de projetos especiais da Rede Globo e organizador do evento. Ele me disse que este foi o melhor Brazilian Day de todos os anos. “Esse ano foi sensacional, foi o melhor que a gente já fez. Mas esse resultado deixa uma tremenda responsabilidade para o ano que vem. Já estamos pensando em 2009 e vamos trazer muitas surpresas para a festa ser melhor ou igual a esta. Mas o importante é que Brazilian Day cresce a cada ano. Fica maior, mais complexo, mais forte. E além disso ele não tem perdido a alma brasileira. Isso aqui é a maior festa de brasileiro fora do Brasil. Uma festa de brasileiro para o mundo”, comemora Amauri. Ainda tentei arrancar dele algo, mas ele disse enfático e sorrindo: a festa do que vem é surpresa!
Ah, e no fim da festa, consegui levar a minha amiga americana ao camarim do Saulo e ele se lembrou de mim!!!! E pasmem: ele estava chorando. Segundo a prima dele, ele estava emocionado por causa do show, da receptividade, primeira vez em NY e etc. Mesmo com os olhos vermelhos ele levantou todo sorridente e veio conhecer a Kaitlen. Foi muito legal. Vocês precisavam ver a cara dos dois. Ele, acho que pensava: não é possível que tenho uma fã americana! E ela arriscou até uma frase em português quando a perguntamos o que ela estava sentindo em estar perto dele: É um sonho para mim! ;)
E eu, folgada de carteirinha, ainda aproveitei para tirar outra foto com ele. E disse: se eu já era sua fã, agora sou muito mais por causa da sua humildade. E sabem o que ele fez??? Beijou a minha mão!!!! É um fofo mesmo né gente?

Monday, February 11, 2008

Chegando em NY.

A famosa e temível imigração era o que me preocupava, mas correu tudo bem. Foram apenas três perguntas, os indicadores esquerdo e direito escaneados e finalmente o tão esperado carimbo no passaporte.
Já na esteira, percebo que os carrinhos que servem para carregar as malas são pagos. Aliás, aqui tudo é pago! Custam três dólares cada um. Você pode pagar em notas de um dólar ou no cartão de crédito.
No meu caso precisei trocar uma nota de cem. Ainda bem que existem funcionários para trocar o dinheiro dos que chegam despreparados.
O transporte é muito eficiente. O Airtrain sai do aeroporto JFK e chega numa das estações centrais de metrô em menos de 20 minutos.
Aqui, o nosso maior inimigo é o frio. Luta-se o tempo inteiro contra ele. Mas os restaurantes, apartamentos, lojas e metrôs são equipados para enfrentar a baixa temperatura. Só se passa frio se quiser.
Nas lojas, o valor das coisas chama atenção. Os eletrônicos são baratíssimos, a comida e a roupa nem se fala. Com menos de 10 dólares você consegue comprar um casaco acolchoado com pena por dentro. Esse é o único que aquece de verdade!
Nova York é uma ótima cidade para se andar à pé, as calçadas são largas e planas. Você com certeza vai andar quinze quarteirões brincando, sem perceber.
O que mais me impressionou foi a segurança. As pessoas andam nas ruas na maior tranquilidade. Muitas delas com celulares,câmeras e laptops. A cidade é bem policiada. Mas isso não quer dizer que você não deva tomar as precauções devidas. Afinal. numa cidade de grande porte, prevenir sempre é bom.
É difícil deixar o velho vício do Brasil onde desconfiamos de tudo e de todos. Ainda checo se a bolsa está fechada, não saio com jóias ou qualquer coisa que chame atenção. Apesar de todo mundo me falar que não há problema algum.
Apesar da fama, as pessoas não são gordas. Aqui, os novaiorquinos andam bastante. Não vale a pena andar de carro, táxi ou ônibus por causa do congestionamento.
E a comida é boa. Os famosos e deliciosos Dunkin Donuts dão água na boca.
Viver na América, como eles dizem, é fácil. Difícil é só administrar as saudades das praias, do povo hospitaleiro, da tapioca e do acarajé do Brasil!