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Sunday, September 11, 2011
Dez anos da tragédia que marcou o mundo
Faço parte de um grupo no Facebook chamado “brasileiras em Nova York”. Coloquei um post lá pedindo depoimentos das pessoas que estavam aqui em 11 de setembro de 2001. Foi uma surpresa enorme receber mais de 70 comentários, pessoas me ligando, mandando emails. Ouvi histórias incríveis que me ajudaram a dar entrevistas ao vivo direto de Nova York para diversas cidades do Brasil. Depois de um dos comentários, resolvi publicar os relatos. Mais uma vez, agradeço a todas que descreveram esse momento tão doloroso que todos por aqui querem esquecer.
Carla Cavellucci Landi - esses depoimentos deveriam estar publicados, até como forma de conscientização para os que falam "bem-feito" lá no nosso país... tenho certeza que nenhum lugar tem tantos depoimentos dessa natureza em português.
Christiane Valle. - Eu morava na Avenida D com 8th street, mais ou menos umas 3 milhas do World Trade Center. De minha janela eu via uma pontinha das torres, mas assisti tudo pela TV mesmo. No dia, acordei cedo, como de costume, para levar meu filho, então com 9 anos, para a escola. Eu tinha planos de ir pegar um pagamento que me deviam num escritório localizado em um dos prédios do complexo World Trade Center, mas mudei de idéia no caminho de volta para casa. Resolvi parar no mercado e comprar ingredientes para preparar um bom café da manhã para meu pai que estava de visita e retornaria ao Brasil naquela noite. Enquanto pagava a compra vimos, eu e a caixa, anúncio na TV de um acidente de avião naquela região. Corri para casa para me inteirar das notícias e, com horror, vi na televisão que, na verdade tratava-se de um avião grande, de carreira. Eu e minha irmã assistíamos a TV chocadas, mas até o ponto da batida do segundo avião na outra torre, a TV anunciava um acidente. De repente, notamos fumaça na segunda torre e no minuto seguinte o repórter da TV gritou: AMERICA IS UNDER ATTACK e daí começou o terror. Imediatamente liguei para meu marido, na época meu namorado, sabendo que ele passava pela estação de metrô localizada no World Trade Center, mais ou menos naquele horário. Por muita sorte, ele chegou lá antes que as torres caíssem e saiu ileso, mas não escapou de responder aos chamados de resgate, já que era policial da NYPD e isso o afetou para o resto da vida. A TV anunciava que para a segurança das crianças os pais não fossem buscá-las nas escolas públicas porque as mesmas não seriam liberadas. Comecei a me desesperar. Ficamos eu, meu pai e irmã em casa aterrorizados, esperando ataques aéreos a qualquer minuto (era isso que se temia) e sem saber o que fazer. Quando a primeira torre caiu, coisa mais surreal, meu Deus, eu e papai decidimos que iríamos buscar meu filho na escola à despeito das orientações da cidade. Fomos pela rua enfumaçada, correndo com outros pais que saíam desesperados em busca de seus filhos. Na escola tivemos alguma dificuldade, bate-boca para retirarmos as crianças, mas graças a Deus peguei meu filho e voltei para casa, certa de que as coisas iam piorar dali para frente. No caminho de volta para casa ouvimos gritos em forma de coral das muitas pessoas que estavam nos telhados dos prédios e tomamos conhecimento da queda da segunda torre. Um horror. Minha rua era a última antes do East River no lado leste e foi feita de rota de escape para as vítimas que seguiam a pé e também serviu para o alinhamento dos MUITOS, MUITOS MESMO carros de resgate e caminhões de recolhimento de entulho. Uma loucura assistir isso da janela. Um mar de gente coberta de poeira de cor estranha andando pela rua. O pó e o cheiro demoraram pelo menos uma semana para diminuir. A cidade fechou as ruas e bairros abaixo da rua 14. Todos os moradores daquela região precisavam apresentar identificação para circular perto de casa. Durante muitos dias a cidade viveu em estado de alerta, sempre com ameaças de possíveis novos ataques. Me lembro que uns dias depois estávamos eu e meu pai indo ao Consulado Brasileiro para tentar informações mais precisas de quando ele poderia voltar ao Brasil e o prédio da Time Warner tinha acabado de ser evacuado. Houve uma histeria popular que levou a uma correria louca de um lado para o outro e nós, perdidos naquela situação começamos a correr contra a corrente. Por fim, paramos olhamos um para o outro e voltamos a correr na direção oposta!! Hoje damos gargalhadas desse episódio específico, mas na hora, só desespero. Nunca vou esquecer os muros com fotos, descrições e anúncios de "Procura-se" (Missing Person). Era muuuuito triste. A estação da Union Square ficou COBERTA de papéis por muito tempo de familiares procurando pessoas desaparecidas. Era incrível assistir a dor. Ainda hoje se vêem papeizinhos com nomes de pessoas em um dos corredores daquela estação. A Union Square virou ponto de encontro espontâneo dos que iam em busca de compartilhar a dor daquela experiência. Estive em algumas vigílias com velas e encontros silenciosos com centenas de pessoas. Olha, tudo foi terrível e triste mesmo. O medo imperava e as pessoas estavam muito perdidas. Era uma energia estranha. Certamente esse episódio marcou minha vida e dos que estavam ao meu lado de forma bastante traumática. Contudo, sou da turma que acha que uma violência não justifica a outra. Acredito que é quebrando-se esse ciclo de violências que caminharemos para a paz. Por isso, não comemorei a morte de Bin Laden. Não acredito em vingança como meio de redenção.
Chris O'Sullivan. – Foi terrível, vi tudo pois o meu escritório tem a vista pra downtown. O mais incrível é que o dia estava lindo sem uma nuvem no céu. Um típico crisp september morning. Eu fiquei no trabalho por quatro dias sem voltar pra casa. O clima era super estranho mesmo. Ninguém sabia como agir e nas coorporações a mensagem era "business as usual". Um verdadeiro nightmare. Até hoje não posso ver imagem alguma relacionada a 9/11. Foi sem sombra de dúvida uma tragédia. Fiquei chocada quando vi e li postings e artigos dizendo que justiça não é feita com a morte de um ser humano quando Bin Laden foi morto. Obviavelmete estas pessoas não passaram o que passamos aqui ou não conhecem alguém que morreu queimado nas torres como eu conhecia. Horripilante! Sem contar que para quem trabalha em mundo coorporativo como eu a mensagem era clara e nítida: "business as usual"!!! E a raiva contra os USA é alarmante no mundo a fora. Voltei do Middle East chocada...eles absolutamente ODEIAM tudo relacionado aqui. Não são todos mas a maioria. O desdenho é uninime!
MariLiza Backstrom. -Eu estava aqui e vivenciei tudo! Um Horror! Tive que sair correndo quando cheguei pra trabalhar pertinho das Torres e a primeira torre começou a desabar na minha frente! OMG! Parecia do fim do mundo! Não sabia o que estava acontecendo! Estava sozinha, sem comunicação, sem saber pra onde ir mas continuava correndo e chorando feito louca com centenas de pessoas! Foi um Horror! Phew! Mas GRAÇAS A DEUSA ... conseguir escapar!
Fabiana Saba Sutton- Eu também estava, e meu marido viu da janela do escritório. Foi realmente horrível. Eu estava dormindo quando meu marido me ligou. Ele estava nervoso e pediu para que eu ligasse a TV. Ele me disse que viu da janela do escritório um avião bater na torre. Então vi que tinha entrado um avião na torre, mas ninguém sabia o porque. Logo depois entrou o segundo e a ligação foi desconectada. Fiquei desesperada pois não sabia quão perto ele estava, e nem o que estava acontecendo. Fiquei com medo, e se fosse uma guerra? Eu estava no apartamento do meu marido, então namorado, e era no 39 andar e mesmo sendo no Upper East side dava pra ver a fumaça saindo das Torres. Aliás por dias se viu uma nuvem da minha janela.
Não consegui me comunicar com meu marido, a familia dele me ligava e eu não tinha respostas, mas logo ele chegou em casa, assustado, sujo e meio atordoado. Demorou dias pra ele parar de sonhar com a cena do avião batendo na Torre. Poucos dias depois ouvimos um barulho estrondoso e nos abaixamos, pensando o pior, e não era nada. Mas essa era a sensação, de algo podia acontecer a qualquer momento. Fomos no dia segunte no ground zero para doar pizzas e baterias (era pedido na Tv para fazermos isso). O cheiro la era terrível! Cheiro de morte! Fomos doar sangue mas todos os locais para doação já tinham mais do que o suficiente, pois todos estavam doando. Pois é, todos se uniram, doaram sangue, dividiram lágrimas! Uma sencação da verdadeira comunidade. Uma coisa muito forte nos uniram. Não dá pra explicar, mas é como se todos se olhassem e pela primeira vez se viam, sabe. Já faz tanto tempo tudo isso, e ainda está marcado em todos nós. Todos se lembram aonde estavam naquele dia terrível. Acho tão feio aqueles que dizem que os americanos mereceram isso! Fico muito magoada que existem pessoas que possam pensar isso, desejar isso ao próximo. Claro que existem sofrimentos em tantos lugares, tantas vítimas pelo mundo, e eu sinto por todas elas. Mas isso não desculpa esse ato horrível contra o ser humano, e também não justifica ao pensamento daquele que dá com os ombros e diz sem nenhuma compaixão: existe tanta coisa pior no mundo! Espero que a família das vítimas encontrem paz. E o que era para nos deixar mais fraco só nos deu força, pois nos tornou mais humanos.
Carol Guedes: Um ano atrás, estava chegando as 2:am em NY depois de uma semana de férias no Colorado. Estava passando o verão em NY fazendo cursos na Parsons School of Design antes de iniciar meu mestrado no Reino Unido. Cheguei no aeroporto de Newark, depois de HORAS de atraso no vôo. Tive de fazer conexão em Chicago e depois depois de muito custo, consegui que me colocassem nesse vôo que chegou as 2am em Newark, mas minha mala ficou no vôo original (e claro depois de tudo que ocorreu fiquei sem ela por um bom tempo... Peguei um car service para a casa de minha amiga onde passaria a última semana antes de ir para Barcelona. Ela morava na West 13th e 6th Av. Estava um pouco assustada em voltar tão tarde para casa e sem saber se o taxista estava me levando na direção correta.. Me lembro que as torres foram o meu norte, a cada momento que via que estavámos chegando mais perto da torres, sabia que o motorista estava realmente indo em direção a Manhattan. Cheguei e fui dormir. Acordei cedo para fazer uma prova de inglês (TOEFL) e não liguei a TV. Ao sair de casa, levei um susto. TODO mundo na rua olhando em uma mesma direção. Quando vi as duas torres já estavam em chamas. Escutei na rua dizendo que tinha sido um avião que bateu na torres. Minha primeira reação foi, gente que piloto sem noção, e pior o segundo que foi de alguma forma ajudar, também teria se atrapalhado. Mas estando nos EUA, pensei, apesar de TUDO, em poucos dias, eles arrumarão os prédios e tudo estará bem. Não fazia idéia da dimensão do que estava presenciando. De repente comecei a ver vários homens de terno, correndo deseperados, todos sujos de "dusty" com expessão de desespero em seus olhos, não estava ainda entendendo nada. Mas aos poucos minha ficha comecou a cair, estava de fato no meio de um turbulhão. Nessa alturas não tinha como ir fazer minha prova, não tinha táxi, metrô nada, a cidade virou um caos. Como uma boa turista, sempre estava com a minha máquina comigo, e decidi tirar uma foto das torres, quando vi pela câmera, a primeira torre caindo. Não sabia, mas registrei exatamente o momento da queda... nesse momento estremeci e pensei, meu Deus o que esta acontecendo? o que estou fazendo aqui? Quando a 2 torre caiu escutei um novo OHHHHH . (todos na rua com cara de o que esta acontecendo?) Tentei várias vezes ligar para a minha prima que estava trabalhando lá por perto e nada, Até que consegui falar com ela, e fui para casa dela naquele dia. (PS minha amiga estava viajando, estava so na casa dela). Tive de ir andando ate W 89th e cada prédio grande que passava achava que poderia acontecer o mesmo, tudo cair em cima de mim. Por fim cheguei na casa da minha prima e fomos a uma hospital para doar sangue. Para minha surpresa, eles não aceitaram nosso sangue pelo fato de sermos estrangeiras. Naquela noite, escutamos o barulho dos caminhões (gigantes) descendo a cada minuto em direção ao WTC para resgate. O som das sirenes foi o som que escutamos o dia todo. Um pavor. Não conseguia de jeito nehum falar com minha família no Brasil. Todos pensavam que eu ainda estava no Colorado, pois não sabiam que tinha mudado o vôo de última hora. Consegui falar com uma outra amiga que estava no trabalho e pedi para que ela mandasse um email para minha irmã. Os dias que se seguiram foram de puro pavor. No dia seguinte, as manchetes dos jornais, mostravam as pessoas se atirando das torres. Meu Pai, que desespero, imagina o que passa na cabeça de uma pessoa preferiu se atirar lá de cima? Não consigo para de pensar no dessespero de cada uma daquelas vitimas. No dia seguinte, fui para a casa de uma outra amiga que morava na W 7th - Senti que tinhas 2 NY: Todos que viviam em bairros próximos e que conseguiam ver as torres de suas ruas, e a NY lá de cima, onde todos acompanhavam pela TV, assim como o resto do mundo. O acesso fechou da 14th para baixo. Sem metrô, sem carros, sem nada, apenas. O lixo nas ruas se acumulando, o cheiro insuportável, e ainda não tinha conseguido falar com a minha família no Brasil. Fui andando até a broadway e a 28th, para comprar um celular. Quando estava na loja outro momento de desespero. Todos falando para evacuar, que tinha uma bomba no Empire States. Gente, nunca antes na vida tinha sentido isso, um MEDO enorme, um sentimento de fim. E meu voo para barcelona, tudo cancelado, tudo que eu queria era sair daqui, o mais rápido possível. Resumindo, o primeiro vôo internacional que saiu do JFK foi o meu, para Barcelona. Outro momento de medo, mas tudo correu bem. Ao chegar em Barcelona, estava literalmente em outro mundo. Apesar de todos falarem e acompanharem o que tinha acontecido, nada, nem de perto, a tristeza, o medo, a insegurança dos que estavam aqui naquela manhã. Um ano depois dos atentados, estava em Londres, em uma conferência de telecom, e o palestrante falava sobre o poder dos celulares (e sem noção do público que tinha na platéia, comecou a usar exemplos de como o uso do celular tinha sido relevante naquele dia. Fiquei passada, sempre fico quando me lembro daqueles dias.
Rosa Carvalho de Freitas - Eu também estava ! Aqui exatamente em frente, mas do outro lado do Hudson. Ainda me lembro das pessoas pulando dentro dos barcos para tentar escapar. Foi horrível ! Ninguém sabia o que estava acontecendo. Durante semanas a gente via pedaços das torres que apareciam nas margens do Hudson. A Paula V. lembrou bem do clima que ficou...um silêncio...o ar com um cheiro pesado...e tudo cinza...
Fernanda Amaral Couto - Eu também estava. Meu marido estava conversando com um dos brokers da Cantor Fitzgerald e ouviu os caras gritarem "fire, fire" e ficou tudo em silêncio (morreu absolutamente todo mundo da corretora pois o primeiro avião bateu no andar deles), muitos amigos dele do mercado conseguiram escapar, no entanto. Ele teve que evacuar o prédio do banco porque é perto de Times Square e depois voltou a pé pra casa que na época era no brooklyn (ele andou por 7 horas). Depois que as torres caíram, parecia que estava nevando mesmo com aquele céu azul, eram as cinzas dos prédios. Ele conta uma cena de todo mundo andando para o norte da ilha depois de terá que evacuar os prédios comercias em Times Square (porque ninguém sabia se os aviões ainda sequestrados iam para lá) e ele diz que era um mar de gente andando sem trocar uma palavra. Tudo silencioso.
Monica Mello de Castro- Eu me lembro que estava descendo a 6th Avenue, e passei pelo hospital St Vincent se não me engano, e via um monte de macas prontas do lado de fora, esperando chegar os feridos. Mas não havia feridos... não chegava quase ninguém... era triste.
Caroline Chevalier Giffoni- Eu nunca vou pra cidade nesse dia, não estava aqui em 2001, mas em 2006 eu estava voltando da fac pra casa (morava a 2 quadras do ground zero) e passei por lá a pé, o clima tava tão pesado e uma sensação de perda tá grande que eu comecei a chorar descontroladamente, tive que ligar para o marido e conversar com ele até chegar em casa. Foi muito forte e desde então eu evito passar perto no dia 11. Tava falando disso com meu marido ontem. Depois de 10 anos, isso não se apagou e nem vai. Foi um evento que marcou uma geração, quem estava aqui jamais vai esquecer isso e quem chegou depois (como eu) e "pegou amor" pela cidade, isso tudo toca fundo e parece muito absurdo. Minha cunhada estava fazendo NYU na época e sempre conta que a roommate dela entrou gritando no quarto, falando que estavam sendo bombardeados e que nas semanas seguintes, quando passava caminhão de bombeiros, as pessoas paravam na rua e batiam palmas. Toda vez que lembro dessa parte do relato eu me arrepio.
Paula A. Moreira- A brasileira Sandra Fajardo Smith, que morreu na Torre Norte do World Trade Center durante os ataques do 11 de Setembro de 2001. Juntamente com a mineira de 37 anos, o governo brasileiro reconhece como vítimas dos atentados os paulistanos Ivan Kyrillos Fairbanks Barbosa, de 30 anos, e Anne Marie Sallerin Ferreira, de 29 anos, que eram colegas de trabalho no Banco Cantor Fitzgerald, no 105º andar da Torre Norte. A morte do capixaba Nilton Albuquerque Fernão Cunha não consta na lista oficial do consulado brasileiro nem da prefeitura de Nova York porque, segundo o Itamaraty, a família não enviou amostras de DNA para confirmar sua identidade.
Marcia Crivorot - Caroline, marcou mesmo. Eu morava na época em Porto Rico, meus filhos tinham 10 e 8 anos. O espaço áereo fechou, minha internet caiu, telefone não funcionava. Meu marido estava em Dallas a trabalho e estaria voando de volta, acabou ficando preso lá por dias. Minha filha que agora tem 20 anos disse que ficou tão impressionada com o trabalho dos bombeiros daqui que está fazendo uma coisa que sempre teve vontade: o curso para ser voluntária dos Fire Fighters.
Ticiana Rocha - Eu conhecia também a Anne e o Alexandre, seu marido. Ela foi da turma de trainee de um banco em SP com o meu marido...sem dúvida uma tragédia! Penso muito naqueles que perderam alguém próximo no ataque e na dor que deve ser assistir os aviões entrando nas Torres..sinto uma angustia, uma agonia, sei lá muito triste mesmo..
Elaine Giurato - Sempre morei em Jersey, mas como muitos na minha área, conhecia pessoas queridas que faleceram no atentado, foram dias e histórias muito tristes. O marido de uma amiga trabalhava na Cantor, e estava no celular com ela descendo as escadas, tranquilo, no 54 andar, quando a torre dele caiu, foi a primeira. Ela trabalhava do outro lado do rio, de frente pra janela dele. Tudo foi um horror, uma tragédia imensa, foram dias apáticos. Conheco pessoas que ficaram muito mal piscicologicamente depois. Mas o que mais me machucou foi ver reações negativas de pessoas no Brasil falando que era bem feito para os Estados Unidos, e eu vi gente. Aqui o desespero, medo, eu indo a memoriais de amigos que a família não teve a chance se velar e se despedir e ainda ver pessoas com esta falta de humanidade, isto me destruiu.
Angela Stewart - Nossa, meninas, esse tópico é emocionante e triste. Eu também na época trabalhava na 57th com a Park Ave e quando entrei no meu escritório, a recepcionista me disse que parecia q um helicóptero tinha batido em uma das torres, depois ela me ligou para dizer que era um avião pequeno e em 10 minutos era um BOING. Nós não tínhamos TV para saber de nada e a sorte é q eu tinha um radinho e a empresa inteira veio para minha sala para ouvir as notícias. Eu estava morando aqui há apenas alguns meses, então não entendia quando todos se desesperavam falando que era terrorismo. Nosso prédio foi evacuado e saímos na rua FANTASMA. Não tinha um carro, ônibus, nem taxi. Fomos andando até a casa de um amigo no UWS, quando paramos no mercado para comprar comida... Foi uma loucura, correria total!!! Quando chegamos na casa dele, ligamos a TV e não acreditamos quando o helicóptero filmava, mas a gente só enxergava um prédio... Nós não vimos que ele havia DESABADO, foi um choque! Consegui voltar para casa no final da tarde por sorte, pois moro no Brooklyn. Ufa, duro relembrar.
Wednesday, September 7, 2011
A Festa Bombou!
"Esse ano, a festa vai bombar" foi a promessa de João de Matos, promotor/proprietário do Brazilian Day de Nova York, feita no comercial de TV que promoveu a 27º edição do show.
Promessa feita, promessa cumprida.
Mais uma vez a Sexta Avenida ficou colorida, pintada de verde-amarelo.
Em vários momentos a emoção tomou conta do público. O cantor baiano Netinho, acostumado a fazer sua platéia pular ao ritmo do axé, dessa vez a fez chorar com a interpretação do hino nacional. Além das lágrimas de saudade, as homenagens arrancaram lágrimas de emoção. A maior delas ficou por conta da brasileira Heloisa Assaro. O marido de Heloisa era bombeiro e morreu trabalhando no dia dos atentados às torres gêmeas do World Trade Canter. Heloísa agora luta contra um câncer nos ossos. Um minuto de silêncio lembrou os dez anos dos ataques de 11 de setembro.
Foram alguns minutos de reflexão em um dia festivo.
A cara do Brasil
A apresentação da festa esse ano foi do global Serginho Groisman.
Ele recebeu alguns convidados especiais, como o ídolo do esporte brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga, que assistiu aos shows no camarote do Banco do Brasil/BB Remessa.
Quem abriu a parte musical foi o Exaltasamba. O grupo comemora 25 anos em 2011 e já anunciou que vai "dar um tempo" a partir do ano que vem, mas mostrou a energia de quem está começando. Cantou sucessos do próprio Exalta e de outros compositores. Quando mandou a primeira frase de um sucesso de Jorge Ben Jor, "moro, num país tropical", fez o público se sentir em casa. O som e o calor de Nova York transportaram muitas mentes para o Brasil.
O novo Brazilian Day
Luan Santana é ainda garoto. Chega a ter uma aparência até frágil. É amado pelas meninas e, mais do que o ecerramento da festa, foi responsável por fazer história no Brazilian Day. Nunca o festival atraiu tantos jovens. Enquanto o menino prodígio de Campo Grande cantava, o telão no fundo do palco mostrava o público e, claro, as garotas chorando e gritando o tempo todo.
Muita gente pode até não gostar do estilo musical de Luan Santana, mas, no show dele, foi maravilhoso saber que o amor pelo Brasil está garantido do futuro.
Agora, é esperar o Brazilian Day de Nova York do ano que vem para ensinar de novo ao mundo como se faz uma bela festa.
*Enviado pela assessoria de imprensa do evento
Friday, August 26, 2011
2 em 1
Depois do terremoto (que eu não senti) que tivemos essa semana, agora todos estão se preparando para o furacão Irene. O Fenômeno já está na costa americana e deve chegar a Nova York na madrugada de domingo. Algumas regiões perto do mar ou dos rios foram evacuadas por ordem do governo. Há perigo de alagação.
O clima na lojas é como se fossemos entrar em guerra. Supermercados lotados. Pessoas comprando água e alimentos não perecíveis. Lojas de material de construção vendendo todo o estoque de pilhas, lanternas e geradores. Teve até gente que comprou placas de compensados para colocar do lado de fora das janelas. O sentimento entre os meus amigos e vizinhos está dividido. Tem gente querendo viajar. Ir para o lado Oeste do país. Estacionar o carro longe de grandes árvores que possam cair. E outras super tranquilas dizendo que vai ser apenas uma forte tempestade e que vai dar tudo certo.
Eu já fiz a minha parte. Comprei tudo que precisava e irei carregar todos os celulares e laptops. Espero não perder o contato com o Brasil porque a minha já está desesperada ligando 10 vezes por dia. Na segunda eu escrevo dizendo como foi presenciar a passagem do furacão Irene.
O clima na lojas é como se fossemos entrar em guerra. Supermercados lotados. Pessoas comprando água e alimentos não perecíveis. Lojas de material de construção vendendo todo o estoque de pilhas, lanternas e geradores. Teve até gente que comprou placas de compensados para colocar do lado de fora das janelas. O sentimento entre os meus amigos e vizinhos está dividido. Tem gente querendo viajar. Ir para o lado Oeste do país. Estacionar o carro longe de grandes árvores que possam cair. E outras super tranquilas dizendo que vai ser apenas uma forte tempestade e que vai dar tudo certo.
Eu já fiz a minha parte. Comprei tudo que precisava e irei carregar todos os celulares e laptops. Espero não perder o contato com o Brasil porque a minha já está desesperada ligando 10 vezes por dia. Na segunda eu escrevo dizendo como foi presenciar a passagem do furacão Irene.
Tuesday, August 9, 2011
Saudades de ouvir português
Em janeiro de 2008, quando me mudei para Nova York, a idéia era aperfeiçoar o meu inglês. Então fiz questao de nao colocar a Globo em casa. Assistia as notícias apenas em inglês para acostumar o ouvido, mesmo sem entender quase nada. É muito diferente ouvir os americanos falando ao invés dos professores brasileiros ensinando a língua inglesa. Mas foi só questão de
tempo. Quando menos esperei, já estava fluente.
tempo. Quando menos esperei, já estava fluente.
Hoje confesso que sinto saudades de ouvir a língua portuguesa. Tanto que inclui semana passada a Globo na minha tv a cabo. É uma sensaçao tão boa. Ainda mais porque estou començando a ter dificuldade em lembrar algumas palavras. Às vezes o que quero falar só vem a minha cabeça em inglês. É impressionante com o nosso cerébro se condiciona. Bom, acho que assistindo Globo, ouvindo caetano, Chico Buarque, falando com o meu filho todos os dias em português e ligando para a minha mãe ao telefone, o meu português se manterá firme e forte ;)
Friday, July 29, 2011
O verão em Nova York é de matar!
A umidade é tanta que em certos dias fica difícil respirar. Só para quem nunca visitou a Big Apple nesse período ter uma idéia, seria como se você estivesse em uma sauna ao ar livre de tão abafado. E o que piora a situação é a sensação térmica. O calor acaba sendo muito maior do que o que termômetro está marcando. Semana passada chegou a fazer 109F. E enche o saco ficar ouvindo: “ué, você não nasceu no Brasil? Então porque tá reclamando do calor?”. Fala sério!
Para os desavisados, loucos e destemidos que virão a NYC durante o verão, aconselho usar filtro solar fator mil, tomar muita água, entrar em várias lojas durante os passeios e tentar caminhar pela sombra. E se vier com crianças, tente levá-los a lugares fechados com ar condicionado, como museus e livrarias. Mas se tiver que ficar ao ar livre, que pelo menos seja em algum parque com muitas árvores e água jorrando para os pequenos se refrescarem. O ideal seria mesmo não vir nessa época do ano, mas sempre tem aqueles que acham que vale a pena pegar uma promoçãozinha e sofrer com o clima super quente ;)
Wednesday, July 20, 2011
Torre de Babel
Uma das coisas que mais gosto de Nova York é que tenho amigos vindos de diversas partes do mundo. Só no meu condomínio, tem argentino, chinês, romeno, caribenho, porto-riquenho, indiano, italiano, filipino, alemão e americano é claro! E muitos daqueles que nasceram aqui tem descendência irlandesa, inglesa, jamaicana e outras nacionalidades, mas essas pessoas eu ainda não conheço.
É tão divertido que eu estou até aprendendo palavras em outros idiomas. Confesso que estou adorando. Fim de semana passado aproveitando essa torre de babel e fizemos uma festinha. Cada um trouxe o prato típico do país de origem. Nem preciso dizer que quase fui para casa rolando de tanto que eu comi. Quantas delícias, quantas calorias!
E isso é NYC, uma cidade cheia de imigrantes e com muitos encantos. Cerca de 800 línguas são faladas em Nova York, tornando-a mais diversa linguisticamente cidade do mundo.
Thursday, June 30, 2011
Pelo o correio
Adoro a praticidade dos americanos. Quando recebo uma conta para pagar, junto eles mandam um envelope em branco para que você envie a fatura que será paga e o cheque com o valor correspondente. Algumas pessoas me perguntaram se não era perigoso mandar cheque pelo o correio. Pelo visto não. Tem gente que faz isso há mais de 20 anos e nunca teve problemas. Talvez até mais seguro do que pela internet, penso eu.
A única coisa com que você tem que se preocupar é em ter sempre selos o bastante em casa para os pagamentos do mês. E depois é só colocar na caixa de correio espalhadas pelo bairro.
Friday, June 24, 2011
E viva o AMOR! NYC legaliza o casamento gay
Nova York é o sexto estado do Estados Unidos a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. As comemorações estão em todo lugar. Desde o site de relacionamento Facebook até um dos pontos turísticos mais visitados da Big apple, O Empire State Building. O projeto de lei que havia sido rejeitado há dois anos, finalmente foi aprovado pelo parlamento.
Parabéns ao terceiro Estado mais populoso da América. Parabéns por essa vitória e por mostrar que os gays não são diferentes de ninguém. eles apenas querem ser felizes e constituir famílias assim como qualquer um na face da terra. E viva a igualdade!
Parabéns ao terceiro Estado mais populoso da América. Parabéns por essa vitória e por mostrar que os gays não são diferentes de ninguém. eles apenas querem ser felizes e constituir famílias assim como qualquer um na face da terra. E viva a igualdade!
São João em Nova York
Eu sinto mais falta do Brasil quando o país está festejando algum feriado que eu adorava comemorar. Um deles é o São João. Sempre gostei de dançar quadrilha, me vestir de matuta e comer aquelas comidinhas gostosas lá de casa. Me dá água na boca só em pensar. Mas felizmente esse ano, descobri que em Nova York também tem arraial! Agora no papel de mãe, estou mais ligada à comunidade brasileira que vive por aqui e por dentro de todas as comemorações.
Há duas semanas fui a um arraial beneficente da Fundação Brazil Child Health. Tinha comidas típicas, o pessoal vestido à caráter, jogos, rifas e quadrilha com direito a sanfoneiro e tudo. Foi super legal. Fim do mês tem mais quadrilha. E desta vez será organizada pelo Consulado do Brasil em Nova York. Eu estarei lá com o meu matutinho marcando presença. É bom poder morar fora do Brasil e saber que o meu filho terá oportunidade de conviver com outros “brasileirinhos” e conhecer melhor a cultura brasileira.
Monday, April 4, 2011
Eu como do jeito que eu quiser
Um das coisas que estranhei quando cheguei aqui foi o fato das pessoas comerem pizza com a mão. E às vezes até andando pelas ruas e comendo caindo óleo por todos os lados. Aquela bagunça! Enfim, costume é costume. Eu sempre comi pizza de garfo e faca e as pessoas também estranharam por aqui. Uma vez fizeram um comentário em um restaurante e eu disse que não era homem das cavernas para comer com as mãos e os americanos cairam na gargalhada. Mas foi fácil notar a cara de espanto das pessoas das mesas ao lado. Depois de três anos por aqui, acho que vai ser estranho chegar ao Brasil e voltar a comer pizza com os talheres outra vez hahahaha.
Swine flu
Não se fala mais em gripe suína por aqui. Será que conseguiram controlar a doença? Espero que a minha mãe nunca leia esse post, mas a primeira contaminação foi em uma escola de Nova York a 10 minutos da minha casa. Em meados de março de 2009 uma dos alunos foi passar férias no México e voltou com o vírus que foi espalhado rapidamente pelo o mundo graças as viagens áreas. Existem dados que afirmam que mais de oito mil pessoas morreram por causa da gripe suína.
Sunday, April 3, 2011
Lei de NYC
Aqui em Nova York quem tem cachorro de estimação precisa se equipar com sacolinha plástica antes levar o melhor amigo para passear. A questão é que a lei é bem rígida. Cachorro fez côco, o dono ou quem quer que esteja com ele tem que catar. Ou caso contrário corre-se o risco de pagar uma multazinha básica que vária entre 50 a 450 dólares.
Outra coisa que muitos turistas não sabem é que por aqui é proibido tomar bebida alcóolica na rua. Não faço ideia de quanto seja a multa ou se você pode acabar preso. Mas é bom saber que a idade legal para se beber aqui é 21 anos. E os bares e restaurantes exigem comprovação da idade.
Saturday, January 29, 2011
Comida Kosher
Todo mundo sabe que em Nova york existe gente vinda de todos os lugares do planeta, mas quando cheguei aqui fiquei encucada com a tal da comida "kosher". Sempre via em algumas lanchonetes, restaurantes e até supermercados o aviso de que eles eram "kosher". Enfim, como sou curiosa até a alma fui pesquisar e descobri que são comidas preparadas com as regras do judaísmo.
Kosher é uma palavra hebraica que significa "próprio", nesse caso próprio para o consumo dos judeus. Outra curiosidade é que eles não misturam carne com nada que seja derivado do leite. Nem mesmo as panelas onde foram cozinhadas. Tudo tem de ser separado. Além disso, segundo a religião os animais que eles comem são mortos de uma maneira menos dolorosa.
Esses são alguns dos alimentos que não fazem parte da lei judaica: carne de porco, camarão, lagosta, todos os frutos do mar, peixes que não possuem escamas, carne com sangue, e qualquer alimento que misture carne e outros produtos de origem animal como ovos e leite ou derivados. Um judeu ortodoxo não consome queijo até 6 horas depois de comer carne, por exemplo, visto que este é preparado com leite.
Thursday, January 27, 2011
Carnaval em Nova York
Tenho que confessar que o carnaval é uma das coisas que esqueço que existe. Fiz questão de não colocar Globo internacional em casa para aperfeiçoar o meu inglês ao máximo. Então não vejo aquelas vinhetas falando do feriado o tempo todo. Não tenho amigos que estão programando o que irão fazer nos dias da folia. E não comprei fantasia para o meu filho ainda.
Quando morava no Brasil eu costumava sair em blocos, viajar, planejava mil coisas com a família e os amigos, mas aqui você acaba se adaptando a cultura e esquecendo um pouco esse lado bom de ser brasileiro. Mesmo estando fora de todo esse ambiente, acabei de ficar sabendo que o Consulado Brasileiro em Nova York está organizando uma festinha de carnaval para os brasileirinhos que moram aqui. Acho que vou aderir a ideia e levar o meu americaninho e também brasileirinho ao evento.
Apesar de não ter trio elétricos nas ruas ou desfiles de escolas de samba, existem festas por toda cidade. Sei que não é a mesma coisa, mas para que está longe do Brasil qualquer coisa vale a pena, Eu vou tentar comemorar todos os anos (aqui em NYC ou no meu país) para que o meu filho conheça a alegria e o calor do povo brasileiro.
Quando morava no Brasil eu costumava sair em blocos, viajar, planejava mil coisas com a família e os amigos, mas aqui você acaba se adaptando a cultura e esquecendo um pouco esse lado bom de ser brasileiro. Mesmo estando fora de todo esse ambiente, acabei de ficar sabendo que o Consulado Brasileiro em Nova York está organizando uma festinha de carnaval para os brasileirinhos que moram aqui. Acho que vou aderir a ideia e levar o meu americaninho e também brasileirinho ao evento.
Apesar de não ter trio elétricos nas ruas ou desfiles de escolas de samba, existem festas por toda cidade. Sei que não é a mesma coisa, mas para que está longe do Brasil qualquer coisa vale a pena, Eu vou tentar comemorar todos os anos (aqui em NYC ou no meu país) para que o meu filho conheça a alegria e o calor do povo brasileiro.
Wednesday, January 26, 2011
Nevando de novo?
Acordei e estava tudo branco lá fora. Meu filho ficou todo animado vendo a neve caindo pela janela. A alegria é só quando ele estar dentro de casa porque fim de semana passado coloquei ele na neve para tirar fotos e ele detestou. Ficava se levantando e com a carinha mais assustada do mundo.
A noite, assistindo o noticiário pela televisão, o assunto era só um: neve! Quantos centímetros irá atingir, os trens que irão parar, as pessoas se apressando para chegar em casa enquanto ainda conseguem dirigir os seus carros e as equipes de reportagem espalhadas por toda a cidade. A parte fofa de uma das matérias foi ver um menino de uns 7 anos dizendo que tem teste na escola amanhã e espera que neve bastante para a escola não abrir. Além de ter tempo para estudar mais, ele ainda poderá brincar na neve com os amiguinhos.
Costumo dizer que neve só é legal nos livros, filmes, para as crianças e para os turistas que só estão aqui para se divertir e tudo que é diferente vira uma verdadeira festa.
Festas de fim de ano
Muitas pessoas por aqui não celebram na véspera do Natal, como eu costumo fazer. Eles geralmente comemoram no dia 25. Outros não dão muito valor para a data. Em algumas famílias o dia de ação de graça é a data do ano mais importante a ser celebrada.
Sobre o reveillon, só os turistas vão para a Times Square ver a gigante bola de cristal descer. A maioria dos americanos odeia muvuca e tumulto. Outra coisa que eu estranhei muito quando cheguei aqui for não ver no dia dia 31 de dezembro as pessoas vestidas de branco. Eles não tem essa tradição. Não associam as cores ao amor, sorte, paz ou saúde. É fácil ver pessoas de preto pelas ruas. Difícil mesmo é achar um vestido branco nas lojas para comprar.
Sobre o reveillon, só os turistas vão para a Times Square ver a gigante bola de cristal descer. A maioria dos americanos odeia muvuca e tumulto. Outra coisa que eu estranhei muito quando cheguei aqui for não ver no dia dia 31 de dezembro as pessoas vestidas de branco. Eles não tem essa tradição. Não associam as cores ao amor, sorte, paz ou saúde. É fácil ver pessoas de preto pelas ruas. Difícil mesmo é achar um vestido branco nas lojas para comprar.
Friday, October 29, 2010
Halloween
Próximo domingo será comemorado uns dos feriados mais esperados pelos americanos, o Halloween. Eu particularmente adoro! Esse será o terceiro ano que eu participo e não vejo a hora de colocar a minha fantasia.
O Halloween, surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam nas casas objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados e abóboras enfeitadas. Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. E aqueles que comemoravam a data eram perseguidos e condenados à fogueira pela inquisição.
Ainda bem que por aqui nada em relação ao feriado é proibido e todos comemoram. Existe o famoso desfile na sexta avenida em Nova York onde as pessoas fantasiadas se divertem durante o percurso. É até estranho quando você encontra alguém sem fantasia. Para quem nunca viu, o evento todo é bem interessante. A polícia fecha as ruas e coloca grades nas calçadas. O único problema é o frio. Os que geralmente esquecem disso tem de incluir de última hora um casaco à fantasia.
É comum encontrar pais, filhos e até cachorros sentados nas portas dos prédios e casas distribuindo doces. As crianças saem em comitiva fazendo a famosa pergunta: Trick or treat? (traquinagem ou doce?). Também têm umas tiazinhas que montam os seus arcenais na porta de casa, se fantasiam e, além de deixarem os doces disponíveis para que quiser levar, ficam disponíveis para tirar fotos com todo mundo.
Ao contrário do que muita gente pensa, a festa não exige apenas fantasias macabras. Com o passar dos anos, as pessoas foram deixando de lado o visual assustador e agora se vestem dos mais variados temas. Bruxas, vampiros, animais, personagens de histórias infantis ou de filmes como Indiana Jones, frutas, celebridades e as mais diversas profissões. Tenho certeza que encontrarei muitos monstros bizarros pelas ruas, quanto personagens doces e amáveis.
Tem muita gente que acha que a festa deveria durar uma semana de tão legal que é. Mas olhe que se você pesquisar dá para achar umas festinhas e se divertir fantasiado mais do que apenas sete dias.
Na minha família já está tudo pronto. Doces comprados para as crianças que baterem na nossa porta, baldinho para pegar os doces pela vizinhança e as fantasias. Eu e o meu marido seremos um casal de vampiros. E o meu filhinho, participando pela primeira vez da festa, será um leão banguelo e assustador!
Monday, October 4, 2010
Medieval Festival in New York
Ontem fui ao Festival Medieval no Tryon Park, aqui em Nova York. Esse evento acontece apenas uma vez por ano e tem direito a reis, rainhas, plebeus, dragões, cavaleiros, homem com perna de pau e bobo da corte.
Um dia inteiro dedicado a era medieval. A comida é sensacional. Vai desde a coxa de peru gigantesca, até uma sobremesa que tem uma massa parecida com bolinho de chuva, e doce de maçã por cima. Além disso, têm barracas vendendo artesanato, teatro para crianças, show de música, apresentação de danças escocesas e várias pessoas à caráter. É uma fofura ver as crianças lutando com armaduras e espadas.
O duelo de espadas é a atração mais esperada. As pessoas se aglomeram em arquibancadas para assistir e dar boas risadas com a luta cômica. Cavaleiros com armaduras de verdade em seus cavalos promovem o espetáculo.
E ainda tem o museu em forma de castelo chamado The Cloisters, com arte da Idade Média. E como eu, já tem gente se programando para comparecer ao evento de 2011.
Sunday, September 12, 2010
September 11
Ontem foi um dia triste aqui em Nova York. Nove anos se passaram desde o ataque terrorista ao World Trade Center, onde aproximadamente 3 mil inocentes morreram.
Durante o dia vi vários helicópteros da polícia e diversos carros pelas ruas, mais do que o de costume. Bandeiras dos Estados Unidos em todos os lugares. Os jornais e telejornais fizeram programas especiais sobre o assunto.
Os parentes das vítimas foram até o local com flores e cartazes que traziam a frase se referindo ao familiar “nós nunca iremos te esquecer”. Perto do local foi realizado um protesto contra a polêmica Mesquita que estão querendo abrir nas redondezas. E à noite era possível ver de qualquer lugar de Nova York as luzes dos dois holofotes que substituíam as torres gêmeas.
Mesmo tendo chegado aqui depois do que aconteceu, é lamentável toda essa tragédia. O meu marido foi voluntário por mais de duas semanas ajudando no local. E apesar de já ter ouvido a mesma história várias vezes, me dá um aperto no peito toda vez que ele me conta algo de que ele tenha presenciado. E por mais que as pessoas tentem esquecer, sempre um amigo falando que conhece alguém que perdeu um parente durante o ataque terrorista. Foi um dia muito triste por aqui...
Saturday, September 4, 2010
Furacão, Ivete e Brazilian Day
Furacão
Só se falou nisso durante toda a semana. Era a previsão do tempo avisando que um furacão se aproximaria de Nova York. Apesar da minha mãe ficar preocupada e pedir para não sair de casa, o fenômeno não chegaria nem perto de onde eu moro. O “perigo seria para quem mora perto da praia. Mas enfim, ontem passei o dia em casa só por precaução. Afinal, nunca se sabe o que vai acontecer não é? Todos falavam que eu não tinha com o que me preocupar, mas para mim que nasci em um país abençoado onde não existe nada parecido, é assustador ouvir que um furacão está vindo.
A previsão era de tempestade à tarde e a noite o tão falado furacão. No final das contas nem uma gotinha do céu. Não choveu e o furacão só causou um alagamentozinho em algumas praias do Estado de Nova York. O estrago foi só o dinheiro que o Estado gastou trazendo pessoal para previnir uma possível tragédia.
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Ivete em Nova York
Que essa mulher é um fenômeno todo mundo já sabe, mas nunca imaginei que um dia ela iria tocar no Madison Square Garden aqui em Nova York. Hoje, ela abriu o show dizendo “sou uma vencedora” e entre lágrimas e brincadeiras Ivete Sangalo levantou poeira, como sempre. Além de dar um pontapé internacional na carreira, a baiana conseguiu reunir 14 mil pessoas e dizem que ela arrecadou 5 milhões de reais com o show. Alguns famosos foram prestigiar a morena, como Luciano Huck, Angélica, Preta Gil, Ana Maria Braga entre outros. Até uma música do Michael Jackson ela cantou em homenagem ao rei do pop. E ontem após a coletiva de imprensa Ivete deu uma caminhada pelo Central Park e ainda pagou o famoso cachorro quente novaiorquino para alguns fãs.
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O dia mais verde e amarelo de Nova York
Amanhã acontece o famoso “Brazilian Day”, o dia brasileiro para quem quer matar as saudades do país de origem. Às vezes não precisa nem ser brazuca, como chamam por aqui, para ir curtir o evento. Existem muitos americanos e pessoas de outras nacionalidades que adoram o Brasil e têm curiosidade de conhecer mais sobre a nossa cultura.
O palco foi instalado na sexta avenida, entre as ruas 42 e 43. E o espaço reservado para a “bagunça” verde e amarela ia até a rua 59, onde começa o Central Park. A previsão é que uma multidão com mais de um milhão de brasileiros vindos de toda parte do mundo compareça a festa na Big Apple. Luciano Hulk irá comandar a festa que tem como um dos convidados a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano. Além da boa música, as barraquinhas de comida sempre faturam bastante com as delícias do nosso país tropical.
Wednesday, August 18, 2010
Mãe impedida de amamentar em público em NYC
Quem me conhece sabe o quanto ignorância me irrita, e muito! Quando falo em ignorância, não quero dizer grosseria, mas sim falta de conhecimento.
Uma das coisas que mais me deixa irritada ultimamente é o fato das pessoas desconhecerem os benefícios da amamentação aqui em Nova York. Como se não bastasse isso, acabo de assistir o noticiário local e uma reportagem me deixou indignada. Uma mãe foi pedida para sair de uma das cafeterias mais famosas e cobiçadas de Nova York por estar amamentando a sua filha de apenas 5 meses. A mãe, como tinha conhecimento dos direitos, disse que não ia sair porque aquilo que o gerente estava pedindo era ilegal. Ele insistiu e pediu para ela não voltar nunca mais ao local. De acordo com a reportagem, a mãe estava sendo o mais discreta possível. A Tv ouviu a versão da Lily O'Brien's chocolate café, onde aconteceu o fato. O Dono desmentiu e disse que pediram para que a mãe apenas fosse discreta. Agora a cafeteria tem um adesivo na porta dizendo “welcome breastfeeding”.
Algumas vezes tive que amamentar o meu filho em público. Mesmo colocando uma manta, ou seja lá o que for em cima, percebi algumas pessoas me olharem com olhar de reprovação. Algumas apenas curiosas e outras chegaram a achar engraçado.
Ouvi muita piada sobre amamentar em público. Chegou ao ponto de me dizerem que leite materno é 90% água e que só é preciso amamentar as duas primeiras semanas. Santa ignorância!!!!
Em Nova York, a maior festa brasileira completa 25 anos
A paixão pelo o país verde amarelo fez o paulistano João de Matos trazer o calor do Brasil para a terra do Tio Sam. Ele conta que a idéia de criar um dia especialmente para comemorar o Brasil em Nova York surgiu de uma maneira tímida. “No início eram poucos amigos brasileiros que se encontravam para festejar. Era como se fosse uma roda de samba que, 25 anos depois, se transformou numa escola de samba gigante, o Brazilian Day”, exemplifica. E durante todos esses anos, foram muitas conquistas que enchem de alegria o coração do idealizador. “Ao longo desses 25 anos, conseguimos colocar o Brasil com destaque no centro do mundo. Sinto uma força incrivel, um orgulho imenso de ser brasileiro, amar tanto o Brasil e poder demonstrar isto para o resto do mundo de uma forma tão gratificante e grandiosa", diz Matos
O Brazilian Day foi criado em 1984 para celebrar o espírito brasileiro, as conquistas brasileiras, o nome do país e suas possibilidades na maior cidade do mundo, de forma intensa e genial. Segundo João de Matos, o Brazilian Day é a explosão verde amarela num momento único e muito especial.
Hoje o evento consegue reunir tanta gente que a multidão começa desde a rua 43 e vai até a 59, no início do Central Park. O palco fica na sexta avenida com a rua 43, mas a maior concentração é na rua 46, a famosa Little Brazil.
Em 2008 milhares de pessoas prestigiaram o Brazilian Day e este ano a organização do evento espera manter ou até mesmo aumentar o sucesso.“Por ser uma das festas mais populares da cidade, a estimativa de público é sempre motivo de cuidados especiais da nossa produção. Nos anos anteriores, tivemos uma média de um milhão de pessoas. Isto, de certa forma, é um grande orgulho para nós brasileiros, pois não temos nenhum tipo de incidente registrado, o que impressiona as autoridades americanas. Este ano, esperamos que o público do ano passado compareça novamente”, afirma o brasileiro.
Segundo a organização, as atrações são para todos os gostos. “Este ano, a diversão começa no sábado com o músico Carlinhos Brown que vai cantar e participar da lavagem da rua 46, a Little Brasil. No domingo, a apresentação será da Regina Casé e as atrações são: Elba Ramalho, Alcione, Arlindo Cruz, Marcelo D2 e Victor e Leo, considerado o maior fenômeno da música brasileira na atualidade”, diz Matos. Ele ainda complementa que o segredo para manter uma festa tão bonita e esperada pelos os brasileiros é fazer com o coração.
Os desafios de ser mãe na América
Ser mãe é sem dúvida ter a chance de sentir o maior amor do mundo. O sentimento surge desde a confirmação da gravidez, e vai crescendo a cada dia. É uma emoção enorme poder ver o bebê pela primeira vez, ouvir o coraçãozinho, vê-lo se mexendo por meio do exame de ultrassom. É com certeza um momento inesquecível.
Dizem que esse é o tipo do amor você só entende quando se torna mãe. Portanto, nada melhor do que uma jornalista e, agora mãe de primeira viagem, para falar sobre o assunto. Este mês vou comemorar o meu primeiro dia das mães com o meu filho Daniel. Apenas para ficar mais fácil de entender o quanto eu sou louca por ele, confesso que o amor que sinto por ele é tão grande que parece que o meu coração vai sair pela boca. Descobri que estava grávida no dia 12 de junho de 2009, dia em que se comemora o dia dos namorados no Brasil. E o engraçado é que o dia previsto para o nascimento do meu filho era mais ou menos para quando se comemora o dia dos namorados aqui nos Estados Unidos, 14 de fevereiro. Depois disso os meus amigos passaram a dizer que eu estava esperando o bebê do amor! Bom, se dependesse de quanto eu já o amava, o apelido era bastante apropriado. A minha experiência como mãe nos Estados Unidos está sendo boa até agora. Com exceção das idas ao pediatra, que ao contrário do Brasil, insiste em dar as vacinas ao meu filho separadamente. Ou seja, a cada 15 dias ele sofre levando picadas. O argumento é que se o bebê tiver alguma reação, eles saberão de qual vacina foi. Estranhei porque inevitávelmente vou comparar com os procedimentos feitos no Brasil. E lá a vacinação não é dessa forma. Geralmente eles tomam todas em um único dia. Mesmo convivendo com outra cultura, sei que aqui ele terá grandes oportunidades na vida. Como estudar em uma das melhores universidades do mundo, ser fluente em duas ou mais línguas, e ainda poder viver com segurança. Afinal o Brasil, apesar de ser o meu país de origem, rico em belezas naturais e que eu morro de saudades, está cada dia mais violento. E esse foi um dos principais motivos de eu ter escolhido viver aqui. Não tem preço saber que o meu filho vai poder brincar na frente de casa, que eu não preciso por grades na janela e que posso passear com ele pelo bairro numa boa sem ter medo de ser assaltada.
Aos 29 anos, a curitibana Sabrina Decoo, deu a luz a Anthony. Hoje, 4 meses após o nascimento ela fala da dificuldade de criar um filho longe dos familiares. “Ter a família por perto é muito importante. Sinto demais a falta deles. É triste os avós do meu filho não estarem por perto. Várias vezes senti vontade de voltar a morar no Brasil, mas quem sabe um dia me mudo de volta”, diz. Além das saudades, a curitibana conta que gostaria de ter uma babá, mas aqui o serviço não é tão acessível como no Brasil. “A minha irmã está cuidando do meu filho, mas não por muito tempo. Infelizmente nos Estados Unidos colocar em uma creche ou contratar uma babá pesa muito no orçamento. É muito mais caro que no Brasil”, explica Sabrina. Segundo ela, a vantagem de ter tido filho aqui foi que ela pode ter de parto natural como ela sempre quis. E que de acordo com o que ela ouviu falar, no Brasil na maioria das vezes, os médicos empurram uma cesárea sem necessidade. Eu sempre desejei ter filho de parto normal e não gostaria de ser enganada por nenhum médico. Estava mais segura porque aqui eles fazem o possível para que o bebê venha ao mundo de parto normal. Morando na América há 7 anos, ela pretende ir ao Brasil frequentemente para que o filho Anthony tenha contato com a cultura brasileira. “Já tenho vários cd’s e livros em português. Só vou falar com ele em português para que ele seja fluente na língua. E sempre que puder estarei contando a ele sobre a nossa cultura”, finaliza.
Raquel Lopes, nascida em Ribeirão Preto, teve uma gravidez planejada e acabou tendo um menininho como ela sempre sonhou. “Quando ouvi o choro do Lui pela primeira vez, aquele foi o momento mais mágico da minha vida, senti uma alegria pura e indescritível. O meu filho me ensinou o que é o verdadeiro amor, aquele amor que não é egoísta e que te dá forças para se superar a cada dia. Ser mãe é um milagre e uma aventura, a melhor coisa que me aconteceu!”, Afirma. Diferentemente de Sabrina, Raquel queria cesárea, decisão que acabou incomodando-a bastante. “Os amigos e familiares americanos faziam mil perguntas. Eles achavam absurda a minha escolha pela cesareana. Ainda bem que tive sorte de encontrar um médico que me apoiou e me ajudou para que o hospital autorizasse o pedido. Ele alegou que no Brasil a maioria das gestantes preferem o parto cesárea e que isto é uma questão cultural para nós brasileiras”, diz ela. O filho da brasileira, pequeno Luiz Anthony, completou dois anos recentemente e Raquel ainda não conseguiu conciliar a carreira com o papel de mãe. “Em certa ocasião, estava trabalhando em casa e eu havia agendado uma video - call com um cliente da China. A avó estava olhando o Lui para mim, mas exatamente na hora da video-call ele começou a chorar por que queria ficar perto de mim. O cliente ouviu o chorinho dele e eu fiquei super sem graça, mas o cliente começou a rir dizendo que também tem filhos e às vezes o mesmo acontece quando ele tenta trabalhar em casa. No fim, acabou sendo engraçado, eu tento não fazer mais video-calls quando o Lui esta em casa”, complementa Raquel. Para ela uma das vantagens de ter tido o filho nos Estados Unidos é que em um mundo globalizado como o nosso, o fato dele ter dupla cidadania facilitará o acesso à excelentes universidades. E ela aponta a principal desvantagem que é em caso de um divórcio. “dificilmente a mãe poderá voltar a morar no Brasil e levar consigo o filho sem violar a Convenção de Haia. Portanto você estará em um país estrangeiro, tendo a responsabilidade de sustentar e criar seu filho e sem poder contar com a ajuda da sua familia brasileira. Eu passei por isso, e ainda bem que pude contar com a ajuda das minhas amigas e da familia americana de meu filho”, relata. Quanto ao atendimento hospitalar, a paulistana diz que foi muito bom, mas estranhou o fato de, mesmo com convênio médico, ter de dividir o quarto com alguém que ela não conhecia.
Aqui nos Estados Unidos cada hospital tem a sua política de atendimento. E a maioria deles coloca mais de uma pessoa por quarto. A não ser que a paciente esteja disposta a pagar por um quarto privado. Pelo menos no hospital que tive o meu filho, um dos mais conceituados de Nova York o Mount Sinai, o custo para ter o luxo de ficar sozinha em um quarto era em média de mil e 700 dólares a diária.
A beleza da flora brasileira encanta Nova York
Orquídeas, palmeiras, bromélias e até cactos estão sendo exibidos no Jardim Botânico de Nova York em homenagem ao artista brasileiro Burle Marx, que completaria um centenário de vida este ano. Denominada de “The Orchid Show Brazilian Modern”, a exposição foi projetada pelo paisagista e amigo Raymond Jungles.
Logo na entrada, os visitantes se deparam com um mosaico original do brasileiro. Uma obra de encher os olhos cercada por orquídea de diversas cores. Durante o percusso, era fácil ouvir os suspiros e elogios dos americanos. “Belo”, “Lindo”, “maravilhoso”, “sensacional”, eram palavras ditas a todo momento a respeito do verdadeiro tesouro verde e amarelo. Com um público bem eclético, a mostra enfeitiçou da criança ao vovô. Sem falar nas fotos que era tiradas desde a máquina profissional mais potente ao celular de última geração.
Roberto Burle Marx, nasceu em São Paulo em 1909, mas foi criado no Rio de Janeiro. Artista plástico e paisagista teve seu nome reconhecido internacionalmente. Na capital carioca, ele ajudou a desenhar um dos maiores símbolos da cidade, o calçadão de copacabana. O brasileiro cultivou em casa um dos maiores acervos de plantas do mundo. E em 1985 doou a propriedade, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.
Wednesday, May 12, 2010
O Rei do pop
Semana passada estava conversando com uma amiga mãe de gêmeos. Os filhos acabaram de completar 10 anos de idade e adoram música. O que me surpreendeu foi o fato de que eles estavam ouvindo Michael Jackson. Comentei com a mãe que achava que eles não conheciam o astro e ela respondeu: eles realmente não conheciam, mas depois que ele morreu ficou popular entre os amiguinhos deles. Contou também que eles já sabem até cantar as músicas e vão fazer uma apresentação na escola com a música triller. Todo mundo sabe o quanto Michael Jackson era famoso, mas agora só dá ele nas rádios americanas. No dia em que ele morreu, o museu de cera substituiu a estátua do Nicolas Cage que ficava na entrada pela a do cantor. Outro dia fizeram uma homenagem para ele no Brooklin. Foi um dia inteiro relembrando as músicas e as coreografias que consagraram o astro. Além do médico particular que está em todos os jornais por estar sendo acusando da morte do cantor e da irmã que está tentando voltar a ser “famosa” às custas dele, o Rei do pop ainda é muito lembrando por aqui.
Tuesday, May 4, 2010
O aprendiz de terrorista
Todo o mundo provavelmente acompanhou o atentado frustado que ocorreu no último sábado à noite aqui em Nova York. Em um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, a famosa Times Square, o paquistanês naturalizado americano Faisal Shahzad, abandou uma van com uma bomba dentro. Para tentar driblar a polícia, o inexperiente terrorista ainda trocou de blusa na frente de mais de 80 câmeras e de milhares de turistas que passavam pelo local. Chamando a atenção de um vendedor que alertou a polícia. Além do plano não ter sido bem bolado (graças à Deus), segundo os policiais era fácil perceber que a bomba foi feita por alguém que não tinha muita experiência no assunto. Além disso, depois de ter deixado o carro bomba (que não explodiu) para trás, Shahzad seguiu para o aeroporto para tentar viajar para o Paquistão. Será que não passou pela cabeça dele de que a polícia estaria monitorando as saídas e chegadas dos vôos em Nova York? Ainda mais se o destino escolhido era para um dos países do oriente médio? Será inocência ou ele estava mesmo subestimando uma das polícias mais bem preparadas do mundo?
Sunday, April 25, 2010
Mudei de opinião! ;)
Escrevi sobre o lançamento do ipad, novo “brinquedinho” da Apple, após ler o que saiu na mídia e depois de ter dado uma breve passadinha na loja para conferir o produto.
Bom, ontem tive a oportunidade de usar e abusar de um. Gente, o negócio é muito legal! Tem um simulador de vôo onde é possível pilotar um avião. Fiquei alucinada amo voar. É muito divertido. Você segura a tela, levanta vôo e vai voando. Pode até dar pirueta! E se quiser, ainda pode clicar para saber a altitude, localização e por aí vai. Amei!
Também toquei piano. Não tem muitas teclas, mas dá para brincar e arriscar umas musiquinhas. Além disso assisti filme, ouvi música, brinquei com os diversos vídeos games. O som é muito bom e a imagem nem se fala. Estou pensando em comprar um só porque sou viciada em tecnologia. Mas apesar de ter ficado empolgada com a novidade, ainda estou achando o tamanho meio grandinho!
Monday, April 19, 2010
Comer comer é o melhor para poder crescer
O café da manhã é bem reforçado. Ovos, bacon, linguiça, batata, panqueca, wafles, leite com cereal são algumas das comidas preferidas durante o primeiro horário do dia. Depois disso são só “snacks” ou seja petiscos ou lanchinhos, como queiram. E a noite, no jantar nada de sopinhas ou comidas leves. Eles querem uma refeição completa.
Alguns não tem o hábito de comer muito cedo, então à tarde optam pelo “brunch”, mistura de “breakfast” com “lunch”. Outros preferem pular os lanchinhos e jantar às 4 da tarde.
Estranham quando eu digo que comia fruta ou apenas um iorgurte pela manhã. E mais ainda porque eu tinha o costume de comer refeições como arroz, feijão, carne e salada ao meio dia, todos os dias. Para eles isso é o tipo de comida para ser devorada bem mais tarde!
Monday, April 5, 2010
Saúde em alerta
Os Estados Unidos estão tentando diminuir o número de fumantes e obesos no país. Comerciais são veiculados constantemente na tv, assim como panfletos, outdoors e anúncios em jornais impressos.
O governo de Nova York oferece ajuda para que quer parar de fumar. É só ligar para o número que eles disponibilizam e pedir os adesivos que ajudam a parar com o vício. Para manter o mau hábito é preciso enfiar a mão no bolso. Em média uma carteira de cigarro custa 10 dólares. O curioso é que no mesmo lugar em que você consegue o remédio para tentar se curar, você também pode comprar o cigarro: na farmácia. Bom, não me surpreende muito afinal o nome dado ao lugar é drugstore, loja de drogas em português.
Já em relação a obesidade, a primeira dama do país Michele Obama lançou uma campanha nas escolas para que as crianças comecem a ter hábitos mais saudáveis, começando pelo lanche escolar. E o governador de Nova York quer aumentar o valor do imposto nos refrigerantes e similares para reduzir o alto consumo.
Sunday, April 4, 2010
CANSADO DE VER CUECAS!
Um político dos Estados Unidos indignado com a moda que circula entre os jovens da periferia novaiorquina, lançou uma campanha para acabar com a exibição de cuecas pelas ruas. O problema segundo ele é que os jovens estão usando as calças muito abaixo da cintura fazendo com que a peça íntima apareça. De acordo com o outdoor colocado pelo senador, que cita a frase “nós somos melhores do que isso”, a mania é vista no meio de uma espécie de gang que se comunica por meio do vestuário. A esquisitice é tão comum por aqui que é difícil andar pelas ruas da cidade sem ver uma cueca de bombeira. Concordo com o senador, meninos levantem as calcas!!
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